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Quando a Terra Deixou de Falar Capa ilustrativa

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Quando a Terra Deixou de Falar

Capa ilustrativa

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Quando a Terra Deixou de Falar Capa ilustrativa

Quando a Terra Deixou de Falar

Ano:   Editora: 34

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Ludy Livros Ludy Livros RS - Porto Alegre
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Quando a terra deixou de falar: contos da mitologia marubo Capa ilustrativa

Quando a terra deixou de falar: contos da mitologia marubo

Ano:   Editora: Trinta Quatro

Tipo: novo

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Descrição livro novo nunca manuseado

Quando a terra deixou de falar: contos da mitologia marubo Capa ilustrativa

Quando a terra deixou de falar: contos da mitologia marubo

Ano:   Editora: Trinta Quatro

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Quando a terra deixou de falar: contos da mitologia marubo Capa ilustrativa

Quando a terra deixou de falar: contos da mitologia marubo

Ano:   Editora: Trinta Quatro

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Quando a Terra deixou de falar - Cantos da mitologia marubo

Quando a Terra deixou de falar - Cantos da mitologia marubo

Ano:   Editora: Editora 34

Tipo: novo

Livraria 30porcento Livraria 30porcento SP - São Paulo
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Descrição Reunindo treze narrativas míticas dos Marubo, povo que habita a região do Alto Rio Ituí, no Amazonas, próximo à fronteira com o Peru, Quando a Terra deixou de falar introduz o leitor brasileiro na rica poética desses índios e suas formas extremamente originais de pensamento. Registradas a partir dos cantos dos pajés Armando Mariano, Antonio Brasil, Paulino Joaquim, Lauro Brasil e Robson Dionísio Doles Marubo, as narrativas — aqui apresentadas em edição bilíngue, com comentários e notas — foram traduzidas com rigor e inventividade por Pedro Cesarino, constituindo “um trabalho de primeira grandeza”, segundo Manuela Carneiro da Cunha, dentro de nossa antropologia e literatura.

Os cantares míticos reunidos, traduzidos e apresentados em Quando a Terra deixou de falar vinculam-se, de maneira profunda, ao conhecimento xamanístico dos Marubo — povo que habita a região do Alto Rio Ituí, no Amazonas, próximo à fronteira com o Peru. Como tal, eles revelam não só um outro entendimento do espaço e do tempo, mas uma concepção inteiramente diversa de pessoa, que, para os Marubo, não é unitária, mas constituída por uma multiplicidade de corpos, visíveis e invisíveis.

Partindo de um estudo detalhado da língua e da cosmologia, Pedro Cesarino — professor de Antropologia da Universidade de São Paulo — trabalhou em estreita colaboração com os pajés cantadores Antonio Brasil, Lauro Brasil, Paulino Joaquim, Armando Mariano e Robson Dionísio Doles Marubo para verter treze narrativas míticas que contam, entre outros episódios ocorridos no “tempo do surgimento”, a formação do Céu e da Terra, dos espíritos, dos animais, dos antepassados e dos estrangeiros.

Em edição bilíngue, com apresentação, notas e comentários, Quando a Terra deixou de falar é uma obra ímpar, que, combinando etnologia, linguística e literatura contemporâneas, aproxima o leitor brasileiro das poéticas ameríndias e suas formas originais de pensamento. Para tanto, estas traduções recusam todo lugar-comum e procuram recriar em português, com extremos rigor e inventividade, os ritmos, as reiterações e as metáforas do canto marubo.

Sobre os autores

Pedro de Niemeyer Cesarino é graduado em filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre e doutor em antropologia social pelo Museu Nacional/UFRJ, com pós-doutorado em Letras na USP. Publicou o livro Oniska: poética do xamanismo na Amazônia (2011), além de ensaios em revistas como Novos Estudos, Revista de Antropologia e Journal de la Société des Américanistes. Entre 2010 e 2013 lecionou no Departamento de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo e atualmente é professor do Departamento de Antropologia da FFLCH-USP.

Antonio Brasil Marubo, Lauro Brasil Marubo e Paulino Joaquim Marubo são importantes kechitxo (rezadores) que vivem no Alto Rio Ituí, na Terra Indígena Vale do Javari, Amazonas. Paulino é chefe da comunidade Paraguaçu. Antonio é chefe da comunidade Alegria, onde também vivia seu irmão Lauro, já falecido. Armando Mariano Marubo e Robson Dionísio Doles Marubo são pajés romeya, além de rezadores. Armando é chefe da comunidade Paraná e Robson é professor da comunidade Vida Nova, também localizadas no Alto Rio Ituí.

Quando a Terra deixou de falar - Cantos da mitologia marubo

Quando a Terra deixou de falar - Cantos da mitologia marubo

Ano:   Editora: Editora 34

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Descrição Reunindo treze narrativas míticas dos Marubo, povo que habita a região do Alto Rio Ituí, no Amazonas, próximo à fronteira com o Peru, Quando a Terra deixou de falar introduz o leitor brasileiro na rica poética desses índios e suas formas extremamente originais de pensamento. Registradas a partir dos cantos dos pajés Armando Mariano, Antonio Brasil, Paulino Joaquim, Lauro Brasil e Robson Dionísio Doles Marubo, as narrativas — aqui apresentadas em edição bilíngue, com comentários e notas — foram traduzidas com rigor e inventividade por Pedro Cesarino, constituindo “um trabalho de primeira grandeza”, segundo Manuela Carneiro da Cunha, dentro de nossa antropologia e literatura.

Os cantares míticos reunidos, traduzidos e apresentados em Quando a Terra deixou de falar vinculam-se, de maneira profunda, ao conhecimento xamanístico dos Marubo — povo que habita a região do Alto Rio Ituí, no Amazonas, próximo à fronteira com o Peru. Como tal, eles revelam não só um outro entendimento do espaço e do tempo, mas uma concepção inteiramente diversa de pessoa, que, para os Marubo, não é unitária, mas constituída por uma multiplicidade de corpos, visíveis e invisíveis.

Partindo de um estudo detalhado da língua e da cosmologia, Pedro Cesarino — professor de Antropologia da Universidade de São Paulo — trabalhou em estreita colaboração com os pajés cantadores Antonio Brasil, Lauro Brasil, Paulino Joaquim, Armando Mariano e Robson Dionísio Doles Marubo para verter treze narrativas míticas que contam, entre outros episódios ocorridos no “tempo do surgimento”, a formação do Céu e da Terra, dos espíritos, dos animais, dos antepassados e dos estrangeiros.

Em edição bilíngue, com apresentação, notas e comentários, Quando a Terra deixou de falar é uma obra ímpar, que, combinando etnologia, linguística e literatura contemporâneas, aproxima o leitor brasileiro das poéticas ameríndias e suas formas originais de pensamento. Para tanto, estas traduções recusam todo lugar-comum e procuram recriar em português, com extremos rigor e inventividade, os ritmos, as reiterações e as metáforas do canto marubo.

Sobre os autores

Pedro de Niemeyer Cesarino é graduado em filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre e doutor em antropologia social pelo Museu Nacional/UFRJ, com pós-doutorado em Letras na USP. Publicou o livro Oniska: poética do xamanismo na Amazônia (2011), além de ensaios em revistas como Novos Estudos, Revista de Antropologia e Journal de la Société des Américanistes. Entre 2010 e 2013 lecionou no Departamento de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo e atualmente é professor do Departamento de Antropologia da FFLCH-USP.

Antonio Brasil Marubo, Lauro Brasil Marubo e Paulino Joaquim Marubo são importantes kechitxo (rezadores) que vivem no Alto Rio Ituí, na Terra Indígena Vale do Javari, Amazonas. Paulino é chefe da comunidade Paraguaçu. Antonio é chefe da comunidade Alegria, onde também vivia seu irmão Lauro, já falecido. Armando Mariano Marubo e Robson Dionísio Doles Marubo são pajés romeya, além de rezadores. Armando é chefe da comunidade Paraná e Robson é professor da comunidade Vida Nova, também localizadas no Alto Rio Ituí.

Quando a Terra deixou de falar - Cantos da mitologia marubo

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Ano:   Editora: Editora 34

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Os cantares míticos reunidos, traduzidos e apresentados em Quando a Terra deixou de falar vinculam-se, de maneira profunda, ao conhecimento xamanístico dos Marubo — povo que habita a região do Alto Rio Ituí, no Amazonas, próximo à fronteira com o Peru. Como tal, eles revelam não só um outro entendimento do espaço e do tempo, mas uma concepção inteiramente diversa de pessoa, que, para os Marubo, não é unitária, mas constituída por uma multiplicidade de corpos, visíveis e invisíveis.

Partindo de um estudo detalhado da língua e da cosmologia, Pedro Cesarino — professor de Antropologia da Universidade de São Paulo — trabalhou em estreita colaboração com os pajés cantadores Antonio Brasil, Lauro Brasil, Paulino Joaquim, Armando Mariano e Robson Dionísio Doles Marubo para verter treze narrativas míticas que contam, entre outros episódios ocorridos no “tempo do surgimento”, a formação do Céu e da Terra, dos espíritos, dos animais, dos antepassados e dos estrangeiros.

Em edição bilíngue, com apresentação, notas e comentários, Quando a Terra deixou de falar é uma obra ímpar, que, combinando etnologia, linguística e literatura contemporâneas, aproxima o leitor brasileiro das poéticas ameríndias e suas formas originais de pensamento. Para tanto, estas traduções recusam todo lugar-comum e procuram recriar em português, com extremos rigor e inventividade, os ritmos, as reiterações e as metáforas do canto marubo.

Sobre os autores

Pedro de Niemeyer Cesarino é graduado em filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre e doutor em antropologia social pelo Museu Nacional/UFRJ, com pós-doutorado em Letras na USP. Publicou o livro Oniska: poética do xamanismo na Amazônia (2011), além de ensaios em revistas como Novos Estudos, Revista de Antropologia e Journal de la Société des Américanistes. Entre 2010 e 2013 lecionou no Departamento de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo e atualmente é professor do Departamento de Antropologia da FFLCH-USP.

Antonio Brasil Marubo, Lauro Brasil Marubo e Paulino Joaquim Marubo são importantes kechitxo (rezadores) que vivem no Alto Rio Ituí, na Terra Indígena Vale do Javari, Amazonas. Paulino é chefe da comunidade Paraguaçu. Antonio é chefe da comunidade Alegria, onde também vivia seu irmão Lauro, já falecido. Armando Mariano Marubo e Robson Dionísio Doles Marubo são pajés romeya, além de rezadores. Armando é chefe da comunidade Paraná e Robson é professor da comunidade Vida Nova, também localizadas no Alto Rio Ituí.

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Os cantares míticos reunidos, traduzidos e apresentados em Quando a Terra deixou de falar vinculam-se, de maneira profunda, ao conhecimento xamanístico dos Marubo — povo que habita a região do Alto Rio Ituí, no Amazonas, próximo à fronteira com o Peru. Como tal, eles revelam não só um outro entendimento do espaço e do tempo, mas uma concepção inteiramente diversa de pessoa, que, para os Marubo, não é unitária, mas constituída por uma multiplicidade de corpos, visíveis e invisíveis.

Partindo de um estudo detalhado da língua e da cosmologia, Pedro Cesarino — professor de Antropologia da Universidade de São Paulo — trabalhou em estreita colaboração com os pajés cantadores Antonio Brasil, Lauro Brasil, Paulino Joaquim, Armando Mariano e Robson Dionísio Doles Marubo para verter treze narrativas míticas que contam, entre outros episódios ocorridos no “tempo do surgimento”, a formação do Céu e da Terra, dos espíritos, dos animais, dos antepassados e dos estrangeiros.

Em edição bilíngue, com apresentação, notas e comentários, Quando a Terra deixou de falar é uma obra ímpar, que, combinando etnologia, linguística e literatura contemporâneas, aproxima o leitor brasileiro das poéticas ameríndias e suas formas originais de pensamento. Para tanto, estas traduções recusam todo lugar-comum e procuram recriar em português, com extremos rigor e inventividade, os ritmos, as reiterações e as metáforas do canto marubo.

Sobre os autores

Pedro de Niemeyer Cesarino é graduado em filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre e doutor em antropologia social pelo Museu Nacional/UFRJ, com pós-doutorado em Letras na USP. Publicou o livro Oniska: poética do xamanismo na Amazônia (2011), além de ensaios em revistas como Novos Estudos, Revista de Antropologia e Journal de la Société des Américanistes. Entre 2010 e 2013 lecionou no Departamento de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo e atualmente é professor do Departamento de Antropologia da FFLCH-USP.

Antonio Brasil Marubo, Lauro Brasil Marubo e Paulino Joaquim Marubo são importantes kechitxo (rezadores) que vivem no Alto Rio Ituí, na Terra Indígena Vale do Javari, Amazonas. Paulino é chefe da comunidade Paraguaçu. Antonio é chefe da comunidade Alegria, onde também vivia seu irmão Lauro, já falecido. Armando Mariano Marubo e Robson Dionísio Doles Marubo são pajés romeya, além de rezadores. Armando é chefe da comunidade Paraná e Robson é professor da comunidade Vida Nova, também localizadas no Alto Rio Ituí.

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Sobre os autores

Pedro de Niemeyer Cesarino é graduado em filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre e doutor em antropologia social pelo Museu Nacional/UFRJ, com pós-doutorado em Letras na USP. Publicou o livro Oniska: poética do xamanismo na Amazônia (2011), além de ensaios em revistas como Novos Estudos, Revista de Antropologia e Journal de la Société des Américanistes. Entre 2010 e 2013 lecionou no Departamento de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo e atualmente é professor do Departamento de Antropologia da FFLCH-USP.

Antonio Brasil Marubo, Lauro Brasil Marubo e Paulino Joaquim Marubo são importantes kechitxo (rezadores) que vivem no Alto Rio Ituí, na Terra Indígena Vale do Javari, Amazonas. Paulino é chefe da comunidade Paraguaçu. Antonio é chefe da comunidade Alegria, onde também vivia seu irmão Lauro, já falecido. Armando Mariano Marubo e Robson Dionísio Doles Marubo são pajés romeya, além de rezadores. Armando é chefe da comunidade Paraná e Robson é professor da comunidade Vida Nova, também localizadas no Alto Rio Ituí.

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