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Especial Clarice Lispector

Nascida na Ucrânia, mas assumidamente brasileira! Clarice Lispector foi, e ainda é, aclamada pela crítica e por uma legião de fãs leitores. Seus livros e citações estão entre os mais procurados da Estante Virtual e os mais compartilhados nas redes sociais. Conheça, então, um pouco mais da escritora que apaixonou o Brasil, inaugurou a prosa introspectiva no país e se dedicou à investigação da consciência humana em busca de um sentido para sua existência.

Livros Recomendados

Os títulos abaixo estão entre os mais de 10 mil livros sugeridos por intelectuais e famosos para composição da Biblioteca Terezinha Gonzaga Ferreira, uma realização do Projeto Humanidade 2012, que doou estas e outras obras para uma comunidade pacificada do Rio de Janeiro.

Vídeos Sobre a Autora

Entrevista de Clarice Lispector, concedida em 1977, um pouco antes de seu falecimento, ao jornalista Julio Lerner e exibida no Programa 30 Anos Incríveis, da TV Cultura. A escritora fala de sua história, como começou a escrever e os objetivos de sua narrativa.

Amigos próximos dão depoimentos sobre a vida e obra de Clarice Lispector. No vídeo há trechos de entrevistas da própria Clarice. Participações de Ferreira Gullar, Nélida Piñon.

Benjamin Moser, autor da biografia "Clarice,", fala ao Entrelinhas sobre as motivações que o levaram a pesquisar a vida e a obra de Clarice Lispector, fornecendo fatos curiosos sobre sua vida e história.

Para ler Clarice

  • A melhor maneira de começar a ler Clarice é por seus contos ou obras infantis, pois são textos mais factuais e lineares.
  • Perto do Coração Selvagem, Laços de Família e A Hora da Estrela formam uma tríade que fornece um bom panorama do estilo narrativo e das temáticas da escritora.
  • Clarice adota uma postura bem intimista, como se a história fosse contada por alguém bem próximo e querido. Faz diversas intervenções, chegando a dialogar com os leitores.
  • Nos textos de Clarice, as impressões e sentimentos dos personagens ganham o primeiro plano, enquanto o enredo tem importância secundária. Muitos personagens sequer possuem nome.
  • Há um predomínio do tempo psicológico, por isso, é comum o aparecimento de histórias sem começo, meio ou fim. Não há linearidade em sua narrativa.
  • Apesar da aparência simples e do coloquialismo, sua escrita é um emaranhado de analogias, ambiguidades e paradoxos que evidenciam que há muito significado para além do que foi dito. Clarice afirmava que "o melhor está nas entrelinhas".

Curiosidades

Clarice Lispector

* Clarice chamava-se Haia Lispector. Nasceu em Tchetchelnik, na Ucrânia, mas afirmava que sua verdadeira pátria era o Brasil. Ela e parte de sua família, ao emigrarem para nosso país, mudaram de nome.

* A relação entre professor e aluno é tema recorrente de seus escritos, talvez, influência do período em que deu aulas de português e matemática.

* Publicou seu primeiro conto - Triunfo - com apenas 19 anos. O mesmo foi publicado na Revista Pan.

* Clarice estudou Direito na Universidade do Brasil, atual UFRJ, e chegou a trabalhar como secretária em um escritório de advocacia.

* A autora foi redatora e repórter da Agência Nacional, dando início a sua carreira como jornalista.

* Com seu primeiro salário, comprou o livro Felicidade, de Katherine Mansfield e tradução de Érico Veríssimo. Veríssimo, mais tarde, tornar-se-ia grande amigo da escritora e padrinho de seu filho, Paulo.

* Clarice era frequentadora do bar Recreio na Cinelândia (RJ) onde fez amizade com escritores como Vinicius de Moraes e Rachel de Queiroz.

* Fernando Sabino foi um de seus grandes amigos. Com ele, trocou centenas de cartas que depois foram publicadas no livro Cartas perto do Coração.

* Assinou muitas colunas e artigos em jornais. Em alguns, utilizava pseudônimos: Tereza Quadros (Jornal Comício), Helen Palmer (Correio da Manhã).

* Foi ghost writer da atriz Ilka Soares e assinava a coluna "Só para Mulheres", no Diário da Noite.

* Em 1966, ao dormir com um cigarro aceso, foi vítima de um grande incêndio. Com queimaduras por todo o corpo, passou dois meses hospitalizada e quase teve uma de suas mãos amputada. As inúmeras cicatrizes fizeram com que Clarice caísse em depressão.

* Traduziu romances de Agatha Christie e fez adaptações, muitas para o público juvenil, de obras de Julio Verne, Edgar Allan Poe, Jack London, entre outros.

* Foi comparada a Kafka em artigo publicado no jornal The New York Times (2005) e seu estilo narrativo também rendeu comparações com James Joyce e Virgínia Wolf.

* Clarice nunca assumiu a profissão de escritora. Considerava-se uma amadora e definia sua produção literária como algo caótico. Para ela, escrever só quando tinha vontade.

* O cantor Cazuza leu o livro Água Viva por 111 vezes e criou a música Que o Deus Venha, inspirada no romance.

Frases

As citações de Clarice Lispector estão entre as mais difundidas nas redes sociais. Se você também curte o pensamento da escritora, compartilhe suas frases com os amigos.

  • "Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas continuarei a escrever." (A Hora da Estrela)
  • "Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada." (Água Viva)
  • "Minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo." (A Paixão segundo G.H.)
  • "Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome." (Perto do Coração Selvagem)
  • "Terei toda a aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária." (A Paixão segundo G.H.)
  • "Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente." (A Descoberta do Mundo)
  • "Amar os outros é a única salvação individual que eu conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca." (A Paixão segundo G.H.)
  • "O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão." (A Paixão segundo G.H.)
  • "Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante." (A Paixão segundo G.H.)
  • "Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo. Quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação." (A Paixão segundo G.H.)
  • "O que me mata é o cotidiano. Eu queria só exceções." (Um sopro de vida)
  • "Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato." (Entrevista Julio Lerner - 1922)
  • "Há um silêncio dentro de mim. E esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras." (Crônica "Anonimato", publicada no Jornal do Brasil)

Acesse todos os livros de Clarice Lispector na Estante Virtual. São mais de 3 mil exemplares.