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Rio de Janeiro - RJ

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Estratégia Organizacional e “Outsourcing” - Os Recursos Estratégicos de Competitividade Empresarial

    Editora: almedina
Tipo: Novo Estante: Administração
R$ 80,07 Frete grátis
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Este livro procurou explorar exatamente estes pressupostos, mostrando de que forma o “Outsourcing” pode ser uma poderosa ferramenta influenciadora de mudança organizacional, trazendo uma vida nova a organização e a cadeia processual da empresa através da descentralização no exterior de atividades que não são chave no conjunto de competências distintas da empresa, provando que uma gestão eficiente dos recursos pode ser o foco de vantagem competitiva, quer pela redução de custos fixos, quer ainda, pelos possíveis ganhos de eficiência que podera o ser obtidos pela libertação de tempo aos executivos, que poderão dedicar-se mais atentamente ás competências centrais da empresa, reforçando-as e aumentando a competitividade dos seus produtos/serviços.”

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Estratégia Organizacional e “Outsourcing” - Os Recursos Estratégicos de Competitividade Empresarial

    Editora: almedina
Tipo: Novo Estante: Administração
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Este livro procurou explorar exatamente estes pressupostos, mostrando de que forma o “Outsourcing” pode ser uma poderosa ferramenta influenciadora de mudança organizacional, trazendo uma vida nova a organização e a cadeia processual da empresa através da descentralização no exterior de atividades que não são chave no conjunto de competências distintas da empresa, provando que uma gestão eficiente dos recursos pode ser o foco de vantagem competitiva, quer pela redução de custos fixos, quer ainda, pelos possíveis ganhos de eficiência que podera o ser obtidos pela libertação de tempo aos executivos, que poderão dedicar-se mais atentamente ás competências centrais da empresa, reforçando-as e aumentando a competitividade dos seus produtos/serviços.”

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Estratégia Organizacional e “Outsourcing” - Os Recursos Estratégicos de Competitividade Empresarial

    Editora: almedina
Tipo: Novo Estante: Administração
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Este livro procurou explorar exatamente estes pressupostos, mostrando de que forma o “Outsourcing” pode ser uma poderosa ferramenta influenciadora de mudança organizacional, trazendo uma vida nova a organização e a cadeia processual da empresa através da descentralização no exterior de atividades que não são chave no conjunto de competências distintas da empresa, provando que uma gestão eficiente dos recursos pode ser o foco de vantagem competitiva, quer pela redução de custos fixos, quer ainda, pelos possíveis ganhos de eficiência que podera o ser obtidos pela libertação de tempo aos executivos, que poderão dedicar-se mais atentamente ás competências centrais da empresa, reforçando-as e aumentando a competitividade dos seus produtos/serviços.”

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Cartas a Suvórin: 1886-1891

    Editora: edusp
Tipo: Novo Estante: Poesia
R$ 80,07 Frete grátis
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O próprio Tchékhov deixou registrado que a parte de sua correspondência que mais gostaria de legar a futuros leitores era a que reunia as cartas enviadas a Aleksei Suvórin, editor do jornal Novo Tempo. Cobrindo um período de cinco anos, as cartas reunidas neste volume revelam a evolução da amizade entre os dois e incluem desde fatos da vida cotidiana do escritor até o detalhamento dos bastidores da criação de livros como A Ilha de Sacalina ou de sua primeira peça representada, Ivánov. Empregando uma variedade de estilos, as cartas têm muitas vezes um genuíno valor literário. Em diversas passagens Tchékhov discute questões candentes da época, como o caso Dreyfus, e faz comentários sobre escritores seus contemporâneos como Tolstoi e Turguêniev, carregados da ironia que caracteriza a sua escrita.

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Cartas a Suvórin: 1886-1891

    Editora: edusp
Tipo: Novo Estante: Poesia
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O próprio Tchékhov deixou registrado que a parte de sua correspondência que mais gostaria de legar a futuros leitores era a que reunia as cartas enviadas a Aleksei Suvórin, editor do jornal Novo Tempo. Cobrindo um período de cinco anos, as cartas reunidas neste volume revelam a evolução da amizade entre os dois e incluem desde fatos da vida cotidiana do escritor até o detalhamento dos bastidores da criação de livros como A Ilha de Sacalina ou de sua primeira peça representada, Ivánov. Empregando uma variedade de estilos, as cartas têm muitas vezes um genuíno valor literário. Em diversas passagens Tchékhov discute questões candentes da época, como o caso Dreyfus, e faz comentários sobre escritores seus contemporâneos como Tolstoi e Turguêniev, carregados da ironia que caracteriza a sua escrita.

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Cartas a Suvórin: 1886-1891

    Editora: edusp
Tipo: Novo Estante: Poesia
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O próprio Tchékhov deixou registrado que a parte de sua correspondência que mais gostaria de legar a futuros leitores era a que reunia as cartas enviadas a Aleksei Suvórin, editor do jornal Novo Tempo. Cobrindo um período de cinco anos, as cartas reunidas neste volume revelam a evolução da amizade entre os dois e incluem desde fatos da vida cotidiana do escritor até o detalhamento dos bastidores da criação de livros como A Ilha de Sacalina ou de sua primeira peça representada, Ivánov. Empregando uma variedade de estilos, as cartas têm muitas vezes um genuíno valor literário. Em diversas passagens Tchékhov discute questões candentes da época, como o caso Dreyfus, e faz comentários sobre escritores seus contemporâneos como Tolstoi e Turguêniev, carregados da ironia que caracteriza a sua escrita.

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Religiões do Japão

    Editora: edicoes 70
Tipo: Novo Estante: Religião
R$ 80,16 Frete grátis
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Religiões do Japão centra-se nos principais conceitos religiosos do Japão, nas suas práticas e seitas dentro das tradições do Xintoísmo, Budismo e movimentos modernos populares. Está escrito numa narrativa que oferece uma valiosa panorâmica do interior da cultura do Japão. A cobertura dos intervenientes chave nas seitas religiosas apresenta ao leitor interessantes questões filosóficas, que por sua vez esclarecem os tons mais subtis e mudanças de expressão dos nossos tempos e da sociedade actual.

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Fundamentos de administração pública brasileira

    Editora: editora fgv
Tipo: Novo Estante: Administração
R$ 81,05 Frete grátis
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Este livro analisa, de forma ao mesmo tempo didática e abrangente, aspectos teóricos e práticos da administração pública brasileira. A heterogeneidade entre os níveis federativos e o recente processo de descentralização; o gerenciamento dos recursos humanos; o processo de compras governamentais e o regime de execução de contratos; a polêmica Lei de Licitações; e os mecanismos de que a sociedade dispõe para exercer a fiscalização sobre o Estado são alguns dostemas dissecados pelo autor.

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Fundamentos de administração pública brasileira

    Editora: editora fgv
Tipo: Novo Estante: Administração
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Este livro analisa, de forma ao mesmo tempo didática e abrangente, aspectos teóricos e práticos da administração pública brasileira. A heterogeneidade entre os níveis federativos e o recente processo de descentralização; o gerenciamento dos recursos humanos; o processo de compras governamentais e o regime de execução de contratos; a polêmica Lei de Licitações; e os mecanismos de que a sociedade dispõe para exercer a fiscalização sobre o Estado são alguns dostemas dissecados pelo autor.

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Fundamentos de administração pública brasileira

    Editora: editora fgv
Tipo: Novo Estante: Administração
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Este livro analisa, de forma ao mesmo tempo didática e abrangente, aspectos teóricos e práticos da administração pública brasileira. A heterogeneidade entre os níveis federativos e o recente processo de descentralização; o gerenciamento dos recursos humanos; o processo de compras governamentais e o regime de execução de contratos; a polêmica Lei de Licitações; e os mecanismos de que a sociedade dispõe para exercer a fiscalização sobre o Estado são alguns dostemas dissecados pelo autor.

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Cidades Quadradas: paraísos Circulares

    Editora: mauadx
Tipo: Novo Estante: Arquitetura
R$ 81,14 Frete grátis
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Este livro trata da formação do urbanismo carioca por meio do estudo das propostas dos Planos Urbanos do Município do Rio de Janeiro. Para cada um dos Planos se analisam o reflexo do pensamento ocidental da época e o modo como se adaptou à realidade da Cidade. Ao mesmo empo, como esta adaptação influiu no desenvolvimento da Urbanística moderna. Estudam-se em detalhe os três Planos que constituem as origens do Urbanismo do Rio de Janeiro; o Relatório de Obras de Beaurepaire- Rohan de 1843, os Relatórios da Comissão de Melhoramentos de 1875-1876, e o Plano de Reforma da Cidade do Prefeito Pereira Passos de 1903-1906. Contém mapas interpretativos de cada um destes três Planos, elaborados sobre a base cartográfica atual. Reproduz as plantas do Relatório da Comissão de Melhoramentos de 1875, cujos originais inéditos se encontram depositados no Arquivo Nacional.

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Cidades Quadradas: paraísos Circulares

    Editora: mauadx
Tipo: Novo Estante: Arquitetura
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Este livro trata da formação do urbanismo carioca por meio do estudo das propostas dos Planos Urbanos do Município do Rio de Janeiro. Para cada um dos Planos se analisam o reflexo do pensamento ocidental da época e o modo como se adaptou à realidade da Cidade. Ao mesmo empo, como esta adaptação influiu no desenvolvimento da Urbanística moderna. Estudam-se em detalhe os três Planos que constituem as origens do Urbanismo do Rio de Janeiro; o Relatório de Obras de Beaurepaire- Rohan de 1843, os Relatórios da Comissão de Melhoramentos de 1875-1876, e o Plano de Reforma da Cidade do Prefeito Pereira Passos de 1903-1906. Contém mapas interpretativos de cada um destes três Planos, elaborados sobre a base cartográfica atual. Reproduz as plantas do Relatório da Comissão de Melhoramentos de 1875, cujos originais inéditos se encontram depositados no Arquivo Nacional.

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Cidades Quadradas: paraísos Circulares

    Editora: mauadx
Tipo: Novo Estante: Arquitetura
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Este livro trata da formação do urbanismo carioca por meio do estudo das propostas dos Planos Urbanos do Município do Rio de Janeiro. Para cada um dos Planos se analisam o reflexo do pensamento ocidental da época e o modo como se adaptou à realidade da Cidade. Ao mesmo empo, como esta adaptação influiu no desenvolvimento da Urbanística moderna. Estudam-se em detalhe os três Planos que constituem as origens do Urbanismo do Rio de Janeiro; o Relatório de Obras de Beaurepaire- Rohan de 1843, os Relatórios da Comissão de Melhoramentos de 1875-1876, e o Plano de Reforma da Cidade do Prefeito Pereira Passos de 1903-1906. Contém mapas interpretativos de cada um destes três Planos, elaborados sobre a base cartográfica atual. Reproduz as plantas do Relatório da Comissão de Melhoramentos de 1875, cujos originais inéditos se encontram depositados no Arquivo Nacional.

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Aceleração - a transformação das estruturas temporais na Modernidade

    Editora: unesp
Tipo: Novo Estante: Sociologia
R$ 81,14 Frete grátis
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Poderíamos imaginar um mundo no qual um sonho da promessa da tecnologia, que perdurou século XX adentro, tivesse se tornado realidade; um mundo que tivesse se livrado das amarras da escassez de tempo e da pressa, que tivesse se emancipado do tempo e o transformado de bem escasso em bem abundante.Os defensores do progresso técnico-econômico quase nunca duvidaram de que a moderna eficiência tecnológica e econômica produziria tal sociedade. Tal convicção perdurou por muito tempo. Em 1964, a revista norte-americana Life-Magazine alertava para um excesso massivo de tempo, iminente na sociedade moderna, que traria consigo problemas psicológicos graves. Em nossas sociedades atuais, a "velocidade da vida aumentou” e, com ela, o estresse, a pressa e a falta de tempo. Ouve-se isso por toda parte – embora nós possamos, por meio da aceleração, ganhar enormes quantidades de tempo em quase todos os campos da vida social com ajuda da tecnologia. Não dispomos de tempo, embora o ganhemos em abundância. Explicar esse imenso paradoxo do mundo moderno e seguir o rastro de sua lógica oculta são os objetivos deste livro.

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a transformação das estruturas temporais na Modernidade

    Editora: unesp
Tipo: Novo Estante: Sociologia
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Poderíamos imaginar um mundo no qual um sonho da promessa da tecnologia, que perdurou século XX adentro, tivesse se tornado realidade; um mundo que tivesse se livrado das amarras da escassez de tempo e da pressa, que tivesse se emancipado do tempo e o transformado de bem escasso em bem abundante.Os defensores do progresso técnico-econômico quase nunca duvidaram de que a moderna eficiência tecnológica e econômica produziria tal sociedade. Tal convicção perdurou por muito tempo. Em 1964, a revista norte-americana Life-Magazine alertava para um excesso massivo de tempo, iminente na sociedade moderna, que traria consigo problemas psicológicos graves. Em nossas sociedades atuais, a "velocidade da vida aumentou” e, com ela, o estresse, a pressa e a falta de tempo. Ouve-se isso por toda parte – embora nós possamos, por meio da aceleração, ganhar enormes quantidades de tempo em quase todos os campos da vida social com ajuda da tecnologia. Não dispomos de tempo, embora o ganhemos em abundância. Explicar esse imenso paradoxo do mundo moderno e seguir o rastro de sua lógica oculta são os objetivos deste livro.

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Historia do Riso e do Escárnio

    Editora: unesp
Tipo: Novo Estante: História Geral
R$ 81,14 Frete grátis
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O objetivo do historiador francês Georges Minois é reencontrar as maneiras como o ser humano utilizou o riso ao longo da História. O humor, para o autor, é, portanto, um fenômeno que pode esclarecer, em parte, a evolução humana. O riso é uma das respostas fundamentais do ser humano perante o dilema da existência. Verificar como ele foi e é utilizado ao longo da História constitui o objetivo deste livro. Exaltar o riso ou condená-lo, para o autor, revela a mentalidade de uma época e sugere uma visão de mundo, podendo contribuir para esclarecer a própria evolução humana.

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Historia do Riso e do Escárnio

    Editora: unesp
Tipo: Novo Estante: História Geral
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O objetivo do historiador francês Georges Minois é reencontrar as maneiras como o ser humano utilizou o riso ao longo da História. O humor, para o autor, é, portanto, um fenômeno que pode esclarecer, em parte, a evolução humana. O riso é uma das respostas fundamentais do ser humano perante o dilema da existência. Verificar como ele foi e é utilizado ao longo da História constitui o objetivo deste livro. Exaltar o riso ou condená-lo, para o autor, revela a mentalidade de uma época e sugere uma visão de mundo, podendo contribuir para esclarecer a própria evolução humana.

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Filósofo e a política, O

    Editora: editora contraponto
Tipo: Novo Estante: Ciência Política
R$ 81,14 Frete grátis
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"Não hesito em afirmar que uma antologia tão ampla de meus escritos nunca foi publicada sequer na Itália." Assim se refere Norberto Bobbio a este livro, resultado de cuidadoso trabalho de um discípulo seu, José Fernández Santillán, que assina o longo estudo introdutório. Nascido em 1909, em Turim, Bobbio foi um dos mais destacados intelectuais militantes do século XX. Graduou-se em direito em 1931 com uma tese intitulada "Filosofia e dogmática do direito". Em 1933 obteve outra licenciatura, agora em filosofia, com o trabalho "A filosofia de Edmund Husserl". Lecionou nas universidades de Camerino, Siena e Pádua antes de tornar-se, em 1948, titular da cátedra de filosofia do direito na Universidade de Turim. Em 1972, transferiu-se para a Faculdade de Ciências Políticas da mesma instituição. Em paralelo à vida acadêmica, foi um observador participante de todos os eventos que marcaram o século. Viu a ascensão do nazi-fascismo, alistou-se na Resistência, combateu na Segunda Guerra Mundial, assistiu ao início da era atômica e da Guerra Fria, testemunhou o fim da União Soviética e refletiu intensamente, já nos anos de velhice, sobre os rumos da civilização contemporânea. As relações entre política e cultura, a posição dos intelectuais em relação ao poder, a dicotomia entre sociedade civil e Estado, a teoria das formas de governo, a formação do Estado moderno e os processos de mudança política foram temas permanentes em sua vastíssima produção intelectual. Publicou mais de duzentos livros, sozinho ou em colaboração. Entre os mais famosos estão "A teoria da ciência jurídica" (1950), "A teoria da norma jurídica" (1958), "A teoria da ordem jurídica" (1960) e "O positivismo jurídico" (1961), surgidos de seus cursos. Outros nasceram de compilações de ensaios, como "Jusnaturalismo e positivismo jurídico" (1967), "Estudos para uma teoria geral do direito" (1970) e "Da estrutura à função: novos estudos de teoria do direito" (1977). Sempre escreveu dialogando com os clássicos, especialmente Hobbes, Kant, Hegel, Marx, Weber e Kelsen, cujas obras conhece profundamente. Ao longo de décadas, coerentemente, Bobbio enfatizou a importância da democracia, dos direitos individuais e da lei. Defendeu a concepção relativista da verdade, o espírito de tolerância, a recusa ao fanatismo, o respeito às minorias e a pluralidade. Mas nunca negou sua condição de homem de esquerda, adepto de mudanças e crítico das desigualdades, buscando encontrar um terceiro caminho entre o bloco comunista e o mundo capitalista. Tal caminho teria de combinar teses marxistas e teses liberais. Justamente por isso, envolveu-se em muitas polêmicas, mas obteve o respeito unânime dos seus interlocutores, que, sem exceção, consideram-no um dos maiores intelectuais do século XX.

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Filósofo e a política, O

    Editora: editora contraponto
Tipo: Novo Estante: Ciência Política
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"Não hesito em afirmar que uma antologia tão ampla de meus escritos nunca foi publicada sequer na Itália." Assim se refere Norberto Bobbio a este livro, resultado de cuidadoso trabalho de um discípulo seu, José Fernández Santillán, que assina o longo estudo introdutório. Nascido em 1909, em Turim, Bobbio foi um dos mais destacados intelectuais militantes do século XX. Graduou-se em direito em 1931 com uma tese intitulada "Filosofia e dogmática do direito". Em 1933 obteve outra licenciatura, agora em filosofia, com o trabalho "A filosofia de Edmund Husserl". Lecionou nas universidades de Camerino, Siena e Pádua antes de tornar-se, em 1948, titular da cátedra de filosofia do direito na Universidade de Turim. Em 1972, transferiu-se para a Faculdade de Ciências Políticas da mesma instituição. Em paralelo à vida acadêmica, foi um observador participante de todos os eventos que marcaram o século. Viu a ascensão do nazi-fascismo, alistou-se na Resistência, combateu na Segunda Guerra Mundial, assistiu ao início da era atômica e da Guerra Fria, testemunhou o fim da União Soviética e refletiu intensamente, já nos anos de velhice, sobre os rumos da civilização contemporânea. As relações entre política e cultura, a posição dos intelectuais em relação ao poder, a dicotomia entre sociedade civil e Estado, a teoria das formas de governo, a formação do Estado moderno e os processos de mudança política foram temas permanentes em sua vastíssima produção intelectual. Publicou mais de duzentos livros, sozinho ou em colaboração. Entre os mais famosos estão "A teoria da ciência jurídica" (1950), "A teoria da norma jurídica" (1958), "A teoria da ordem jurídica" (1960) e "O positivismo jurídico" (1961), surgidos de seus cursos. Outros nasceram de compilações de ensaios, como "Jusnaturalismo e positivismo jurídico" (1967), "Estudos para uma teoria geral do direito" (1970) e "Da estrutura à função: novos estudos de teoria do direito" (1977). Sempre escreveu dialogando com os clássicos, especialmente Hobbes, Kant, Hegel, Marx, Weber e Kelsen, cujas obras conhece profundamente. Ao longo de décadas, coerentemente, Bobbio enfatizou a importância da democracia, dos direitos individuais e da lei. Defendeu a concepção relativista da verdade, o espírito de tolerância, a recusa ao fanatismo, o respeito às minorias e a pluralidade. Mas nunca negou sua condição de homem de esquerda, adepto de mudanças e crítico das desigualdades, buscando encontrar um terceiro caminho entre o bloco comunista e o mundo capitalista. Tal caminho teria de combinar teses marxistas e teses liberais. Justamente por isso, envolveu-se em muitas polêmicas, mas obteve o respeito unânime dos seus interlocutores, que, sem exceção, consideram-no um dos maiores intelectuais do século XX.

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Filósofo e a política, O

    Editora: editora contraponto
Tipo: Novo Estante: Ciência Política
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"Não hesito em afirmar que uma antologia tão ampla de meus escritos nunca foi publicada sequer na Itália." Assim se refere Norberto Bobbio a este livro, resultado de cuidadoso trabalho de um discípulo seu, José Fernández Santillán, que assina o longo estudo introdutório. Nascido em 1909, em Turim, Bobbio foi um dos mais destacados intelectuais militantes do século XX. Graduou-se em direito em 1931 com uma tese intitulada "Filosofia e dogmática do direito". Em 1933 obteve outra licenciatura, agora em filosofia, com o trabalho "A filosofia de Edmund Husserl". Lecionou nas universidades de Camerino, Siena e Pádua antes de tornar-se, em 1948, titular da cátedra de filosofia do direito na Universidade de Turim. Em 1972, transferiu-se para a Faculdade de Ciências Políticas da mesma instituição. Em paralelo à vida acadêmica, foi um observador participante de todos os eventos que marcaram o século. Viu a ascensão do nazi-fascismo, alistou-se na Resistência, combateu na Segunda Guerra Mundial, assistiu ao início da era atômica e da Guerra Fria, testemunhou o fim da União Soviética e refletiu intensamente, já nos anos de velhice, sobre os rumos da civilização contemporânea. As relações entre política e cultura, a posição dos intelectuais em relação ao poder, a dicotomia entre sociedade civil e Estado, a teoria das formas de governo, a formação do Estado moderno e os processos de mudança política foram temas permanentes em sua vastíssima produção intelectual. Publicou mais de duzentos livros, sozinho ou em colaboração. Entre os mais famosos estão "A teoria da ciência jurídica" (1950), "A teoria da norma jurídica" (1958), "A teoria da ordem jurídica" (1960) e "O positivismo jurídico" (1961), surgidos de seus cursos. Outros nasceram de compilações de ensaios, como "Jusnaturalismo e positivismo jurídico" (1967), "Estudos para uma teoria geral do direito" (1970) e "Da estrutura à função: novos estudos de teoria do direito" (1977). Sempre escreveu dialogando com os clássicos, especialmente Hobbes, Kant, Hegel, Marx, Weber e Kelsen, cujas obras conhece profundamente. Ao longo de décadas, coerentemente, Bobbio enfatizou a importância da democracia, dos direitos individuais e da lei. Defendeu a concepção relativista da verdade, o espírito de tolerância, a recusa ao fanatismo, o respeito às minorias e a pluralidade. Mas nunca negou sua condição de homem de esquerda, adepto de mudanças e crítico das desigualdades, buscando encontrar um terceiro caminho entre o bloco comunista e o mundo capitalista. Tal caminho teria de combinar teses marxistas e teses liberais. Justamente por isso, envolveu-se em muitas polêmicas, mas obteve o respeito unânime dos seus interlocutores, que, sem exceção, consideram-no um dos maiores intelectuais do século XX.

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Limites do capital, Os

    Editora: boitempo
Tipo: Novo Estante: Economia
R$ 81,14 Frete grátis
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O geógrafo britânico David Harvey é um dos pensadores mais influentes da atualidade, reconhecido por obras já consideradas clássicas, como Os limites do capital, publicado pela primeira vez em português, em versão revista e ampliada. Trata-se de uma análise profunda da história e da geografia do desenvolvimento capitalista, a partir de uma perspectiva marxista.Publicado pela primeira vez em 1982, o livro lançou as bases para o projeto intelectual de Harvey – autor de vasta obra – e, como diz a economista Leda Paulani, no texto de orelha, é premonitório, pois, aqui, o autor tratou de temas que, “uma década depois, migrariam para o centro da arena, onde permanecem até hoje”.Em Os limites do capital, Harvey une investigação sobre as dinâmicas espaciais do processo de urbanização, interpretação ambiciosa do legado de Marx e sensibilidade aguda para reestruturação econômica em curso. Na nova edição, o autor atualiza sua releitura da crítica da economia política de Marx, com uma discussão substancial em torno da conjuntura política global e da convulsão nos mercados mundiais hoje.Os limites do capital constitui “leitura obrigatória para aqueles que buscam uma compreensão menos superficial da etapa avançada do capitalismo hoje em curso”, afirma Paulani. A obra é considerada peça fundamental para compreender o instigante pensamento de Harvey, com reflexões acerca de alguns de seus mais importantes conceitos como “ajuste espacial” e “acumulação por despossessão”. “A formação de geógrafo fez com que Harvey voltasse sua atenção não apenas para as questões do tempo, cruciais quando se entende que o capital é um movimento (o movimento de valorização), mas também para as questões do espaço, às quais os economistas são, em geral, cegos. Em síntese, Harvey iniciou, ainda no começo dos anos 1980, a investigação sobre como se articulam e como funcionam conjuntamente os diferentes modos de apropriação e de exploração, o sistema financeiro, o comportamento rentista e os desenvolvimentos espaciais desiguais numa dinâmica que, hoje, é o coração do processo de acumulação”, diz Paulani.Para o crítico literário Fredric Jameson, além ser uma das tentativas mais lúcidas e bem-sucedidas de delinear o pensamento econômico de Marx, Os limites do capital é também o único livro a enfrentar o problema espinhoso da renda fundiária em Marx, cuja própria análise foi interrompida por sua morte. “A revisão e reteorização magistrais de Harvey nos oferecem uma versão plausível do esquema mais complicado que Marx poderia ter elaborado, tivesse ele vivido”, afirma, no texto de quarta capa.A perspectiva geográfica de Harvey joga luz em aspectos chaves pouco trabalhados no pensamento marxista como o capital fixo, as finanças, o crédito, a renda, as relações de espaço e os gastos estatais. Em sua análise do capital fictício e do desenvolvimento geográfico desigual, o geógrafo britânico leva o leitor, passo a passo, pelas camadas de formação de crise: do argumento controverso de Marx a respeito da queda tendencial da taxa de lucro às crises de crédito e de finança.Em termos de estilo, Harvey é capaz de destrinchar conceitos de alta complexidade por meio de uma linguagem clara e acessível, avessa aos jargões econômicos de gabinete. Para ele, é impossível compreender o capital a partir de uma argumentação linear, que empilha conceitos isolados como “blocos de construção”. Fiel à estrutura de exposição de Marx, o método empregado por Harvey é dialético e processual, como seu próprio objeto de estudo.Escrito antes do fim da guerra fria, antes da contrarrevolução neoliberal e antes do falatório sobre globalização e financeirização econômica, Os limites do capital desenvolve essas questões através do desdobramento das próprias contradições internas do capital. Como Harvey aponta na introdução à nova edição, “Os limites do capital se revelou um texto presciente. Em alguns aspectos, é até mais relevante agora porque descreve uma maneira teórica de se enfrentar as contradições inerentes à maneira como funciona o capitalismo neoliberal”.Os limites do capital é a terceira obra de Harvey publicada pela Boitempo. O lançamento se dará com conferências no Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis, de 22 a 26 de novembro, das quais o autor vai participar (para mais informações sobre os eventos, conferir a página da Boitempo). No ano que vem, a Boitempo publica Para entender 'O capital' (Livro II), ao mesmo tempo de o segundo livro de O capital, de Marx, e prepara mais duas obras de Harvey.Trecho do livro“A crescente interdependência dentro da divisão do trabalho (em oposição à competição pelo controle em mercados espacialmente distintos) significa que as mudanças tecnológicas e organizacionais podem conduzir à aglomeração das atividades dentro de grandes centros urbanos. Marx frequentemente alude a esses processos, mas também aponta que a cooperação ‘permite que o trabalho seja realizado em um espaço estendido’, enquanto a divisão social do trabalho e a abertura de novas linhas de produto estimulam a divisão territorial do trabalho e a dispersão geográfica. A tensão entre a concentração geográfica da produção, por um lado, e a especialização e dispersão territorial, por outro, é muito evidente e não pode ser entendida independentemente do dinamismo tecnológico associado à acumulação de capital. Esses efeitos geográficos criam então oportunidades para os capitalistas individuais adquirirem excesso de lucro (temporariamente) mediante as mudanças de localização.”

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Limites do capital, Os

    Editora: boitempo
Tipo: Novo Estante: Economia
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O geógrafo britânico David Harvey é um dos pensadores mais influentes da atualidade, reconhecido por obras já consideradas clássicas, como Os limites do capital, publicado pela primeira vez em português, em versão revista e ampliada. Trata-se de uma análise profunda da história e da geografia do desenvolvimento capitalista, a partir de uma perspectiva marxista.Publicado pela primeira vez em 1982, o livro lançou as bases para o projeto intelectual de Harvey – autor de vasta obra – e, como diz a economista Leda Paulani, no texto de orelha, é premonitório, pois, aqui, o autor tratou de temas que, “uma década depois, migrariam para o centro da arena, onde permanecem até hoje”.Em Os limites do capital, Harvey une investigação sobre as dinâmicas espaciais do processo de urbanização, interpretação ambiciosa do legado de Marx e sensibilidade aguda para reestruturação econômica em curso. Na nova edição, o autor atualiza sua releitura da crítica da economia política de Marx, com uma discussão substancial em torno da conjuntura política global e da convulsão nos mercados mundiais hoje.Os limites do capital constitui “leitura obrigatória para aqueles que buscam uma compreensão menos superficial da etapa avançada do capitalismo hoje em curso”, afirma Paulani. A obra é considerada peça fundamental para compreender o instigante pensamento de Harvey, com reflexões acerca de alguns de seus mais importantes conceitos como “ajuste espacial” e “acumulação por despossessão”. “A formação de geógrafo fez com que Harvey voltasse sua atenção não apenas para as questões do tempo, cruciais quando se entende que o capital é um movimento (o movimento de valorização), mas também para as questões do espaço, às quais os economistas são, em geral, cegos. Em síntese, Harvey iniciou, ainda no começo dos anos 1980, a investigação sobre como se articulam e como funcionam conjuntamente os diferentes modos de apropriação e de exploração, o sistema financeiro, o comportamento rentista e os desenvolvimentos espaciais desiguais numa dinâmica que, hoje, é o coração do processo de acumulação”, diz Paulani.Para o crítico literário Fredric Jameson, além ser uma das tentativas mais lúcidas e bem-sucedidas de delinear o pensamento econômico de Marx, Os limites do capital é também o único livro a enfrentar o problema espinhoso da renda fundiária em Marx, cuja própria análise foi interrompida por sua morte. “A revisão e reteorização magistrais de Harvey nos oferecem uma versão plausível do esquema mais complicado que Marx poderia ter elaborado, tivesse ele vivido”, afirma, no texto de quarta capa.A perspectiva geográfica de Harvey joga luz em aspectos chaves pouco trabalhados no pensamento marxista como o capital fixo, as finanças, o crédito, a renda, as relações de espaço e os gastos estatais. Em sua análise do capital fictício e do desenvolvimento geográfico desigual, o geógrafo britânico leva o leitor, passo a passo, pelas camadas de formação de crise: do argumento controverso de Marx a respeito da queda tendencial da taxa de lucro às crises de crédito e de finança.Em termos de estilo, Harvey é capaz de destrinchar conceitos de alta complexidade por meio de uma linguagem clara e acessível, avessa aos jargões econômicos de gabinete. Para ele, é impossível compreender o capital a partir de uma argumentação linear, que empilha conceitos isolados como “blocos de construção”. Fiel à estrutura de exposição de Marx, o método empregado por Harvey é dialético e processual, como seu próprio objeto de estudo.Escrito antes do fim da guerra fria, antes da contrarrevolução neoliberal e antes do falatório sobre globalização e financeirização econômica, Os limites do capital desenvolve essas questões através do desdobramento das próprias contradições internas do capital. Como Harvey aponta na introdução à nova edição, “Os limites do capital se revelou um texto presciente. Em alguns aspectos, é até mais relevante agora porque descreve uma maneira teórica de se enfrentar as contradições inerentes à maneira como funciona o capitalismo neoliberal”.Os limites do capital é a terceira obra de Harvey publicada pela Boitempo. O lançamento se dará com conferências no Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis, de 22 a 26 de novembro, das quais o autor vai participar (para mais informações sobre os eventos, conferir a página da Boitempo). No ano que vem, a Boitempo publica Para entender 'O capital' (Livro II), ao mesmo tempo de o segundo livro de O capital, de Marx, e prepara mais duas obras de Harvey.Trecho do livro“A crescente interdependência dentro da divisão do trabalho (em oposição à competição pelo controle em mercados espacialmente distintos) significa que as mudanças tecnológicas e organizacionais podem conduzir à aglomeração das atividades dentro de grandes centros urbanos. Marx frequentemente alude a esses processos, mas também aponta que a cooperação ‘permite que o trabalho seja realizado em um espaço estendido’, enquanto a divisão social do trabalho e a abertura de novas linhas de produto estimulam a divisão territorial do trabalho e a dispersão geográfica. A tensão entre a concentração geográfica da produção, por um lado, e a especialização e dispersão territorial, por outro, é muito evidente e não pode ser entendida independentemente do dinamismo tecnológico associado à acumulação de capital. Esses efeitos geográficos criam então oportunidades para os capitalistas individuais adquirirem excesso de lucro (temporariamente) mediante as mudanças de localização.”

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Limites do capital, Os

    Editora: boitempo
Tipo: Novo Estante: Economia
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O geógrafo britânico David Harvey é um dos pensadores mais influentes da atualidade, reconhecido por obras já consideradas clássicas, como Os limites do capital, publicado pela primeira vez em português, em versão revista e ampliada. Trata-se de uma análise profunda da história e da geografia do desenvolvimento capitalista, a partir de uma perspectiva marxista.Publicado pela primeira vez em 1982, o livro lançou as bases para o projeto intelectual de Harvey – autor de vasta obra – e, como diz a economista Leda Paulani, no texto de orelha, é premonitório, pois, aqui, o autor tratou de temas que, “uma década depois, migrariam para o centro da arena, onde permanecem até hoje”.Em Os limites do capital, Harvey une investigação sobre as dinâmicas espaciais do processo de urbanização, interpretação ambiciosa do legado de Marx e sensibilidade aguda para reestruturação econômica em curso. Na nova edição, o autor atualiza sua releitura da crítica da economia política de Marx, com uma discussão substancial em torno da conjuntura política global e da convulsão nos mercados mundiais hoje.Os limites do capital constitui “leitura obrigatória para aqueles que buscam uma compreensão menos superficial da etapa avançada do capitalismo hoje em curso”, afirma Paulani. A obra é considerada peça fundamental para compreender o instigante pensamento de Harvey, com reflexões acerca de alguns de seus mais importantes conceitos como “ajuste espacial” e “acumulação por despossessão”. “A formação de geógrafo fez com que Harvey voltasse sua atenção não apenas para as questões do tempo, cruciais quando se entende que o capital é um movimento (o movimento de valorização), mas também para as questões do espaço, às quais os economistas são, em geral, cegos. Em síntese, Harvey iniciou, ainda no começo dos anos 1980, a investigação sobre como se articulam e como funcionam conjuntamente os diferentes modos de apropriação e de exploração, o sistema financeiro, o comportamento rentista e os desenvolvimentos espaciais desiguais numa dinâmica que, hoje, é o coração do processo de acumulação”, diz Paulani.Para o crítico literário Fredric Jameson, além ser uma das tentativas mais lúcidas e bem-sucedidas de delinear o pensamento econômico de Marx, Os limites do capital é também o único livro a enfrentar o problema espinhoso da renda fundiária em Marx, cuja própria análise foi interrompida por sua morte. “A revisão e reteorização magistrais de Harvey nos oferecem uma versão plausível do esquema mais complicado que Marx poderia ter elaborado, tivesse ele vivido”, afirma, no texto de quarta capa.A perspectiva geográfica de Harvey joga luz em aspectos chaves pouco trabalhados no pensamento marxista como o capital fixo, as finanças, o crédito, a renda, as relações de espaço e os gastos estatais. Em sua análise do capital fictício e do desenvolvimento geográfico desigual, o geógrafo britânico leva o leitor, passo a passo, pelas camadas de formação de crise: do argumento controverso de Marx a respeito da queda tendencial da taxa de lucro às crises de crédito e de finança.Em termos de estilo, Harvey é capaz de destrinchar conceitos de alta complexidade por meio de uma linguagem clara e acessível, avessa aos jargões econômicos de gabinete. Para ele, é impossível compreender o capital a partir de uma argumentação linear, que empilha conceitos isolados como “blocos de construção”. Fiel à estrutura de exposição de Marx, o método empregado por Harvey é dialético e processual, como seu próprio objeto de estudo.Escrito antes do fim da guerra fria, antes da contrarrevolução neoliberal e antes do falatório sobre globalização e financeirização econômica, Os limites do capital desenvolve essas questões através do desdobramento das próprias contradições internas do capital. Como Harvey aponta na introdução à nova edição, “Os limites do capital se revelou um texto presciente. Em alguns aspectos, é até mais relevante agora porque descreve uma maneira teórica de se enfrentar as contradições inerentes à maneira como funciona o capitalismo neoliberal”.Os limites do capital é a terceira obra de Harvey publicada pela Boitempo. O lançamento se dará com conferências no Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis, de 22 a 26 de novembro, das quais o autor vai participar (para mais informações sobre os eventos, conferir a página da Boitempo). No ano que vem, a Boitempo publica Para entender 'O capital' (Livro II), ao mesmo tempo de o segundo livro de O capital, de Marx, e prepara mais duas obras de Harvey.Trecho do livro“A crescente interdependência dentro da divisão do trabalho (em oposição à competição pelo controle em mercados espacialmente distintos) significa que as mudanças tecnológicas e organizacionais podem conduzir à aglomeração das atividades dentro de grandes centros urbanos. Marx frequentemente alude a esses processos, mas também aponta que a cooperação ‘permite que o trabalho seja realizado em um espaço estendido’, enquanto a divisão social do trabalho e a abertura de novas linhas de produto estimulam a divisão territorial do trabalho e a dispersão geográfica. A tensão entre a concentração geográfica da produção, por um lado, e a especialização e dispersão territorial, por outro, é muito evidente e não pode ser entendida independentemente do dinamismo tecnológico associado à acumulação de capital. Esses efeitos geográficos criam então oportunidades para os capitalistas individuais adquirirem excesso de lucro (temporariamente) mediante as mudanças de localização.”

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Manifesto Latino-Americano e outros ensaios, O

    Editora: editora contraponto
Tipo: Novo Estante: Ciência Política
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A primeira geração de economistas latino-americanos formou-se e trabalhou em um ambiente que valorizava o livre-comércio e a especialização produtiva de cada país conforme sua dotação natural de recursos. Para nós, isso significava produzir bens primários e importar produtos industriais. A economia política de matriz inglesa fornecia a justificativa teórica para essa assimétrica divisão internacional do trabalho. Sob a liderança intelectual de List e de Hamilton, Alemanha e Estados Unidos recusaram desde cedo esse arranjo que a Inglaterra propunha para a economia internacional, mas na América Latina ele permaneceu hegemônico. O líder intelectual da nossa tardia reação foi Raúl Prebisch (1901-1986). A crise de 1929 lhe mostrou a fragilidade das economias primário-exportadoras, mas só no após-guerra, com a criação da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) e, depois, da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), órgãos da ONU, ele pôde contar com uma base institucional que lhe permitiu desenvolver, aperfeiçoar e propagar sistematicamente um novo ponto de vista. Sob sua liderança, formou-se gradativamente um pensamento econômico latino-americano, cujo marco inaugural foi a apresentação de "O desenvolvimento econômico da América Latina e alguns de seus principais problemas", conhecido como "Manifesto latino-americano", na Conferência de Havana em 1949. É o texto que abre esta coletânea de seus ensaios mais importantes, que nos mostram, passo a passo, a construção dessa teoria alternativa. Prebisch mostrou que, ao contrário do que se dizia, a especialização produtiva subordinada ao livre mercado não produziria uma convergência na renda dos diferentes países, por cinco motivos principais: (a) a oferta de bens industriais se ajusta de forma mais ágil e flexível às oscilações da demanda, enquanto a oferta de bens primários é mais inelástica, de modo que neste caso os ajustes são feitos, principalmente, via preços; (b) a indústria tem maior capacidade de inventar produtos, criando mercados novos, enquanto os bens primários permanecem sem alterações significativas ou com alterações apenas marginais, continuando a depender da expansão de mercados tradicionais; (c) o crescimento da produção primária tende a ser mais extensivo, com maior utilização de fatores de produção já existentes; (d) as barreiras à entrada de novos concorrentes são maiores nos setores intensivos em capital e tecnologia do que na produção de bens primários, que por isso ficam mais expostos à competição; (e) à medida que a renda das sociedades se eleva, aumenta a proporção dessa renda que se destina a consumir bens com maior conteúdo tecnológico e diminui a proporção que se destina a consumir bens primários; portanto, as economias que se especializam nestes últimos estão condenadas a disputar uma parcela decrescente da renda total. Era preciso, pois, tomar a decisão política de industrializar a América Latina, mesmo que isso implicasse criar novos problemas e desequilíbrios, que deveriam ser corrigidos durante a jornada. Prebisch nunca se furtou a explicitá-los e examiná-los de maneira realista, sem dogmatismo. Daí a enorme atualidade de seus textos. Os dez ensaios aqui reunidos, mais as apresentações de Adolfo Gurrieri e Ricardo Bielschowsky, permitem acompanhar a construção da mais bem-sucedida economia política do desenvolvimento ajustada às condições da América Latina. César BenjaminO desenvolvimento econômico da América Latina e alguns de seus principais problemas [Manifesto Latino-Americano] // Crescimento, desequilíbrio e disparidades: interpretação do processo de desenvolvimento econômico // Problemas teóricos e práticos do crescimento econômico // Os principais problemas da técnica preliminar de programação // A política comercial nos países insuficientemente desenvolvidos, do ponto de vista latino-americano // O mercado comum latino-americano // O falso dilema entre desenvolvimento econômico e estabilidade monetária // Nova política comercial para o desenvolvimento // O sistema econômico e sua transformação // A periferia latino-americana no sistema global do capitalismo

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A primeira geração de economistas latino-americanos formou-se e trabalhou em um ambiente que valorizava o livre-comércio e a especialização produtiva de cada país conforme sua dotação natural de recursos. Para nós, isso significava produzir bens primários e importar produtos industriais. A economia política de matriz inglesa fornecia a justificativa teórica para essa assimétrica divisão internacional do trabalho. Sob a liderança intelectual de List e de Hamilton, Alemanha e Estados Unidos recusaram desde cedo esse arranjo que a Inglaterra propunha para a economia internacional, mas na América Latina ele permaneceu hegemônico. O líder intelectual da nossa tardia reação foi Raúl Prebisch (1901-1986). A crise de 1929 lhe mostrou a fragilidade das economias primário-exportadoras, mas só no após-guerra, com a criação da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) e, depois, da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), órgãos da ONU, ele pôde contar com uma base institucional que lhe permitiu desenvolver, aperfeiçoar e propagar sistematicamente um novo ponto de vista. Sob sua liderança, formou-se gradativamente um pensamento econômico latino-americano, cujo marco inaugural foi a apresentação de "O desenvolvimento econômico da América Latina e alguns de seus principais problemas", conhecido como "Manifesto latino-americano", na Conferência de Havana em 1949. É o texto que abre esta coletânea de seus ensaios mais importantes, que nos mostram, passo a passo, a construção dessa teoria alternativa. Prebisch mostrou que, ao contrário do que se dizia, a especialização produtiva subordinada ao livre mercado não produziria uma convergência na renda dos diferentes países, por cinco motivos principais: (a) a oferta de bens industriais se ajusta de forma mais ágil e flexível às oscilações da demanda, enquanto a oferta de bens primários é mais inelástica, de modo que neste caso os ajustes são feitos, principalmente, via preços; (b) a indústria tem maior capacidade de inventar produtos, criando mercados novos, enquanto os bens primários permanecem sem alterações significativas ou com alterações apenas marginais, continuando a depender da expansão de mercados tradicionais; (c) o crescimento da produção primária tende a ser mais extensivo, com maior utilização de fatores de produção já existentes; (d) as barreiras à entrada de novos concorrentes são maiores nos setores intensivos em capital e tecnologia do que na produção de bens primários, que por isso ficam mais expostos à competição; (e) à medida que a renda das sociedades se eleva, aumenta a proporção dessa renda que se destina a consumir bens com maior conteúdo tecnológico e diminui a proporção que se destina a consumir bens primários; portanto, as economias que se especializam nestes últimos estão condenadas a disputar uma parcela decrescente da renda total. Era preciso, pois, tomar a decisão política de industrializar a América Latina, mesmo que isso implicasse criar novos problemas e desequilíbrios, que deveriam ser corrigidos durante a jornada. Prebisch nunca se furtou a explicitá-los e examiná-los de maneira realista, sem dogmatismo. Daí a enorme atualidade de seus textos. Os dez ensaios aqui reunidos, mais as apresentações de Adolfo Gurrieri e Ricardo Bielschowsky, permitem acompanhar a construção da mais bem-sucedida economia política do desenvolvimento ajustada às condições da América Latina. César BenjaminO desenvolvimento econômico da América Latina e alguns de seus principais problemas [Manifesto Latino-Americano] // Crescimento, desequilíbrio e disparidades: interpretação do processo de desenvolvimento econômico // Problemas teóricos e práticos do crescimento econômico // Os principais problemas da técnica preliminar de programação // A política comercial nos países insuficientemente desenvolvidos, do ponto de vista latino-americano // O mercado comum latino-americano // O falso dilema entre desenvolvimento econômico e estabilidade monetária // Nova política comercial para o desenvolvimento // O sistema econômico e sua transformação // A periferia latino-americana no sistema global do capitalismo

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Hegel e a liberdade dos modernos

    Editora: boitempo
Tipo: Novo Estante: Sociologia
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Hegel e a liberdade dos modernos recupera a discussão dos principais princípios políticos e filosóficos por trás do liberalismo contemporâneo. Por meio de uma interpretação revolucionária do pensamento de G. W. F. Hegel, Domenico Losurdo (1941-2018), um dos maiores hegelianos da atualidade, demonstra como o filósofo da dialética estava totalmente engajado nas controvérsias políticas de seu tempo.Nesta obra de fôlego, Losurdo revela como as questões abordadas por Hegel no século XIX reverberam em muitas das principais preocupações políticas da atualidade, como comunidade, nação, liberalismo, Estado e liberdade. Partindo do exame de todo o corpus de Hegel, sua análise desmonta o dualismo entre intepretações “conservadoras” e “liberais” do filósofo alemão, e assim fornece uma discussão renovada a respeito da relação entre a filosofia política de Hegel e o pensamento de Karl Marx e de Friedrich Engels.Em sua última visita à Boitempo, em 2017, Domenico Losurdo expressou o desejo de ver seu Hegel e a liberdade dos modernos publicado por essa editora. Infelizmente, a morte o levou antes disso. Essa edição é um modo de honrar a memória do autor e de manter vivo o pensamento desse grande marxista.

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Hegel e a liberdade dos modernos

    Editora: boitempo
Tipo: Novo Estante: Sociologia
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Hegel e a liberdade dos modernos recupera a discussão dos principais princípios políticos e filosóficos por trás do liberalismo contemporâneo. Por meio de uma interpretação revolucionária do pensamento de G. W. F. Hegel, Domenico Losurdo (1941-2018), um dos maiores hegelianos da atualidade, demonstra como o filósofo da dialética estava totalmente engajado nas controvérsias políticas de seu tempo.Nesta obra de fôlego, Losurdo revela como as questões abordadas por Hegel no século XIX reverberam em muitas das principais preocupações políticas da atualidade, como comunidade, nação, liberalismo, Estado e liberdade. Partindo do exame de todo o corpus de Hegel, sua análise desmonta o dualismo entre intepretações “conservadoras” e “liberais” do filósofo alemão, e assim fornece uma discussão renovada a respeito da relação entre a filosofia política de Hegel e o pensamento de Karl Marx e de Friedrich Engels.Em sua última visita à Boitempo, em 2017, Domenico Losurdo expressou o desejo de ver seu Hegel e a liberdade dos modernos publicado por essa editora. Infelizmente, a morte o levou antes disso. Essa edição é um modo de honrar a memória do autor e de manter vivo o pensamento desse grande marxista.

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Hegel e a liberdade dos modernos

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Tipo: Novo Estante: Sociologia
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Hegel e a liberdade dos modernos recupera a discussão dos principais princípios políticos e filosóficos por trás do liberalismo contemporâneo. Por meio de uma interpretação revolucionária do pensamento de G. W. F. Hegel, Domenico Losurdo (1941-2018), um dos maiores hegelianos da atualidade, demonstra como o filósofo da dialética estava totalmente engajado nas controvérsias políticas de seu tempo.Nesta obra de fôlego, Losurdo revela como as questões abordadas por Hegel no século XIX reverberam em muitas das principais preocupações políticas da atualidade, como comunidade, nação, liberalismo, Estado e liberdade. Partindo do exame de todo o corpus de Hegel, sua análise desmonta o dualismo entre intepretações “conservadoras” e “liberais” do filósofo alemão, e assim fornece uma discussão renovada a respeito da relação entre a filosofia política de Hegel e o pensamento de Karl Marx e de Friedrich Engels.Em sua última visita à Boitempo, em 2017, Domenico Losurdo expressou o desejo de ver seu Hegel e a liberdade dos modernos publicado por essa editora. Infelizmente, a morte o levou antes disso. Essa edição é um modo de honrar a memória do autor e de manter vivo o pensamento desse grande marxista.

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Jovem Gramsci, O: cinco anos que parecem séculos 1914-1919

    Editora: editora contraponto
Tipo: Novo Estante: Ciência Política
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A recepção da obra de Antonio Gramsci e o diálogo com seu legado estiveram apoiados em movimentos nem sempre entrelaçados ou simultâneos. A rápida disseminação dos textos de Gramsci colaborou para a diversificação desses movimentos, até mesmo porque se fez acompanhar de uma forte inflexão acadêmica que converteu esses textos em passagem quase obrigatória de certas disciplinas especializadas. Hoje, em linhas gerais, dois grandes esforços de reconstrução organizam o vasto campo de estudos gramscianos. Antes de tudo, tem-se buscado reter a contribuição teórica e conceitual do marxista sardo, mediante abordagens que seguem as trilhas da epistemologia ou a tradução do aparato conceitual introduzido por Gramsci especialmente nos Cadernos do cárcere (1929-1935). O segundo movimento de reconstrução tem buscado o Gramsci prático, o dirigente político, e segue seus passos como militante socialista na juventude e líder comunista depois da formação do PCI em 1922. O livro de Leonardo Rapone mergulha fundo num esforço para reunir, de forma histórico-sistemática, biografia intelectual e biografia política. Seu foco é o Gramsci da juventude, em um período de formação (1914-1919) que, como sempre, deixou-se marcar por muitas influências teóricas e políticas: Benedetto Croce, Henri Bergson, Georges Sorel, Robert Michels, Antonio Labriola, Max Weber. Em meio a essas influências cruzadas, é preciso descobrir o fio lógico que acabou por prevalecer, estruturando seu pensamento e forjando sua identidade. Valendo-se da argúcia de pesquisador e de um sofisticado aparato especializado, Rapone acompanha Gramsci do aprendizado universitário à Primeira Guerra, à Revolução Russa e aos conselhos de fábrica, buscando entender o impacto que esses grandes acontecimentos tiveram em sua formação, em sua desprovincianização e em sua adesão ao socialismo. Do amplo diálogo intelectual que o jovem Gramsci manterá até seu encontro com o marxismo (e com Lenin em particular) emergirá o pensador antipositivista, hostil a determinismos estruturais rígidos, fascinado pela dimensão da vontade e da iniciativa humana, atento ao peso dos conflitos e das lutas de classes, um apaixonado observador da história de sua época. Descortina-se, assim, a formação de um militante e um intelectual que, com o tempo, passa a compreender e a valorizar o lugar da política e do Estado na transformação social e na modelagem daquilo que, para ele, seria a "sociedade regulada". O belo livro que o leitor tem em mãos oferece uma plataforma decisiva para que se possa compor uma imagem unitária de Gramsci.

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