Blog da Estante Virtual

17.05.2012

On The Road de Jack Kerouac – o clássico que marcou gerações vai virar filme

agostinho blogou @ 3:22 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

Criatividade espontânea, liberdade de expressão e igualdade. Essas são apenas algumas características da Geração Beat, jovens intelectuais dos anos 50 e 60 que enlouqueceram os conservadores americanos durante décadas com sua contracultura. Toda essa transgressão foi impulsionada principalmente pela publicação de um livro: On The Road (On The Road – Pé Na Estrada, no Brasil), de Jack Kerouac, lançado em 1957 nos EUA.

Além de influenciar uma geração, o livro também inaugurou uma nova forma de narrativa: o estilo Beat de escrever. Com palavras e ideias jogadas de forma verborrágica, instigando os sentidos do leitor a todo o momento, Kerouac faz algo inédito na literatura até então, vai além da simples descrição para inserir os leitores num universo de percepções através do qual conta a história do estudante e escritor Sal Paradise e seus amigos, dentre eles Dean Moriaty, um jovem libertário do Oeste que passou a infância em reformatórios e chegou a Nova Iorque para se “intelectualizar”. Dean se aproxima de Sal para aprender a arte da escrita e assim começa uma longa amizade. Juntos, os jovens percorrem dezenas de cidades americanas em busca da última fronteira, vivendo histórias de muito jazz, drogas e romance.

Existem vários mitos em torno de On The Road, e alguns foram fomentados pelo próprio autor, como revela o tradutor Eduardo Bueno na edição da L&PM. Um deles é que Jack Kerouac escreveu o livro inteiro em apenas 3 semanas, após ter passado 7 anos na estrada com seus amigos. De fato, o original do livro foi todo escrito em abril de 1951 num rolo de papel para telex, escrevendo o autor durante 14 horas ininterruptas por dia um texto sem parágrafos. Porém, depois de anos sendo recusado por diversas editoras, Kerouac reescreveu o livro diversas vezes até ser publicado. Ainda assim, a editora Viking Press fez com que o autor suprimisse 120 páginas de seu texto e incluiu diversas vírgulas desnecessárias, segundo o próprio Kerouac.

Agora, depois de 20 anos, finalmente o enredo de On The Road chegará às telas de cinema. O diretor Walter Salles e o roteirista José Rivera conseguiram trazer para os cinemas o filme que Francis Coppola, Gus Van Sant e Johnny Depp tentaram fazer em vão em 1992, e que muitos fãs no mundo inteiro ansiavam em assistir. Estreia em junho, no Brasil, o filme “Na Estrada”, baseado na obra-prima de Jack Kerouac. Fatalmente, o livro que na edição da L&PM possui 380 páginas não será contemplado com exatidão nas telonas, em todas as suas reflexões, ações e comportamentos. Porém, com o longa, leitores que não tinham conhecimento deste livro que marcou gerações poderão ter sua curiosidade e inquietação literária abaladas.

On The Road, que na Estante Virtual você encontra a partir de R$13, por fim, é uma semi-autobiografia de Kerouac, sendo ele representado por Sal Paradise, Dean Moriarty é o personagem de seu amigo Neal Cassady, Carlo Marx é o poeta Allen Ginsberg e Old Bull Lee é o escritor William Burroughs. Veja a seguir os livros mais famosos desses autores e outros livros Beat que, juntamente com On The Road, influenciaram gerações.

On the Road – Pé na Estrada 

Jack Kerouac

Tristessa 

Jack Kerouac

Uivo 

Allen Ginsberg

Almoço Nu 

William Burroughs

Cartas do Yage 

William Burroughs
/ Allen Ginsberg

A partir de R$13,00 na Estante Virtual A partir de R$6,50 na Estante Virtual A partir de R$10,00 na Estante Virtual A partir de R$35,00 na Estante Virtual A partir de R$6,50 na Estante Virtual
O Primeiro Terço 

Neal Cassady

Kerouac – Biografia 

Yves Buin

Um Parque de Diversões
da Cabeça
 

Lawrence Ferlinghetti

Deus da Chuva e da Morte 

Jorge Mautner

Geração Beat 

Claudio Willer

A partir de R$7,90 na Estante Virtual A partir de R$8,00 na Estante Virtual A partir de R$8,00 na Estante Virtual A partir de R$50,00 na Estante Virtual A partir de R$9,00 na Estante Virtual

25.11.2011

Literatura Brutalista – uma literatura sem abrandamento

agostinho blogou @ 3:26 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores

Os detetives já não são mais tão heróis assim, e os assassinos são amorais. Essas são duas das principais características do gênero literário que vem sendo trabalhado por alguns autores brasileiros nas últimas décadas: a literatura brutalista.

Essa literatura foi batizada por Alfredo Bosi em 1975, no livro O conto brasileiro contemporâneo, quando o teórico se refere às obras de Rubem Fonseca (principalmente os contos das décadas de 60 e 70), considerado um dos inauguradores da literatura brutalista no Brasil. Também conhecido como neo-realismo violento, esse gênero tem características bem específicas e, apesar de beber na fonte da literatura noir ou policial, ele possui outros atributos que o diferem desta.

No gênero policial tradicional, temos sempre um crime brutal (geralmente um assassinato), e um investigador genial, como Sherlock Holmes, por exemplo, que vai à cena do crime e dá início à caçada ao assassino. Até aí, temos semelhanças com as histórias como as de Rubem Fonseca, mas as coisas começam a se diferenciar quando prestamos um pouco mais de atenção nos investigadores.

Enquanto no romance policial temos geralmente personagens geniais, com inteligência metafísica, como nos romances de Sir Arthur Conan Doyle e Edgar Allan Poe, ou com grande intuição, como nos livros de Dashiell Hammett ou Raymond Chandler, nos contos e romances de Rubem Fonseca e dos escritores da literatura brutalista vemos um investigador simples, tão humano quanto os assassinos, e que possui vícios, defeitos, características sombrias, muito diferente do herói que esse tipo de personagem costumava representar.

Isso porque os investigadores estão inseridos em histórias urbanas contextualizadas com a violência gerada pela exclusão social dos grandes centros urbanos. Agora não existe mais mocinho ou bandido. Os protagonistas vivem dilemas e os antagonistas são amorais, não têm remorso ou culpa por seus crimes, ou seja, os criminosos são brutais unicamente pela natureza humana, sejam das camadas superiores ou inferiores da sociedade.

Essa violência é demonstrada também através da linguagem utilizada na literatura brutalista: frases curtas, diretas, sem abrandamentos e altamente simples para que o leitor não tenha a menor dúvida de que a violência está presente. Esse choque gera um fascínio por tal tipo de literatura. É muito diferente de tudo o que vinha sendo feito, mesmo os mais realistas dos autores não conseguiram atingir esse nível de sofisticação na representação da realidade.

As investigações e o cotidiano relatados nas obras de autores como Rubem Fonseca, João Antonio, Wander Piroli, Sérgio Sant’Anna, e, mais tarde, na década de 90, por Marcelino Freire e Marçal Aquino e Patrícia Melo, são surpreendentes e chocam os leitores mais desavisados que esperam encontrar o clássico investigador super inteligente ou, até mesmo nas histórias que não são policiais, um cotidiano simples de personagens brandos.

Busque na Estante Virtual os principais livros de literatura brutalista ou policial dos autores citados neste post:

26.05.2011

Livros também são tema de tirinhas

agostinho blogou @ 4:32 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

tirinha é um gênero muito apreciado não só por jovens leitores, mas também por leitores mais experientes, que sempre recordam sua infância através dos jornais durante a semana, ou até mesmo em coletâneas publicadas em livros. Os assuntos das tirinhas são diversos, e na maioria das vezes elas servem para diversão ou para reflexão sobre algum tema. Reunimos alguns quadrinhos famosos em que os personagens estão tendo alguma experiência com os livros e a leitura, todos muito divertidos.

A primeira tirinha que escolhemos é o clássico Pato Donald, da Disney. Perdido em uma ilha deserta, Pato Donald encontra uma caixa com 50 livros de um mesmo título: Robinson Crusoé, de Daniel Defoe. Um achado e tanto para o personagem!

Pato Donald

Outro clássico da Disney que marcou gerações é o Mickey. Acompanhado por Pateta, o ratinho tem uma grande surpresa quando o amigo lhe empresta um livro policial com o título O mordomo não é o culpado.

Mickey Mouse

O cartunista brasileiro Fernando Gonsales também usou os livros como tema na tirinha da Barata Fliti, da famosa série Níquel Náusea. Ela retrata o poder dos livros sobre os leitores de uma forma muito criativa!

Níquel Náusea

Antônio Silvério é autor das tirinhas do Urbano, O Aposentado, que fazem sucesso nos jornais desde 1986. Nesta, o personagem Urbano embarca num livro de ficção científica durante seu tempo livre.

Urbano, o aposentado

Urbano, mostrando ser um grande apreciador de literatura, cita Victor Hugo, importante escritor e poeta francês autor de Os Miseráveis e O Corcunda de Notre-Dame, entre muitos outros livros.

Urbano, o aposentado fala sobre Victor Hugo

Garfield, o famoso gato criado por Jim Davis que já virou até filme, esqueceu-se de ler os livros e foi direto à refeição, sua atividade favorita. Garfield é hoje a segunda tirinha mais lida em todo o mundo, perdendo apenas para Peanuts.

Garfield

E por falar neles, Charlie Brown, Snoopy e sua turma contam na tirinha Peanuts quais são as suas seções prediletas no jornal. Utilizando uma metalinguagem — o personagem da tirinha de jornal fala sobre o próprio jornal — o Peanuts incentiva a leitura dos jovens de forma cômica e despretensiosa. Os personagens fazem tanto sucesso que foi lançada inclusive uma série de livros chamada Peanuts Completo, que reúne as tirinhas desde sua criação em 1950.

Peanuts

Da terra de Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares, o cartunista argentino Quino também desenhou sua clássica tirinha da Mafalda com o tema da leitura. Desta vez, a leitura de dicionários.

Mafalda

Essas e outras tirinhas sobre livros e bibliotecas você poderá encontrar no blog Bibliocomics.

Gostou das histórias em quadrinho? Costuma lê-las frequentemente? Então não deixe de comentar esse post e contar qual a sua tirinha predileta!

16.05.2011

Mashups literários – os DJ’s dos livros

agostinho blogou @ 1:08 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

O mashup é um termo que está na moda. Na música, vários artistas aproveitam ritmos diferentes, os misturam, e daí nasce o mashup, que significa mistura em português. Na literatura, esse conceito também vem sendo explorado, misturando frases e personagens de livros clássicos de domínio público a histórias mais contemporâneas, de vampiros, zumbis, mutantes e bruxas, na maioria das vezes. Esses são os chamados mashups literários, ou mashup novel, um novo gênero que está ganhando cada vez mais força no Brasil.

Uma das finalidades é introduzir a literatura mais clássica aos novos leitores, incentivando os jovens a conhecerem também os grandes nomes da literatura como Jane Austen, Machado de Assis, Bernardo Guimarães e José de Alencar, por exemplo. Na maioria dos livros de mashup, os autores contemporâneos utilizam frases inteiras do livro original, ou até fazem uma paráfrase. É muito interessante ler a obra clássica e, em seguida, ler o mashup, para identificar o quanto o “novo autor” usou dos grandes escritores. Porém, a crítica literária não entende dessa forma. Para os críticos, os mashups apenas desvirtuam a obra original, acabando com a genialidade dos autores e, como resultado, fazendo uma história inferior comparativamente à primeira.

Um dos maiores sucessos dos mashups literários é Orgulho e Preconceito e Zumbis, do original de Jane Austen reescrito por Seth Grahame-Smith. O livro vendeu mais de um milhão de exemplares em 2009 e entrou para a lista dos livros mais vendidos do jornal The New York Times. Ao segundo romance de Austen, sobre preconceitos e falsas impressões, foram adicionados zumbis, artes marciais e muita ação. Esse ano, Seth lançou seu mais novo sucesso: Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros.

Já no Brasil, Machado de Assis é o autor mais concorrido para sofrer misturas literárias. Dom Casmurro ganhou uma nova versão do autor Lucio Manfredi, intitulada Dom Casmurro e os Discos Voadores. A história adiciona discos voadores, é claro, à obra de Machado. Os olhos de ressaca de Capitu agora têm outro significado, e alienígenas e andróides estão disfarçados entre os personagens da história de Dom Casmurro. O leitor descobre ao longo da trama quem é quem de verdade.

Além dessa, Machado também recebeu uma versão para O Alienista, feita por Natalia Klein, intitulada O Alienista Caçador de Mutantes. O conto original, repleto de tiradas humorísticas e críticas políticas de Machado de Assis, ganha um pouco mais de aventura quando uma nave espacial cai em Itaguaí e uma névoa causa transformações alienígenas nas pessoas. O médico Simão Bacamarte então é escolhido pelo povo para tratar desses mutantes e recebe a alcunha de Alienista, uma mistura de Alien e especialista. Na realidade, o termo alienista significa “especialista em alienação”, como eram chamadas as doenças psíquicas àquela época. A nova versão parece ser bastante engraçada.

A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães também ganhou retoques vampirescos em Escrava Isaura e o Vampiro, de Jeovane Nunes. Senhora, livro sobre a poderosa personagem de José de Alencar, acabou virando uma bruxa, literalmente, no livro Senhora, A Bruxa de Angélica Lopes. Muitos outros mashups literários ainda estão surgindo e, por mais que os críticos digam que não, toda maneira de ler vale a pena, mesmo sendo um remake contemporâneo dos livros mais clássicos.

Você já leu algum livro mashup? Não deixe de compartilhar essa experiência com outros leitores da Estante Virtual.

 

Orgulho e
Preconceito
e Zumbis

Seth Grahame Smith

 

Abraham Lincoln
- Caçador de
Vampiros

Seth Grahame Smith

 

Dom Casmurro
e os Discos
Voadores
Lucio Manfredi

 

O Alienista
Caçador de
Vampiros
Natalia Klein

 

A Escrava
Isaura e o
Vampiro
Jeovane Nunes

 

Senhora,
a Bruxa
Angélica Lopes

11.04.2011

Como ler?

agostinho blogou @ 2:22 pm / veja outros posts sobre Campanhas e Promoções

Estante Virtual acredita que ler com prazer é ler da maneira que você achar melhor. A leitura não precisa ser sempre obrigatória, com prazos e provas como na escola, ou seguir um método específico. Quase sempre, a literatura é prejudicada por esse pragmatismo a que os leitores são submetidos desde a infância, e o prazer da leitura fica de lado.

Ler com prazer é ler da sua maneira. É achar a posição que mais lhe agrade, o trecho que mais lhe chama à atenção. É parar nesse trecho e desistir do restante do livro, pelo simples fato dele ter satisfeito sua necessidade de leitura. É partir para o próximo livro sem medo de deixar o anterior no meio. Adriana Souza, estudante de Psicologia, lembra que abandonou leituras pela metade sem dó alguma. “Existem livros que não são para serem lidos em uma única vez, tamanha sua complexidade. Por várias vezes, me deparei com um capítulo tão bom que me bastou. Isso ocorreu com Kafka, por exemplo. Um dia, talvez eu volte e leia o restante, mas o que já li me satisfez totalmente”.

Tem gente que gosta de ler rápido para fazer uma segunda leitura mais apurada. Tem gente que lê vagarosamente, degustando cada palavra e mergulhando no mundo fantástico da ficção. O importante é buscar o seu ritmo, sem que lhe imponham prazos. “Jorge Luis Borges foi o autor que mais li na minha vida. Só li dois livros, mas cada um valeu por 10 anos de leitura. Eu passava meses em cada conto, pesquisando sobre suas citações, sobre os escritores que ele mencionava na história, e isso me fez gostar do autor cada página mais”, conta Victor Aguiar, assistente administrativo.

E por que ler somente um livro por vez? Estamos habituados a consumir muita informação diariamente, em jornais, televisão ou na internet, nossa mente é perfeitamente capaz de entender tudo. Então, por que não se jogar na literatura e devorar vários livros ao mesmo tempo? É isso que faz constantemente Marcos Costa, estudante de Letras. “Na minha mochila, carrego ao menos 3 livros, cada um para uma situação diferente: se estou no ônibus, gosto de ler literatura brasileira (não há nada mais empolgante que um Rubem Fonseca pelas ruas do Rio de Janeiro); na praia, relaxo um pouco e leio alguma peça de Shakespeare; e, para fugir um pouco dos padrões, carrego sempre também um livro de humor, como os de Jô Soares.”

Isso tudo é ler como você quer, com prazer, degustando a leitura, fugindo dos parâmetros tradicionais e aproveitando ao máximo a experiência que o livro lhe proporciona. Mostre para nós como é a sua maneira de ler com prazer. Faça um vídeo criativo sobre o tema “toda maneira de ler vale a pena” e concorra a uma viagem com acompanhante e mais R$ 300,00 em vale-livros do portal.

Participe do desafio Ler Com Prazer!

 

07.04.2011

O que ler?

luana blogou @ 4:16 pm / veja outros posts sobre Campanhas e Promoções e Estante Virtual

Leitores falam sobre seus gêneros literários e autores preferidos

Desde pequenos, aprendemos que ler obedece a prazos, está atrelado a metas, e no final tem uma prova para avaliar a nossa compreensão de um livro.  Depois de passar por isso repetidas vezes, em algum momento nos perguntamos: como encontrar prazer na leitura em meio a tudo isso? A Estante Virtual tem uma proposta: liberte-se! Faça como outros leitores que descobriram o prazer da leitura na escolha livre dos títulos a ler.

Hoje a leitura é um dos hobbies preferidos da bióloga Mariana Fiuza, 29 anos. Mas antes de encontrar o prazer nos livros, ela lembra da angústia de ter que ler muitos títulos por obrigação na escola. “Nunca tive dificuldade com os prazos de leitura dos livros da escola, pois desde nova gostava de ler. Às vezes lia o livro em um ou dois dias. A questão é que muitos livros eram chatos de ler, mesmo para uma leitora voraz como eu. Imagina, então, quem não tinha o costume de ler e deveria, teoricamente, ser incentivado a isso”, questiona a leitora.

A vida acadêmica da estudante de direito, Adriana Guidão, 24 anos, não foi muito  diferente. “Ao cursar a universidade, principalmente na área jurídica, é preciso ler diversos livros que não gostamos, pois é fundamental que se tenha vários pontos de vista sobre um mesmo assunto. Todavia, meu maior sofrimento em leitura foram livros relacionados à sociologia. Achava cansativo, e quase sempre redundante. Uma simples ideia, que poderia ser exposta em um parágrafo, tomava conta de páginas e páginas”, confessa Adriana, que hoje dá preferência aos romances, livros de ficção jurídica e sobre assassinos em série.

No 2° ano do Ensino Médio, e em preparação para prestar o vestibular para engenharia civil, a estudante Natália Paixão, 15 anos, descreve como são as aulas de literatura em sua escola. “A verdade é que ninguém gosta de ler por obrigação. As pessoas se interessam por estilos literários diferentes. Então, quando o professor coloca os alunos para lerem Dom Casmurro, de Machado de Assis, por exemplo, está certo que algumas pessoas vão se interessar, mas muitas ainda não estão preparadas para esse tipo de literatura considerada por eles cansativa”, comenta a estudante.

Reencontrando o prazer da leitura

Apesar dos desencontros, todos os leitores podem reencontrar o prazer da leitura em um gênero literário ou autor específico. Mariana Fiuza, por exemplo, se apaixonou pelas obras da romancista norte-americana Nora Roberts. “Ela é uma escritora, praticamente compulsiva, de romances variados – o que satisfaz os fãs que têm sempre um livro novo para ler. Além disso, as relações interpessoais são o ponto forte de sua narrativa. Os diálogos são ótimos e os personagens são sempre interessantes”, argumenta a bióloga que confessa: “quando termino um livro, sinto falta daquelas pessoas que conheci naquela história”. Por isso, Mariana dá preferência às trilogias escritas pela autora, onde reencontra seus personagens queridos. Seus títulos preferidos de Nora Roberts são: O Testamento, as Trilogias da Magia e do Coração e os livros da série Mortal, que a escritora assina com o pseudônimo de J. D. Robb.

Já Adriana Guidão se encantou pela narrativa leve e descontraída da autora irlandesa Marian Keyes. “A linguagem tranqüila de suas obras relaxa o leitor e, ao mesmo tempo, o intriga com as situações em que os personagens vivenciam. As histórias expostas são narradas tão informalmente que temos a impressão de estar lendo um diário de uma amiga próxima e vivendo junto com ela todos os seus dilemas”, justifica a leitora que tem em Melancia e Casório suas histórias favoritas. Quando perguntada sobre o preconceito que muitos ainda têm com o gênero chick-lit (literatura voltada para mulheres), Adriana é enfática. “Muitos acreditam que o gênero criado com a leva de livros feministas é um ‘lixo literário’, mas tenho certeza que não. Os conflitos que são tratados nos livros  são fatos do cotidiano. Essas obras narram o retrato de mulheres modernas, com vários questionamentos, mas ao mesmo tempo independentes e audaciosas. E tudo é escrito em uma narrativa leve, divertida e charmosa”, defende a leitora que se considera uma verdadeira devoradora de livros.

Natália Paixão, por sua vez, encontrou o prazer na leitura com a romancista policial britânica Agatha Christie. “Eu me encontrei no gênero policial. Acho fascinante o estudo que escritores do gênero fazem sobre personalidades humanas para construção de seus personagens. Interesso-me pelo fato de perceber como eles seguem pistas minunciosas que, para a maioria das pessoas, passariam despercebidas”, explica Natália, que hoje também lê histórias de ficção e romance.

Escolhendo um livro na prateleira

Diante da infinidade de livros e autores existentes, escolher um livro para ler nem sempre é tarefa fácil. Por isso, Mariana recorre às pesquisas. “Às vezes, procuro sugestões de jornais e revistas. E, quando acho um autor que gosto, coloco ele na minha listinha de ‘a procurar’ e sempre dou uma olhada pra ver se tem algum lançamento desse autor”. A sinopse do livro também é muito importante. “Costumo ler a contra-capa das obras para ver se a história me atrai. E adoro namorar capas bonitas e diferentes. Nos últimos anos, acho que as editoras estão investindo bem nesse tipo de atrativo”, explica a bióloga que, além dos romances de Nora Roberts, também dá um pulinho nas narrativas históricas, de aventuras e nas biografias. Para Adriana escolher um livro, ele precisa trazer uma proposta desafiadora. “Gosto de livros que me tragam desafios, que me façam viajar de vez para dentro dele”.

Gostou desse post? Então, reinvente a leitura na sua vida, crie suas próprias regras e leia com prazer!

Participe também do desafio Ler com Prazer e concorra a uma viagem com acompanhante e vale-livros da Estante Virtual!

28.03.2011

As capas de livros pelo mundo

agostinho blogou @ 5:41 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores

Quem pensa que as capas de livros são iguais em todas as partes do mundo está redondamente enganado. Cada país tem sua cultura, sua tendência de design gráfico e suas peculiaridades. E para cada edição de um livro em um língua diferente, uma nova capa é desenhada considerando todos esses fatores, chegando a ser totalmente diferentes em alguns casos, e muitas pessoas, apesar do dito popular, ainda julgam um livro pela capa.

No livro Bufo & Spallanzani, de Rubem Fonseca, podemos notar algumas dessas diferenças nas capas das edições lançadas em Portugal, França, Estados Unidos e Alemanha. Cada uma mais diferente que a outra, porém contendo sempre um pouco do conceito do livro.

Bufo & Spallanzani - Brasil Bufo & Spallanzani - Alemanha Bufo & Spallanzani - EUA Bufo & Spallanzani - França Bufo & Spallanzani - Portugal
 

Brasil

 

Alemanha

 

Estados Unidos

 

França

 

Portugal

Clássico da literatura brasileira, o mestre Machado de Assis também teve alguns de seus livros traduzidos em vários países. E Memória Póstumas de Brás Cubas, por exemplo, teve capas diferentes na França, Inglaterra, Estados Unidos e Alemanha.

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Brasil Memórias Póstumas de Brás Cubas - Alemanha Memórias Póstumas de Brás Cubas - EUA Memórias Póstumas de Brás Cubas - França Memórias Póstumas de Brás Cubas - Inglaterra
 

Brasil

 

Alemanha

 

Estados Unidos

 

França

 

Inglaterra

Primeiro colocado há meses na lista dos 500 livros mais vendidos da Estante Virtual, Vidas Secas de Graciliano Ramos segue a mesma tendência e ganha capas um tanto peculiares ao redor do mundo. O livro foi traduzido e lançado até na Hungria!

Vidas Secas - Brasil Vidas Secas - EUA Vidas Secas - Hungria Vidas Secas - Holanda Vidas Secas - Portugal
 

Brasil

 

Estados Unidos

 

Hungria

 

Holanda

 

Portugal

Harry Potter, o bruxo mais adorado do mundo, recebeu as mais diferentes capas para o livro Harry Potter e a Pedra Filosofal de J. K. Rowling. Com certeza, suas capas são as mais interpretadas, e alguns países merecem destaque pela originalidade.

Harry Potter e a Pedra Filosofal - Brasil Harry Potter e a Pedra Filosofal - EUA Harry Potter e a Pedra Filosofal - Hungria Harry Potter e a Pedra Filosofal - França Harry Potter e a Pedra Filosofal - Holanda
 

Brasil

 

Estados Unidos

 

Finlândia

 

França

 

Holanda

Então, quais foram as capas de livros que você mais gostou? Não deixe de comentar esse post e compartilhar sua opinião com outros leitores!

25.03.2011

Séries de TV buscam inspiração na literatura

luana blogou @ 1:34 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores

Um advogado bon vivant especializado em resolver casos de chantagem e extorsão. Seu nome é Paulo Mendes, mais conhecido entre os colegas como “Madre Teresa”. Adora fumar charutos, tomar vinhos baratos e namorar muitas garotas. Você está com a sensação de que já ouviu ou viu essa história? Certamente. Estamos falando da série Mandrake, produzida, em 2005, pela HBO Brasil em parceria com a Conspiração Filmes e protagonizada pelo ator Marcos Palmeira. O que, talvez, você não se lembre é que as páginas de livros foram inspiração para a série de televisão indicada duas vezes ao Emmy Internacional (2006 e 2008)  na categoria de melhor série drama. A Grande Arte e Mandrake – a Bíblia e a Bengala, ambas as obras escritas por Rubem Fonseca deram origem à megaprodução que prendeu a atenção de milhares de espectadores junto à TV.

E não para por aí. A televisão nacional está repleta de exemplos de séries adaptadas de nossa rica literatura. A Pedra do Reino, inspirada em Romance d’a Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, de Ariano Suassuna, é outro exemplo da inspiração que diretores de TV costumam encontrar na literatura. A minissérie de 2007 que foi uma homenagem aos 80 anos do escritor nordestino, é narrada como uma autobiografia de seu personagem principal – Pedro Diniz Ferreira Quaderna – autoproclamado “Rei do Quinto Império e do Quinto Naipe, Profeta da Igreja Católico-Sertaneja e pretendente ao trono do Império do Brasil”. As desventuras de Quaderna no interior de Pernambuco funcionam como ponto de partida para Suassuna apresentar e fortalecer a cultura do sertão. Capitu, Dom Casmurro e O Alienista, todas obras de Machado de Assis, são outros exemplos de séries inspiradas em livros homônimos e materializadas na TV brasileira.

No cenário internacional não é diferente. Smalville, por exemplo, dispensa grandes pesquisas históricas sobre sua origem. O seriado resgata décadas de aventuras de seu herói (Super-Homem) nas revistas em quadrinhos. Com algumas diferenças: o protagonista dispensa uniforme, não realiza voos e é apaixonado por uma líder de torcidas. Em outros casos, a lógica se inverte e o que começou com som e imagem na telinha ganha o universo descritivo dos livros. Depois do sucesso de audiência da série House, o médico renomado e “ranzinza” virou também protagonista do livro A Ciência Médica de House .

Se você é um fã de livros e também das séries de televisão, confira exemplos de seriados nacionais e internacionais que tiveram as páginas de livros como fonte de inspiração.

Séries nacionais baseadas em livros:

A Casa das Sete Mulheres Os Maias Hilda Furacão MotherN O Auto da Compadecida Memorial de Maria Moura
 

A Casa das
Sete Mulheres

 

Os Maias

 

Hilda Furacão

 

MotherN

 

O Auto da
Compadecida

 

Memorial de
Maria Moura

Memorial de
Maria Moura

Séries internacionais baseadas em livros:

Sex and the City Gossip Girl True Blood The Vampire Diaries Dexter Bones
 

Sex and
the City

 

Gossip Girl

 

True Blood

 

The Vampire
Diaries

 

Dexter

 

Bones

Memorial de
Maria Moura

08.03.2011

De Mulher para Mulher: a literatura feminina

luana blogou @ 10:00 am / veja outros posts sobre Livros e Autores

Quando se fala em literatura voltada para mulheres, logo, se pensa em histórias do gênero “mamão com açúcar”. Narrativas recheadas de emoção (dessas de chorar!), humor e com respostas para as “maiores” dúvidas femininas. Em crescimento no mercado editorial, esse gênero literário conhecido como Chick-Lit se caracteriza por romances leves e divertidos que relatam o dia-a-dia da mulher moderna e seus principais dilemas profissionais, pessoais e amorosos. Com origem nos Estados Unidos, a “literatura de mulherzinha”, como é conhecida pelo menos espirituosos, inclui um extenso time de autoras como: Sophie Kinsella, de Delírios de Consumo de Becky Bloom, Helen Fielding, de O Diário de Bridget Jones, Mariah Keyes, de Melancia, Meg Cabot, de O Diário da Princesa e, mais recentemente, Elizabeth Gilbert, de Comer, Rezar e Amar.

Mas quem se interessa pela literatura feminina sabe que, antes mesmo de o gênero Chick-Lit se popularizar, escritoras consagradas já haviam dedicado obras inteiras à reflexão do universo feminino. É o caso de Clarice Lispector, Isabel Allende, Ana Maria Machado e muitas outras. Por isso, nesse 08 de março, Dia Internacional da Mulher, você confere, ao final deste post, uma lista de livros voltados para o público leitor feminino e escritos por autoras de renome.

Guerreiras da literatura

Durante muito tempo, a literatura foi um território ocupado unicamente pelos homens. E demorou para que ela abrisse um espaço oficial para que as mulheres também pudessem se expressar. Igualmente, por muito tempo, a única imagem feminina retratada nas obras literárias era reflexo da visão de autores (homens) que as descreviam, na maioria das vezes, como mulheres frágeis e submissas. Foi nadando contra essa corrente que muitas escritoras lutaram para conquistar o reconhecimento de suas narrativas. Emily Brontë, de O Morro dos Ventos Uivantes, por exemplo, se viu obrigada a escrever sobre o pseudônimo masculino de Ellis Bell. Jane Austen, de Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade, foi mais além e conseguiu publicar livros em uma época em que a mulher ainda não era reconhecida intelectualmente.

A imprensa editada por mulheres, que teve seu auge em meados do século XIX, foi um ajuda decisiva para vencer essa batalha. Influenciada pelos movimentos feministas da época, o Jornal das Senhoras, primeira publicação do gênero no Brasil (Rio de Janeiro) , abriu um importante espaço para divulgação de temas do universo feminino e expressão de artistas, escritoras e políticas. Depois disso, elas conquistaram seu espaço e revelaram seu talento para o mundo.

Então – mulheres – em seu dia internacional, à exemplo das representantes russas que deram origem a essa data, protestando por “pão e paz”; e também às escritoras que lutaram por seu reconhecimento na literatura, que tal manifestar seu gosto pelas publicações voltadas ao universo feminino, comentando este post? Estamos esperando a sua opinião.

Boa leitura e um Feliz Dia Internacional da Mulher!

Livros escritos por mulheres e para mulheres:

Perdas e Ganhos Emma Divã Retrato em Sépia Rumo ao Farol As Horas Nuas
 

Perdas e Ganhos
Lya Luft

 

Emma
Jane Austen

 

Divã
Martha Medeiros

 

Retrato em Sépia
Isabel Allende

 

Rumo ao Farol
Virginia Woolf

 

As Horas Nuas
Lygia F. Telles

Mulheres que Correm com os Lobos História das Mulheres no Brasil A Mulher Desiludida A Audácia dessa Mulher Minha Vida de Menina Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres
 

Mulheres que
Correm com os
Lobos

Clarissa P. Estés

 

História das
Mulheres no
Brasil

Mary Del Priore

 

A Mulher
Desiludida

Simone de Beauvoir

 

A Audácia dessa
Mulher

Ana Maria Machado

 

Minha Vida
de Menina
Helen Morley

 

Uma Aprendizagem
ou o Livro dos
Prazeres

Clarice Lispector

* As imagens são meramente ilustrativas

03.03.2011

Literatura e Carnaval: uma mistura com ginga na passarela do samba

luana blogou @ 4:53 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores

Já começou a contagem regressiva para o Carnaval. Os preparativos para cair na folia já podem ser vistos em todo o país. São carros alegóricos, fantasias, trio elétrico e muita animação. Mas e a literatura ? Será que ela tem espaço nesta festa? Em 2009, a escola de samba carioca Mocidade Independente de Padre Miguel mostrou que sim: a literatura pode vestir a cara do Carnaval. E levou a temática literária para a passarela do samba, homenageando grandes nomes como Machado de Assis e Guimarães Rosa. No ano seguinte, foi a vez da Acadêmicos do Salgueiro repetir a dose. Com o enredo Histórias sem Fim, entrou na avenida para mostrar e cantar a importância do livro: da invenção da prensa de Gutemberg, passando pela literatura infantil, os gêneros de suspense e ficção e chegando aos best-sellers.

Mas não foi só na passarela do samba que a festa popular e a literatura se uniram. Diante da importância cultural do Carnaval brasileiro, muitos autores se debruçaram sobre tema, escrevendo livros que retratam a história e as principais características dessa festividade.  Se você é um folião alegre, e também um leitor voraz, fica aqui algumas dicas de livros que abordam a folia em sua temática:

Carnaval, Malandros e Heróis: para uma Sociologia do Dilema Brasileiro O Carnaval das Letras: Literatura e Folia no Rio de Janeiro do Século XIX O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro Almanaque do Carnaval Batuque, Samba e Macumba: Estudos de Gesto e de Ritmo A Cinza das Horas: Carnaval e o Ritmo Dissoluto
 

Carnavais, malandros e
heróis

Roberto da Matta

 

O Carnaval
das Letras

Leonardo Pereira

 

O Livro de Ouro
do Carnaval Brasileiro

Felipe Ferreira

 

Almanaque
do Carnaval

André Diniz

 

Batuque, Samba
e Macumba

Cecília Meireles

 

A Cinza das
Horas

Manuel Bandeira

O País do Carnaval O Carnaval Carioca através da Música Sob o Signo do Carnaval Carnaval Brasileiro: o Vivido e o Mito Carnaval em Branco e Negro Samba, o Dono do Corpo
 

O País do
Carnaval

Jorge Amado

 

O Carnaval
Carioca através
da Música

Edigar de Alencar

 

Sob o Signo
do Carnaval

Marlene Pinheiro

 

Carnaval
Brasileiro

Maria Queiroz

 

Carnaval em
Branco e Negro

Olga Moraes e Von Simson

 

Samba, o Dono
do Corpo

Muniz Sodré

* As imagens são meramente ilustrativas

A origem do Carnaval

Ao contrário do que muitos imaginam, a origem dessa festa popular é européia. Foram os portugueses que, em 1641, início da colonização brasileira, trouxeram a festividade para o nosso país. O Entrudo português, precursor do Carnaval tal qual o conhecemos, posuía diferenças significativas com a folia de hoje. Por vezes, violento, ele se caracterizava por brincadeiras de rua em que os foliões arremessavam água, ovos e farinha nos traseuntes. Com pouco mais de requinte, os bailes de máscara da Itália Renascentista também influenciaram o Carnaval brasileiro, sobretudo, nas classes mais nobres do país. Mas não tardou para que os brasileiros dessem o seu “jeitinho” e uma pitada de originalidade à comemoração. Nossos foliões acrescentaram elementos africanos ao Entrudo e as mascaradas italianas, fazendo com que o Carnaval brasileiro ganhasse o batuque dos tamborins e o colorido das serpentinas.

Nesse Carnaval, boas leituras e muita diversão!


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