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Introducao a Leitura de Hegel Capa ilustrativa

Livro Introdução à Leitura de Hegel

Alexandre Kojeve

A vida e o pensamento de Alexandre Kojève confundem-se com os acontecimentos mais marcantes do século XX. Nascido em uma família da alta aristocracia russa, ainda muito jovem Kojève foi preso com seus pais no calor dos acontecimentos de outubro de 1917. Na prisão, começou a simpatizar com os revolucionários bolcheviques. Passada a tormenta, a família foi libertada e buscou exílio da Alemanha, onde o inquieto Kojève mergulhou profundamente no estudo da filosofia clássica. Deixou a Alemanha durante a ascensão do nazismo e aceitou suceder Alexandre Koyré em uma cátedra na École Pratique des Hautes Études, em Paris. Ali, de janeiro de 1933 a maio de 1939, tornou-se um dos mais importantes introdutores do pensamento de Hegel na França. Seu curso adquiriu fama insuperável. Por ele passaram Jean-Paul Sartre e Jacques Lacan, entre muitos outros intelectuais que nunca esconderam sua dívida de gratidão com o mestre. No segundo após-guerra, Kojève tornou-se conselheiro da Presidência da França e um dos mais influentes articuladores do projeto de uma Europa unificada, que hoje se concretiza. Morreu em 1968. Russo por nascimento, alemão por formação, francês por escolha, Kojève foi um intelectual brilhante, dotado de vastíssima erudição. Sempre envolvido em projetos ambiciosos, quase inacabáveis, publicou relativamente pouco. Vários de seus textos principais, geralmente muito extensos, permaneceram incompletos e tiveram edições póstumas. Essa Introdução à Leitura de Hegel recupera seus cursos da década de 1930 sobre a Fenomenologia do Espírito, obra que foi considerada por Jürgen Habermas “o grande acontecimento da filosofia alemã”. Contém textos do próprio Kojève – inclusive a famosa introdução, redigida de forma independente e que se tornou um pequeno clássico – e anotações tomadas por Raymond Queneau, revistas e aprovadas pelo professor. Doze conferências de Kojève e dois outros textos seus sobre Hegel completam o livro. O curso seguiu passo a passo a obra comentada, mas destacou especialmente o capítulo IV da segunda seção, consagrado à consciência-de-si. O ponto de partida para a constituição do sujeito – diz Kojève, lendo Hegel – é o desejo, mas não um desejo dirigido a uma coisa qualquer que exista no mundo. O homem se torna humano quando deseja outro desejo. Abre-se assim, ao homem, um novo espaço de liberdade, que se manifesta antes de tudo como um desejo de reconhecimento e produz uma luta de morte por puro prestígio – o ato fundante da história, o ato antropogênico por excelência. Mas, para que haja história, é preciso que haja relação entre homens vivos. A luta não pode terminar com a aniquilação de um dos lados. Um deles deve abdicar do combate, ou seja, colocar sua vida acima de sua liberdade, tornando-se escravo daquele que prosseguiu lutando, por colocar sua liberdade acima de sua vida. Estabelece-se uma relação de tipo senhor-escravo. Porém, nela se desenvolve, concentrada neste segundo pólo, uma outra atividade essencial ao projeto do homem: o trabalho. A descrição da dialética que assim se estabelece é um dos pontos culminantes do pensamento humano em todas as épocas, e sua conclusão é surpreendente: o homem integral, livre, satisfeito com o que é, o homem que se aperfeiçoa, não é o senhor nem o escravo, mas sim o escravo que consegue suprimir sua sujeição. A história humana aponta, pois, nessa direção. Karl Marx será o principal herdeiro intelectual dessa construção. A Fenomenologia do Espírito – ou “ciência da experiência da consciência”, primeiro título escolhido por Hegel – é a descrição do caminho das experiências humanas na constituição do Espírito, e o fio que as une, nas palavras de Henrique Vaz, “é o próprio discurso dialético que mostra a necessidade de se passar de uma estação a outra, até que o fim se alcance no desvelamento total do sentido do caminho (...).” Por isso, a Fenomenologia integra um sistema. Encadeia-se com a Lógica para produzir o saber absoluto, que ajusta plenamente a certeza do sujeito e a verdade do objeto. Para Hegel, só a era iniciada com Kant na filosofia e com a Revolução Francesa na política criou as condições para a construção desse saber. É este o pensamento detalhadamente analisado por Alexandre Kojève. César Benjamin    

A vida e o pensamento de Alexandre Kojève confundem-se com os acontecimentos mais marcantes do século XX. Nascido em uma f amília da alta aristocracia russa, ainda muito jovem Kojève foi preso com seus pais no calor dos acontecimentos de outubro de 1917. Na prisão, começou a simpatizar com os revolucionários bolcheviques. Passada a tormenta, a família foi libertada e buscou exílio da Alemanha, onde o inquieto Kojève mergulhou profundamente no estudo da filosofia clássica. Deixou a Alemanha durante a ascensão do nazismo e aceitou suceder Alexandre Koyré em uma cátedra na École Pratique des Hautes Études, em Paris. Ali, de janeiro de 1933 a maio de 1939, tornou-se um dos mais importantes introdutores do pensamento de Hegel na França. Seu curso adquiriu fama insuperável. Por ele passaram Jean-Paul Sartre e Jacques Lacan, entre muitos outros intelectuais que nunca esconderam sua dívida de gratidão com o mestre. No segundo após-guerra, Kojève tornou-se conselheiro da Presidência da França e um dos mais influentes articuladores do projeto de uma Europa unificada, que hoje se concretiza. Morreu em 1968. Russo por nascimento, alemão por formação, francês por escolha, Kojève foi um intelectual brilhante, dotado de vastíssima erudição. Sempre envolvido em projetos ambiciosos, quase inacabáveis, publicou relativamente pouco. Vários de seus textos principais, geralmente muito extensos, permaneceram incompletos e tiveram edições póstumas. Essa Introdução à Leitura de Hegel recupera seus cursos da década de 1930 sobre a Fenomenologia do Espírito, obra que foi considerada por Jürgen Habermas “o grande acontecimento da filosofia alemã”. Contém textos do próprio Kojève – inclusive a famosa introdução, redigida de forma independente e que se tornou um pequeno clássico – e anotações tomadas por Raymond Queneau, revistas e aprovadas pelo professor. Doze conferências de Kojève e dois outros textos seus sobre Hegel completam o livro. O curso seguiu passo a passo a obra comentada, mas destacou especialmente o capítulo IV da segunda seção, consagrado à consciência-de-si. O ponto de partida para a constituição do sujeito – diz Kojève, lendo Hegel – é o desejo, mas não um desejo dirigido a uma coisa qualquer que exista no mundo. O homem se torna humano quando deseja outro desejo. Abre-se assim, ao homem, um novo espaço de liberdade, que se manifesta antes de tudo como um desejo de reconhecimento e produz uma luta de morte por puro prestígio – o ato fundante da história, o ato antropogênico por excelência. Mas, para que haja história, é preciso que haja relação entre homens vivos. A luta não pode terminar com a aniquilação de um dos lados. Um deles deve abdicar do combate, ou seja, colocar sua vida acima de sua liberdade, tornando-se escravo daquele que prosseguiu lutando, por colocar sua liberdade acima de sua vida. Estabelece-se uma relação de tipo senhor-escravo. Porém, nela se desenvolve, concentrada neste segundo pólo, uma outra atividade essencial ao projeto do homem: o trabalho. A descrição da dialética que assim se estabelece é um dos pontos culminantes do pensamento humano em todas as épocas, e sua conclusão é surpreendente: o homem integral, livre, satisfeito com o que é, o homem que se aperfeiçoa, não é o senhor nem o escravo, mas sim o escravo que consegue suprimir sua sujeição. A história humana aponta, pois, nessa direção. Karl Marx será o principal herdeiro intelectual dessa construção. A Fenomenologia do Espírito – ou “ciência da experiência da consciência”, primeiro título escolhido por Hegel – é a descrição do caminho das experiências humanas na constituição do Espírito, e o fio que as une, nas palavras de Henrique Vaz, “é o próprio discurso dialético que mostra a necessidade de se passar de uma estação a outra, até que o fim se alcance no desvelamento total do sentido do caminho (...).” Por isso, a Fenomenologia integra um sistema. Encadeia-se com a Lógica para produzir o saber absoluto, que ajusta plenamente a certeza do sujeito e a verdade do objeto. Para Hegel, só a era iniciada com Kant na filosofia e com a Revolução Francesa na política criou as condições para a construção desse saber. É este o pensamento detalhadamente analisado por Alexandre Kojève. César Benjamin Fechar Ler mais

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Introduction à La Lecture de Hegel

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Introduction à La Lecture de Hegel

Introduction à La Lecture de Hegel

Ano:   Editora: Gallimard

Tipo: seminovo/usado

Idioma: Francês

Sebo Ousados Sebo Ousados PR - Curitiba
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Descrição Brochura, 14x23 cm, 598 páginas. Livro em Francês; em bom estado, capa com sinais de manuseio; sujidade/oxidação; pequenos rasgos e etiqueta colada na lombada, algumas páginas com grifos e anotações, oxidação nas laterais e em algumas páginas. Sinopse: Le noyau de cet ouvrage est formé par les notes prises de janvier 1933 à mai 1939 au cours que fit Alexandre à IÉcole pratique des Hautes études, sous le titre de La Philosophie religieuse de Hegel, et qui était en réalité une lecture commentée de la Phénoménologie de IEsprit. - RV0819

Introdução à Leitura de Platão

Introdução à Leitura de Platão

Ano:   Editora: Presenca

Tipo: seminovo/usado

Idioma: Português

Livraria Amaral Livraria Amaral SP - São Paulo
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Descrição Livro bem conservado. Brochura, formato 14 x 21 cm, 133 pág. Lombada, capa e miolo em boas condições. Não há grifos ou anotações. Sinais de fita adesiva 1ª folha e Natural amarelados devido ação do tempo nas folhas.

Introduction à La Lecture de Hegel

Introduction à La Lecture de Hegel

Ano:   Editora: Tel Gallimard

Tipo: seminovo/usado

Idioma: Francês

Livraria Opção Cultural Livraria Opção Cultural GO - Goiânia
96% Positivas
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Descrição Livro em bom estado de conservação. Bordas um pouco sujas. Possui carimbos em algumas páginas e grifos à caneta azul. 602 páginas. Imagem meramente ilustrativa.

Introdução à Leitura de Platão

Introdução à Leitura de Platão

Ano:   Editora: Editorial Presenca

Tipo: seminovo/usado

Idioma: Português

Georges Kormikiaris Georges Kormikiaris SP - São Paulo
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R$ 191,00 + frete R$ 8,24

Total: R$ 199,24

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Descrição Livro usado, em ótimo estado, sem rasuras, miolo impecável. 132pp

Introdução à Leitura de Hegel

Introdução à Leitura de Hegel

Ano:   Editora: Contraponto Uerj

Tipo: seminovo/usado

Idioma: Português

Livraria Opção Cultural Livraria Opção Cultural GO - Goiânia
96% Positivas
176 qualificações
R$ 200,00 + frete R$ 14,40

Total: R$ 214,40

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Descrição Livro usado. Capa e lombada com marcas de manuseio, texto com grifos a lápis no decorrer da obra, leves sujidades na capa, corte com sujidades de manuseio, etiqueta fixada na folha de guarda, 558 p. Obs: Nossa análise obedece a critérios subjetivos/temporais. Estão sujeitos a mudanças de percepção conforme examinador e contexto em que a obra foi examinada. Imagem meramente ilustrativa.

Introdução à Leitura de Platão

Introdução à Leitura de Platão

Ano:   Editora: Editorial Presenca

Tipo: novo

Idioma: Português

Sob encomenda: Até 20 dias úteis + tempo de envio
LIVRARIA PANTHEON IMPORTADOS LIVRARIA PANTHEON IMPORTADOS SP - São Paulo
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