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O quarto alemão
Podemos dizer que O quarto alemão, primeiro romance de Carla Maliandi inventa um novo gênero? Isso, certamente, seria um exagero. Mas podemos dizer que o texto gira em torno do que poderíamos chamar de “romance não-didático”: uma protagonista – uma mulher, jovem – viaja para a Alemanha presa por conflitos sentimentais e todos os tipos de incidentes e acidentes não param de acontecer com ela – algu...
Um silêncio avassalador
Os contos de Lucas Barroso mimetizam os sons de um universo assustadoramente semelhante ao nosso, que pulsa ininterrupto do lado de fora destas páginas, e onde a felicidade não passa de uma farsa, uma autoinvenção, que nos assombra justamente por sabermos de sua impossibilidade.Nascer, crescer, morrer, degenerar. A vida como um processo de espera onde pessoas são meras engrenagens em que executam ...
Nove partes de um coração
Nove personagens relembram seu relacionamento com uma jovem – a mesma mulher – que eles amaram ou que os amou. Nós a juntamos, assim como fazemos com outras pessoas em nossas vidas, em lascas incompletas, mas iluminadoras. Situado em cidades conhecidas e sem nome, movendo-se entre o leste e o oeste, Nove partes de um coração é um compêndio de perspectivas mutáveis que acompanham a vida de uma mu...
2024
Agosto
A melhor amiga da vida não está mais aqui. Na verdade, faz cinco anos. Tanto é que os pais de Andrea convidaram Emilia a voltar à Esquel, na Patagônia, para a cerimônia de espargimento das cinzas. Sair de Buenos Aires, em pleno e tórrido verão da capital, parece fácil: seu relacionamento com Manuel está bom, pero no mucho, e para completar, Emi e seu irmão – que vivem juntos – acabaram de descobr...
Janeiro
No pampa argentino, na metade do século passado, argentinos e imigrantes trabalham na terra e com a terra em pleno verão ardente, sob uma aparente calma. É preciso cultivar os grãos, levar o gado para pastar, ordenhar as vacas, domar cavalos, cuidar dos porcos e da vida alheia. São hábitos diários, assim como remendar calcinhas, ouvir rádio e compartilhar o mate. Por causa disso, a protagonista de...
2021
Cavalo de terra
O narrador deste romance – sem nome, sem idade e sem lugar de destaque – é o caçula de uma família em ponto de erosão. Em um fluxo frenético de pensamento derramado pelo cotidiano e por entre seus lugares escuros de consciência, ele nos apresenta sua realidade aquebrantada. O irmão promessa, o outro irmão ladrão, o pai beberrão, a mãe apagada e a avó sobrevivente são os átomos desse núcleo familia...
Brazza
Manuela, uma paulistana de 27 anos, desembarca em Brazzaville, na República do Congo, para trabalhar em uma empresa que presta serviços humanitários no país. Ao chegar lá, porém, se vê envolvida na duvidosa campanha política de um chefe de Estado autoritário. Quando tem seu passaporte confiscado e lhe é imposto o silêncio dos telefones grampeados e dos colegas ambíguos, tudo que ela quer é partir....
Um lugar para si
Viver é deslocar-se, porquanto a vida é expansão. Pelo tempo e espaço, crescemos em altura, avançamos em idade e, quiçá!, ampliamos a consciência. O mundo, então, agiganta-se, mas ainda cabe na palma da nossa mão, porque bem maior é o universo que há em nós. Viver no mundo nos exige esforços para sobreviver a si e aos outros. Encontrar o caminho. Encontrar-se no caminho. Ser a caminhada que almeja...
2024
O homem do outdoor
O homem do outdoor é um livro sobre a violência em suas muitas formas. Narrado por Miguel, um menino de onze anos, conta a história de Ramón e das pessoas que o cercam, nos dois sentidos que o verbo pode ter: o de estar perto e o de encurralar, impondo limites. Ao decidir se mudar para um outdoor, Ramón, que já era considerado um sujeito estranho na vila onde vivia, atrai a atenção de todos os mor...
2024
O mar não sofre coisa morta
Em O mar não sofre coisa morta, a morte, o luto, a violência física e simbólica e o amor marcam a construção de nove contos compostos em diferentes estilos narrativos, apresentando-se como temas cruciais do fazer literário do autor.No conto de abertura, “Lourdes”, um clima frio e recluso é retratado na sequência de ações que levam uma dona de casa a fazer o reconhecimento do corpo de seu irmão ass...
2024
Reclamar o direito de dizer tudo
“Reclamar o direito de dizer tudo é literalmente uma declaração de guerra ao silêncio. É optar por dar as costas à contenção e à contenção (ambas características eminentemente masculinas). Buscar a poesia não na meditação nem na tranquilidade de vagar pelas florestas, mas em “uma torrente de palavras que tropeçam, formam uma figura por um instante e depois voltam ao caos que as fez aparecer”. Afin...
2024
Nasci sem um caminho de volta
Nasci sem um caminho de volta é a jornada de um filho para se libertar da casa/útero da mãe. Mas também é a história íntima de um menino sobre sua homossexualidade demonizada, do corpo/casa como espaço de pertencimento, resistência e perdição, da violência soturna das relações familiares. Numa casa dominada pela presença feminina, construída para servir aos homens distantes e brutos, nasce o anti...
O além da montanha
Na famosa peça de Shakespeare, Julieta afirma que, mesmo que tivesse outro nome, uma rosa continuaria a ter o mesmo perfume. Será que é realmente assim? A obra de Yao Feng parece colocar esta questão de um modo radical. A especificidade da sua origem e condição é extraordinariamente expressiva: Yao Feng nasceu na China e desenvolveu o domínio da língua portuguesa ao ponto de ser hoje um dos princ...
2024
Sistema do tato
Um pequeno romance sobre os abismos entre familiares próximos e países vizinhos: as pontes que não construímos, os mal entendidos que vemos serem nutridos aos poucos, as memórias criadas, sublimadas ou dominadas pelas impressões. E aqueles reiterados silêncios. Como lembra Eduardo Halfon, “Hacer literatura es el arte de manipular el recuerdo” (Biblioteca Bizarra). Ania, filha única e órfã de mãe ...
2024
A telepatia nacional
O insólito literário é a chave de leitura que consegue dar conta dos absurdos da história recente humana, perpetrados pelos processos de colonização europeus. E Roque Larraquy tece com maestria seu insólito, adicionando temas caros à ficção científica nesta crítica a facetas argentinas que esse país desejaria esquecer. A telepatia nacional, como nas melhores histórias da literatura fantástica, in...
Placebo
PLACEBO é um procedimento falso, que apresenta efeitos terapêuticos devido a causas psicológicas do paciente que será tratado: é algo que alcança seu efeito máximo na subjetividade. José Maria Brindisi leva a subjetividade até o esgotamento neste livro, seja na linguagem sem fôlego, na asfixia de Becerra, o protagonista, ou na trama vertiginosa. PLACEBO é um romance que fala sobre a decadência do...
Mulher ao Mar Brasil
Nesta Mulher ao Mar, o novo irrompe. Irrompe exactamente do rasgão que produz no arcaico. É o recém-nascido que matou na exsanguinação do parto a mãe, mas que não se liberta dos seus genes. Ao longo dele, vamos deparando com espartilhos formais, glosas, sonetos. Com pesadas palavras já não ditas, anelo, cenho, cilício, tersas. Estas convivem com um léxico da vulgaridade, a que não falta mesmo a F-...
A encomenda
A narradora deste romance inquietante é uma mulher mergulhada em incertezas, que vive a cinco mil quilômetros de seu país natal, trabalha para uma agência de publicidade, quer obter uma bolsa para ir escrever na Holanda e mantém videochamadas periódicas com sua irmã. Em cada ângulo de sua vida estão seus medos e sua solidão, suas lembranças, seus desejos de maternidade, e o tecido muitas vezes frá...
Restos de azul
Em Restos de Azul, uma professora de língua portuguesa é afastada de suas atividades laborais em decorrência de um grave episódio de esgotamento físico e mental. Esse é o ponto de partida deste impressionante romance que apresenta, de maneira melancólica e desconcertante, uma anatomia da depressão, costurada desde fractais da solidão humana cujo espatifamento é apenas interrompido a partir da che...
2024
As aventuras da China Iron
“Foi o brilho”, assim começa As aventuras da China Iron. A história conta o renascer de Iron, mulher mestiça que escapa do marido acompanhada da cadela Estreya. Elas encontram Liz, uma inglesa com quem cruzarão a pampa argentina rumo ao delta do rio Paraná. Tudo nesta narrativa é intensificado sob a luz pampeana: cores, saberes-sabores, o amor lésbio, a linguagem prismática e a comunicação interes...
2024
#SemFiltro
Gustavo Fridman gosta de anjos, gosta de escrever sobre anjos, como um escritor judeu nova-iorquino de que gosto muito, Bernard Malamud. Em sala de aula, já brinquei muitas vezes de que o Gustavo é o “Malamud do Bom Fim” ou o “Malamud da Literatura Gaúcha” Mas, nessa novela, Gustavo não trata de anjos, como em seus contos. Ou trata? Um adolescente, nerd ou não, não é um anjo? O herói de #Semfiltro...
Vertigem do chão
Essa Vertigem do Chão não se desmente. Tridapalli escreveu um livro corajoso, diferente, dissonante até nas suas harmonias. Um livro que desorienta, tira o chão. Para quem não quer mais do mesmo. Para quem quer mais e quer riscos; quer atrito: novidade. Um livro para quem acha que o romance brasileiro, hoje, pode ainda ser outro. – Caetano Galindo Poucas pessoas teriam domínio técnico suficiente ...
A reflexão da literatura
A reflexão da literatura, de Edson Rosa da Silva, traz ao leitor uma série de 14 ensaios focados sobretudo na literatura e cultura francesas dos séculos XIX e XX, mas também com generosas contribuições aos estudos da obra do ensaísta e filósofo berlinense Walter Benjamin. O grande destaque desta bela obra é sem dúvida o estudo da complexa figura e da obra de André Malraux. O pensador francês foi ...
2024
A estirpe
A capacidade de fazer rir de uma tragédia, de afligir com uma letargia, de angustiar com o desespero alheio e chocar com o rumo que uma história pode tomar. Talvez essa seja a definição de A estirpe, de Carla Maliandi. Em plena festa de aniversário, um globo espelhado cai do teto sobre a cabeça de Ana. Um tanto cômico, se não fosse trágico. O ocorrido faz com que perca a memória, as palavras, os a...
Impossível sair da Terra
Os dez contos e a nouvelle aqui reunidos são Alejandra Costamagna em estado puro. Ou seja: uma autora com pleno e total domínio da melhor técnica narrativa, com olhos de pescador atento diante da vida, suas contradições e surpresas. E, claro, atentos para os desastres do amor. Já com seu primeiro livro, o romance En voz baja, de 1996 – quando ela tinha 26 anos – Alejandra Costamagna chamou, e muit...
2024
O silêncio daqueles que vencem as guerras
Prepare-se para conhecer Henakandaya, a cidade mítica criada por Marco Severo. Desde sua fundação por Elias Carcará, em 1820, e ao longo de mais 300 anos, o leitor adentrará um lugar como nenhum outro: Henakandaya tem suas próprias vontades, faz acontecer e desacontecer ao longo do tempo, alterando o rumo de seus moradores e de si mesma, transformando em lenda quem quer que atravesse sua História....
2024
Os blues que não dançamos
"Será que você vai ser muito melhor com o próximo do que foi comigo, Pedro? Será que o próximo vai amar seu sofá vermelho como eu? Seus cabelos rebeldes? Sua voz rouca de álcool, cigarro e café? Será que o próximo vai amar o seu passado suburbano como eu? Agora sou carne viva por dentro. Puxo o ar e respiro fundo para ver se o oxigênio me preenche, mas a única coisa que consigo é um suspiro."
2024
Não acredito no eco dos trovões
Considerado o poeta chinês mais eminente da atualidade, Bei Dao é uma voz incontornável e a mais representativa da poesia contemporânea chinesa. Na China, tornou-se num ídolo dos leitores da sua geração e posteriores, mantendo sempre viva a memória de como um novo estilo de poesia se pretendia livrar do discurso convencionado pela política, trazendo uma lufada de ar fresco à poesia contemporânea c...
2024
Válvula de ferro ou de carne
O livro de Laís Oliveira é um corpo que vibra palavras, mergulhos e abismos. É também um coração que se abre e bombeia ar – não um ar totalmente puro – em tempos de fascismo, fome e “…o horror/ nas asas de um urubu”, mas um ar que só a poesia enfrenta. Por isso, as palavras que mais se repetem no livro são corpo e coração: a anatomia do corpo presente nos versos converte-se em anatomia de lingua...
2024
Fatal Error
A força da boa literatura reside no fato de que ela nos desnuda, evidenciando e desnovelando as diversas camadas de nossos dilemas e questões, em qualquer tempo. Fatal error, para além de colocar sob os holofotes a essência do comportamento humano, revelando-nos, o faz de maneira que permite ao leitor vislumbrar o agora e os tempos que virão, dando a possibilidade de compreender um mundo em que – ...
2024
Boca de cachorro louco
Quantas mulheres já não ouviram frases como “Homem é assim mesmo.”, “Se ainda tá com ele é porque gosta de apanhar.” ou “Deixa de ser doida, o cara é gente boa.”, ditas por homens ou por outras mulheres? A culpa de um relacionamento tóxico é jogada em seus ombros desde que o mundo é mundo. São poucas aquelas que reconhecem o prejuízo sofrido com a violência, menos ainda as que têm coragem de falar...
2024
o livro das mãos
Pelas mãos da poeta Gisela Ramos Rosa, versos nascem certeiros, contam sobre o passado e o silêncio. Neles, a precisão das palavras, colocações poéticas que, mesmo em um tom etéreo, faz o leitor se ver ou se ler no poema. Por isso, acredito que gostar de poesia é algo bastante pessoal. É possível encontrar qualidade nos versos, mas a identificação é de cada um. Gisela fala não apenas por ela mesm...
2024
reabitar
“Este REABITAR de primorosa poesia oferece poemas reinando em contínua corrente, onde imagens e mensagens tendem a fundir-se umas nas outras, num fluxo de pensamento cujo leito salta da página para atingir a mente do leitor. É um livro prenhe de dizeres que nos remetem para outras descobertas – para outros caminhos, num sucedâneo de linguagens poéticas. Ele diz dos invisíveis enraizados em escombr...
O cacto não cresceu
Poemas sobre curtas existências, lapsos de ações, memórias e absorção. Nesse livro, o autor envereda pela imaginação e monta recordações sobre a terra, o mar, a morte, o tempo, os sentimentos e a infância. A solidão e sua ação contemplativa ganham voz, todavia, uma voz distante e quase deserta, criando atmosfera de reclusão e disciplina sobre as vontades. Trata-se não do abandono social, mas do ab...
2024
Luto, cansaços e dores
Os quartos são sujos e soterrados de melancolia. Os corpos não se adequam ao que o Lado de Fora diz que devem ser. É a esse tipo de inconformidade, e outras tantas, que as personagens dos contos de Mahana tentam sobreviver. Há um plano quase alinhado àquela melancolia habitante da respiração cansada de cada personagem, que arrastam o passo seguinte para algum plano, tentativas de resistir, ou um c...
Baleia morta e outras fomes
Este livro esbanja a capacidade de nos fazer sentir carinho, raiva e estranhamento, tudo conforme nos guia a mão hábil do autor. Por isso não surpreende que nos vejamos na situação de sentir empatia por um assassino ou medo de uma mulher encantadora. Todos os contos aqui reunidos são breves e certeiros: eles miram na jugular e nunca erram o alvo. Alguns nos deixam comovidos, outros despertam uma p...
2024
Não ditos populares
O cotidiano, esse monótono passar de dias e tarefas ordinárias, pode, no entanto, despertar grande interesse a depender do ângulo em que se olha. A crônica é a proposta literária para amenizar a aridez do dia a dia com lirismo e reflexões a partir de situações banais.Não Ditos Populares traz 60 crônicas de temática diversa, mas com esse espírito – o de colocar o foco no cotidiano a partir de um me...
2024
No reino da Dinamarca
Como dirá Joana Meirim, pesquisadora sobre a obra do poeta, ler “No Reino da Dinamarca é uma oportunidade de perceber o diagnóstico e de testar a terapêutica, utilizando os termos de António Franco Alexandre. Também há algo de podre No Reino da Dinamarca de O’Neill, na óbvia alusão ao Hamlet, de Shakespeare, não só do ponto de vista moral, mas também na forma como se escreve. Neste livro, o leitor...
2024
A subtração
Felipe e Iquela são dois jovens amigos que residem em Santiago e vivem o legado da ditadura do Chile. Felipe anda pelas ruas contando corpos reais e imaginários, aspirando a um número perfeito que possa oferecer algum ‘encerramento’ para si. Em paralela a essa amizade, temos a de Iquela e Paloma, que são velhas conhecidas da infância, e que buscam uma maneira de conciliar suas vidas frágeis com o ...
Avenidas da alma
Que coisa é a alma? De que substância é composta? Como tornar apreensível algo que é sopro, espírito, matéria diáfana? Pois Júlio, generosamente, entrega um mapa de sua alma nesses poemas, na esperança de que os leitores encontrem seus próprios mapas para dentro de si mesmos.A alma é uma cidade, às vezes com prédios em ruínas, insistentes, sonhando com a permanência, nem que seja de uma nesga da m...
2024
Coisas piores
Em sete breves relatos, Margarita García Robayo demonstra sua habilidade para mostrar o lado mais difícil das coisas. Seus personagens, expostos em sua complexa humanidade, lutam desesperadamente em um mundo no qual simplesmente não se encaixam. Uma mulher que tenta colocar ordem em sua nova vida de enferma; um homem preso em um enorme hotel; as incertezas de um casal frente a seu filho obeso; um...
Meus dedos sentem falta do seu cheiro
L. e Miguel estão apaixonados, ou seus corpos estão em fúria, como em João Gilberto Noll, e ainda procuram nomes para o que sentem. Suas masculinidades criam afetos que percorrem os corpos por vias congestionadas de sexo, silêncios e deslocamentos, entre Brasil (São Paulo, Ceará, Paraná) e Espanha (Barcelona) – lugares Presente e também lembranças e Passado. L. conta recordações dizendo-se escrito...
2024
Até que passe um furacão
As praias do Caribe são destinos cobiçados pelos turistas, mas quando se observa do ponto de vista de seus habitantes, a história muda de figura. A pobreza, o descaso e o baixo (ou nulo) investimento em infraestrutura para os moradores locais faz com que estes só queiram uma coisa: melhorar de vida. E a melhora que têm em vista é o também cobiçado “sonho americano”. Em Até que passe um furacão, a...
2024
doce azedo amaro
O livro de doce azedo amaro, de Theo G. Alves é uma viagem pela poesia ainda possível de encontrar num mundo feito só de brutalidades. Cabe ao poeta descobrir essas palavras generosas ao homem para tornar a vida melhor, nem que seja por um instante. Como diz o poeta, em um de seus poemas, antes da poesia era só o estampido, o soco, o tiro, o golpe, a faca, a foice. Mas a poesia tem, sim, o poder d...
2024
