A Compra Garantida Estante Virtual é uma garantia de que você receberá a encomenda ou o reembolso do valor da sua compra. Saiba mais aqui.

  • 1.350 sebos e livreiros
  • Qualificações positivas dos livreiros
  • Maior acervo do mundo em língua portuguesa
filtros
Imagem Icone Economia Capa ilustrativa

Imagem, Ícone, Economia

Marie-josé Mondzain

Nos séculos VIII e IX, em plena crise decorrente do iconoclasmo bizantino, a imagem se tornou uma problemática filosófica e política pela primeira vez na história ocidental. Numa violenta arena de disputas, entre seu culto e sua proibição, ela virou o cerne de uma questão passional. Nesse período, a Igreja se viu obrigada a produzir um relato da situação teológica da imagem religiosa que, no entanto, não poderia levantar a mais leve suspeita de idolatria. A solução encontrada foi uma doutrina inspirada na configuração da imagem de Deus, natural e invisível, num ícone, artificial e visível, decalcado de Cristo. Essa "transfiguração" foi adaptada à realidade em carne viva dos aflitos seres humanos. A partir dessa peculiar "encarnação" da imagem no corpus christi surgiu uma matriz icônica que seria capaz de definir toda uma cultura baseada na gestão simultânea do invisível e do visível. Uma complexa economia perfeitamente construída, que serviu de base para a estratégia política e pedagógica do poder temporal eclesiástico na administração das paixões de uma comunidade, sob a égide da divina providência. Trata-se de um dispositivo de governo calcado na comunhão dos corpos e das almas em torno de uma instituição totalitária. Um império que se ergueu a partir de "visibilidades programáticas", feitas para transmitir uma única mensagem. Essa imagética também serviu para sustentar as operações de "incorporação": a imagem era absorvida como uma substância com a qual o fiel fascinado, ou "incorporado", se identificava e se fundia, sem réplica e sem palavras. Esse conjunto de imagens construiu um reinado de dolorosas submissões, silenciamentos e impossibilidade de objeções. Para analisar os processos que constituíram tal iconocracia, Marie-José Mondzain realiza um exame minucioso de textos antigos dos campos da filosofia e da teologia, tendo como leitura principal os Antirréticos, escritos entre 818 e 820 d.C por Nicéforo, um patriarca de Constantinopla que endereçou seu pensamento "à natureza de toda imagem e à impossibilidade de pensar e governar sem ela". A aposta deste surpreendente livro de Mondzain é revelar o modo pelo qual o imaginário contemporâneo - nossas maneiras de produzir e apreender as imagens - tem suas fontes na crise do iconoclasmo bizantino, propiciando uma percepção dos efeitos de continuidade e de ruptura na administração das visibilidades que atravessam as diversas corporações do visível no presente. Tadeu Capistrano ( organizador da Col Fechar Ler mais

Nos séculos VIII e IX, em plena crise decorrente do iconoclasmo bizantino, a imagem se tornou uma problemática filosófica e política pela primeira vez na história ocidental. Numa violenta arena de disputas, entre seu culto e sua proibição, ela virou o cerne de uma questão passional. Nesse período, a Igreja se viu obrigada a produzir um relato da situação teológica da imagem religiosa que, no entanto, não poderia levantar a mais leve suspeita de idolatria. A solução encontrada foi uma doutrina inspirada na configuração da imagem de Deus, natural e invisível, num ícone, artificial e visível, decalcado de Cristo. Essa "transfiguração" foi adaptada à realidade em carne viva dos aflitos seres humanos. A partir dessa peculiar "encarnação" da imagem no corpus christi surgiu uma matriz icônica que seria capaz de definir toda uma cultura baseada na gestão simultânea do invisível e do visível. Uma complexa economia perfeitamente construída, que serviu de base para a estratégia política e pedagógica do poder temporal eclesiástico na administração das paixões de uma comunidade, sob a égide da divina providência. Trata-se de um dispositivo de governo calcado na comunhão dos corpos e das almas em torno de uma instituição totalitária. Um império que se ergueu a partir de "visibilidades programáticas", feitas para transmitir uma única mensagem. Essa imagética também serviu para sustentar as operações de "incorporação": a imagem era absorvida como uma substância com a qual o fiel fascinado, ou "incorporado", se identificava e se fundia, sem réplica e sem palavras. Esse conjunto de imagens construiu um reinado de dolorosas submissões, silenciamentos e impossibilidade de objeções. Para analisar os processos que constituíram tal iconocracia, Marie-José Mondzain realiza um exame minucioso de textos antigos dos campos da filosofia e da teologia, tendo como leitura principal os Antirréticos, escritos entre 818 e 820 d.C por Nicéforo, um patriarca de Constantinopla que endereçou seu pensamento "à natureza de toda imagem e à impossibilidade de pensar e governar sem ela". A aposta deste surpreendente livro de Mondzain é revelar o modo pelo qual o imaginário contemporâneo - nossas maneiras de produzir e apreender as imagens - tem suas fontes na crise do iconoclasmo bizantino, propiciando uma percepção dos efeitos de continuidade e de ruptura na administração das visibilidades que atravessam as diversas corporações do visível no presente. Tadeu Capistrano ( organizador da Col Fechar Ler mais

Estatísticas de venda deste livro

Último vendido Nos últimos 3 meses
Vendidos
Preço médio R$ " + data.stats.mean + "
Menor preço R$ " + data.stats.min + "
Maior preço R$ " + data.stats.max + "

Esta informação aparece apenas para usuários logados como livreiros.

Imagem, Ícone, Economia

Capa ilustrativa

12 livros novos em 5 vendedores

Exibindo todas as publicações encontradas. Filtre pelas mais recentesRemover filtro
Imagem, Ícone, Economia Capa ilustrativa

Imagem, Ícone, Economia

Ano:   Editora: Contraponto

Tipo: novo

Miguilim Livros Miguilim Livros SP - Diadema
99% Positivas
238 qualificações
R$ 47,80 + frete R$ 11,53

Total: R$ 59,33

Comprar ler descrição ocultar

Descrição Livro novo. 318pp.

Imagem, Ícone, Economia

Imagem, Ícone, Economia

Ano:   Editora: Contraponto

Tipo: novo

Miguilim Livros Miguilim Livros SP - Diadema
99% Positivas
238 qualificações
R$ 47,90 + frete R$ 11,53

Total: R$ 59,43

Comprar ler descrição ocultar

Descrição Livro novo. 318pp.

IMAGEM, ICONE, ECONOMIA Capa ilustrativa

IMAGEM, ICONE, ECONOMIA

Ano:   Editora: Contraponto

Tipo: novo

Mdx Livros Mdx Livros RJ - Rio de Janeiro
99% Positivas
192 qualificações
R$ 49,30 + frete R$ 11,53

Total: R$ 60,83

Comprar ler descrição ocultar

Descrição Livro Novo

Imagem, Ícone, Economia: As Fontes Bizantinas do Imaginário Contemporâneo Capa ilustrativa

Imagem, Ícone, Economia: As Fontes Bizantinas do Imaginário Contemporâneo

Ano:   Editora: Contraponto

Tipo: novo

Livraria Livro Vivo Livraria Livro Vivo SP - São Paulo
96% Positivas
1344 qualificações
R$ 49,30 + frete R$ 12,74

Total: R$ 62,04

Comprar ler descrição ocultar

Descrição livro novo nunca manuseado

Imagem, Ícone, Economia: As Fontes Bizantinas do Imaginário Contemporâneo Capa ilustrativa

Imagem, Ícone, Economia: As Fontes Bizantinas do Imaginário Contemporâneo

Ano:   Editora: Contraponto

Tipo: novo

Livraria Livro Vivo Livraria Livro Vivo SP - São Paulo
96% Positivas
1344 qualificações
R$ 49,30 + frete R$ 13,79

Total: R$ 63,09

Comprar ler descrição ocultar

Descrição novo nunca manuseado in

Imagem, Ícone, Economia: As Fontes Bizantinas do Imaginário Contemporâneo Capa ilustrativa

Imagem, Ícone, Economia: As Fontes Bizantinas do Imaginário Contemporâneo

Ano:   Editora: Contraponto

Tipo: novo

Livraria Livro Vivo Livraria Livro Vivo SP - São Paulo
96% Positivas
1344 qualificações
R$ 49,30 + frete R$ 13,79

Total: R$ 63,09

Comprar ler descrição ocultar

Descrição novo nunca manuseado in

Imagem, Icone, Economia: As Fontes Bizantinas Do Imaginario Contemporaneo Capa ilustrativa

Imagem, Icone, Economia: As Fontes Bizantinas Do Imaginario Contemporaneo

Ano:   Editora: Contraponto

Tipo: novo

Uai livros Uai livros MG - Belo Horizonte
100% Positivas
350 qualificações
R$ 58,00 + frete R$ 10,16

Total: R$ 68,16

Comprar ler descrição ocultar

Descrição Livro novo, sem manuseio Nos séculos VIII e IX, em plena crise decorrente do iconoclasmo bizantino, a imagem se tornou uma problemática filosófica e política pela primeira vez na história ocidental. Numa violenta arena de disputas, entre seu culto e sua proibição, ela virou o cerne de uma questão passional. Nesse período, a Igreja se viu obrigada a produzir um relato da situação teológica da imagem religiosa que, no entanto, não poderia levantar a mais leve suspeita de idolatria. A solução encontrada foi uma doutrina inspirada na configuração da imagem de Deus, natural e invisível, num ícone, artificial e visível, decalcado de Cristo. Essa transfiguração foi adaptada à realidade em carne viva dos aflitos seres humanos. A partir dessa peculiar encarnação da imagem no corpus christi surgiu uma matriz icônica que seria capaz de definir toda uma cultura baseada na gestão simultânea do invisível e do visível. Uma complexa economia perfeitamente construída, que serviu de base para a estratégia política e pedagógica do poder temporal eclesiástico na administração das paixões de uma comunidade, sob a égide da divina providência. Trata-se de um dispositivo de governo calcado na comunhão dos corpos e das almas em torno de uma instituição totalitária. Um império que se ergueu a partir de visibilidades programáticas, feitas para transmitir uma única mensagem. Essa imagética também serviu para sustentar as operações de incorporação: a imagem era absorvida como uma substância com a qual o fiel fascinado, ou incorporado, se identificava e se fundia, sem réplica e sem palavras. Esse conjunto de imagens construiu um reinado de dolorosas submissões, silenciamentos e impossibilidade de objeções. Para analisar os processos que constituíram tal iconocracia, Marie-José Mondzain realiza um exame minucioso de textos antigos dos campos da filosofia e da teologia, tendo como leitura principal os Antirréticos, escritos entre 818 e 820 d.C por Nicéforo, um patriarca de Constantinopla que endereçou seu pensamento à natureza de toda imagem e à impossibilidade de pensar e governar sem ela. A aposta deste surpreendente livro de Mondzain é revelar o modo pelo qual o imaginário contemporâneo - nossas maneiras de produzir e apreender as imagens - tem suas fontes na crise do iconoclasmo bizantino, propiciando uma percepção dos efeitos de continuidade e de ruptura na administração das visibilidades que atravessam as diversas corporações do visível no presente. Ref 016774

IMAGEM, ICONE, ECONOMIA : AS FONTES BIZANTINAS DO IMAGINARIO CONTEMPORANEO Capa ilustrativa

IMAGEM, ICONE, ECONOMIA : AS FONTES BIZANTINAS DO IMAGINARIO CONTEMPORANEO

Ano:   Editora: Contraponto

Tipo: novo

Klaxon Livros Klaxon Livros SP - São Paulo
98% Positivas
1439 qualificações
R$ 58,00 + frete R$ 10,53

Total: R$ 68,53

Comprar ler descrição ocultar

Descrição Livro novo. 320 p. 16x23 Sinopse: Nos séculos VIII e IX, em plena crise decorrente do iconoclasmo bizantino, a imagem se tornou uma problemática filosófica e política pela primeira vez na história ocidental. Numa violenta arena de disputas, entre seu culto e sua proibição, ela virou o cerne de uma questão passional. Nesse período, a Igreja se viu obrigada a produzir um relato da situação teológica da imagem religiosa que, no entanto, não poderia levantar a mais leve suspeita de idolatria. A solução encontrada foi uma doutrina inspirada na configuração da imagem de Deus, natural e invisível, num ícone, artificial e visível, decalcado de Cristo. Essa transfiguração foi adaptada à realidade em carne viva dos aflitos seres humanos.

IMAGEM, ICONE, ECONOMIA : AS FONTES BIZANTINAS DO IMAGINARIO CONTEMPORANEO Capa ilustrativa

IMAGEM, ICONE, ECONOMIA : AS FONTES BIZANTINAS DO IMAGINARIO CONTEMPORANEO

Ano:   Editora: Contraponto

Tipo: novo

Klaxon Livros Klaxon Livros SP - São Paulo
98% Positivas
1439 qualificações
R$ 58,00 + frete R$ 10,53

Total: R$ 68,53

Comprar ler descrição ocultar

Descrição Livro novo. 320 p. 16x23 Sinopse: Nos séculos VIII e IX, em plena crise decorrente do iconoclasmo bizantino, a imagem se tornou uma problemática filosófica e política pela primeira vez na história ocidental. Numa violenta arena de disputas, entre seu culto e sua proibição, ela virou o cerne de uma questão passional. Nesse período, a Igreja se viu obrigada a produzir um relato da situação teológica da imagem religiosa que, no entanto, não poderia levantar a mais leve suspeita de idolatria. A solução encontrada foi uma doutrina inspirada na configuração da imagem de Deus, natural e invisível, num ícone, artificial e visível, decalcado de Cristo. Essa transfiguração foi adaptada à realidade em carne viva dos aflitos seres humanos.

IMAGEM, ICONE, ECONOMIA : AS FONTES BIZANTINAS DO IMAGINARIO CONTEMPORANEO Capa ilustrativa

IMAGEM, ICONE, ECONOMIA : AS FONTES BIZANTINAS DO IMAGINARIO CONTEMPORANEO

Ano:   Editora: Contraponto

Tipo: novo

Klaxon Livros Klaxon Livros SP - São Paulo
98% Positivas
1439 qualificações
R$ 58,00 + frete R$ 10,53

Total: R$ 68,53

Comprar ler descrição ocultar

Descrição Livro novo. 320 p. 16x23 Sinopse: Nos séculos VIII e IX, em plena crise decorrente do iconoclasmo bizantino, a imagem se tornou uma problemática filosófica e política pela primeira vez na história ocidental. Numa violenta arena de disputas, entre seu culto e sua proibição, ela virou o cerne de uma questão passional. Nesse período, a Igreja se viu obrigada a produzir um relato da situação teológica da imagem religiosa que, no entanto, não poderia levantar a mais leve suspeita de idolatria. A solução encontrada foi uma doutrina inspirada na configuração da imagem de Deus, natural e invisível, num ícone, artificial e visível, decalcado de Cristo. Essa transfiguração foi adaptada à realidade em carne viva dos aflitos seres humanos.

IMAGEM, ICONE, ECONOMIA : AS FONTES BIZANTINAS DO IMAGINARIO CONTEMPORANEO Capa ilustrativa

IMAGEM, ICONE, ECONOMIA : AS FONTES BIZANTINAS DO IMAGINARIO CONTEMPORANEO

Ano:   Editora: Contraponto

Tipo: novo

Klaxon Livros Klaxon Livros SP - São Paulo
98% Positivas
1439 qualificações
R$ 58,00 + frete R$ 10,53

Total: R$ 68,53

Comprar ler descrição ocultar

Descrição Livro novo. 320 p. 16x23 Sinopse: Nos séculos VIII e IX, em plena crise decorrente do iconoclasmo bizantino, a imagem se tornou uma problemática filosófica e política pela primeira vez na história ocidental. Numa violenta arena de disputas, entre seu culto e sua proibição, ela virou o cerne de uma questão passional. Nesse período, a Igreja se viu obrigada a produzir um relato da situação teológica da imagem religiosa que, no entanto, não poderia levantar a mais leve suspeita de idolatria. A solução encontrada foi uma doutrina inspirada na configuração da imagem de Deus, natural e invisível, num ícone, artificial e visível, decalcado de Cristo. Essa transfiguração foi adaptada à realidade em carne viva dos aflitos seres humanos.

IMAGEM, ICONE, ECONOMIA : AS FONTES BIZANTINAS DO IMAGINARIO CONTEMPORANEO Capa ilustrativa

IMAGEM, ICONE, ECONOMIA : AS FONTES BIZANTINAS DO IMAGINARIO CONTEMPORANEO

Ano:   Editora: Contraponto

Tipo: novo

Klaxon Livros Klaxon Livros SP - São Paulo
98% Positivas
1439 qualificações
R$ 58,00 + frete R$ 10,53

Total: R$ 68,53

Comprar ler descrição ocultar

Descrição Livro novo. 320 p. 16x23 Sinopse: Nos séculos VIII e IX, em plena crise decorrente do iconoclasmo bizantino, a imagem se tornou uma problemática filosófica e política pela primeira vez na história ocidental. Numa violenta arena de disputas, entre seu culto e sua proibição, ela virou o cerne de uma questão passional. Nesse período, a Igreja se viu obrigada a produzir um relato da situação teológica da imagem religiosa que, no entanto, não poderia levantar a mais leve suspeita de idolatria. A solução encontrada foi uma doutrina inspirada na configuração da imagem de Deus, natural e invisível, num ícone, artificial e visível, decalcado de Cristo. Essa transfiguração foi adaptada à realidade em carne viva dos aflitos seres humanos.

Avaliações do livro

Ainda não há avaliações para este título, seja o primeiro a avaliar.

Avalie o livro