Blog da Estante Virtual

20.10.2011

11 títulos inusitados de livros encontrados na Estante Virtual

agostinho blogou @ 2:05 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

Aproveitando que no mês de outubro comemoramos o Dia das Crianças, decidimos realizar uma pesquisa descontraída sobre os títulos de livros que encontramos nos mais de 8 milhões de livros cadastrados na Estante Virtual. Mas não foi qualquer pesquisa, demos ênfase aos títulos mais inusitados, muitos deles indicados por leitores na lista de sugestões de leitura para as férias. Veja só o que encontramos!

Como falar dos livros que não lemos - Pierre BayardQuem nunca conheceu alguém que comenta todos os clássicos da literatura, que parece já ter lido todos os livros do universo, e está por dentro de todos os lançamentos? Preste bem atenção, essa pessoa pode ter lido Como falar dos livros que não lemos, de Pierre Bayard.

Ainda na série dos manuais de instrução, temos mais quatro livros com títulos um tanto curiosos. Existem mais de 6 mil idiomas falados no mundo. Porém, nenhum deles se refere à língua dos dragões. Isso não foi problema para Cressida Cowell, que lançou o livro infanto-juvenil Como falar dragonês — da série Como treinar seu dragão. Alguns títulos de livros podem ser um tanto ambíguos. Instruções para salvar o mundo, de Rosa Montero, é um deles. Apesar de “sustentabilidade” ser uma palavra que está em voga e o título levar a crer que saberemos mais sobre o meio-ambiente, o livro se trata de um romance que em nada tem a ver com ser sustentável.

Outro título de livro de instruções que talvez não possa ajudar muito a nossa sociedade é Como se livrar de um vampiro apaixonado, de Beth-Fantaskey. Os motivos, nesse caso, são quase óbvios. Existe um best-seller de autoajuda que também tem um título que dá medo: Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie. Você já pensou se algum amigo seu leu esse livro antes de tornar-se seu amigo, ou se você está sendo influenciado por leitores desse título?

Compre o livro A Sociedade Literária e a torta de casca de batataNa sessão dos que podem dar nojo, mas mesmo assim foram publicados, encontramos três livros inusitados: Até as princesas soltam pum, de Ilan Brenman (autor de outro livro intitulado Pai, todos os animais soltam pum?). O terceiro livro é da área de medicina e saúde, mas poderia ter sido um pouco mais sutil no título: O que o seu cocô está dizendo a você, escrito por Josh Richman.

Existe um título que até começou bem, mas no final deixou muita gente sem entender nada (no bom estilo “leia o livro e entenda”): A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows. Outro título que não diz muito para que veio, mas que é engraçado somente de ser pronunciado é Saracoteios, tateios e outros meneios, de Camilo José Cela.

Para finalizar nossa lista de títulos inusitados de livros que encontramos na Estante Virtual, escolhemos dois que estão mais ligados ao nosso dia-a-dia. O homem que odiava a segunda-feira, de Ignácio de Loyola Brandão — título que poderia ser substituído por “O homem comum” — e Ninguém tropeça em montanha, de Tadashi Kadomoto a não ser que venhamos a viver em uma terra de titãs, essa é uma verdade universal.

Você conhece outros livros com títulos engraçados ou inusitados? Comente este post e compartilhe com os leitores da Estante Virtual.

 

22.09.2011

O verdadeiro nome dos heróis de quadrinhos

agostinho blogou @ 3:15 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

Os heróis de quadrinhos e gibis fazem parte do imaginário de qualquer criança e reforçados pelos desenhos, filmes e séries, permanecem em nossas vidas mesmo depois de adultos. Mas, o curioso é que além de Clark Kent, Bruce Wayne e Peter Parker, poucos nomes verdadeiros dos heróis são conhecidos pelo público. Separamos então alguns nomes e um pouco sobre a história desses personagens que são mais famosos pelos seus codinomes!

Superman

O homem de aço foi o primeiro super-heróis dos quadrinhos, surgindo em 1938, e já foi adaptado para diversas mídias. Seu verdadeiro nome é Kal-El (nome originário de Krypton, planeta natal), mas foi batizado pelos pais adotivos na Terra como Clark Kent, nome que conhecemos melhor.

Capitão América

Criado durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, surgiu sob a onda de patriotismo americano, e costumava combater nazistas, como era esperado em sua época. Seu nome real é Steve Rogers, um rapaz franzino que se sujeitou a experiências para se alistar no exército americano.

Mulher Maravilha

A primeira super-heroína dos quadrinhos surgiu também em 1941, já teve série de TV e seu verdadeiro nome é Princesa Diana de Themyscira (ilha habitada por guerreiras amazonas). É filha da rainha Hipólita e foi enviada ao mundo dos homens para pregar a paz e lutar contra Ares, o deus grego da guerra. O quadrinho tem uma série de referências à cultura grega.

Flash

Diversos heróis da DC Comics compartilharam esse nome. O primeiro era de 1940, chama-se Jay Garrick. Depois dele, tivemos outros Flashs, como Barry AllenWally West, Bart Allen. A maioria deles teve seus poderes adquiridos por banhos químicos acidentais, dando início a uma fase diferente de superpoderes nos quadrinhos.

Quarteto Fantástico

Também personagens de desenhos e filmes de sucesso, esse quarteto nasceu em 1961, criado por Stan Lee. Reed Richards (Senhor Fantástico), Sue Storm (Mulher Invisível), Ben Grimm (Coisa), e Johnny Storm (Tocha Humana) são seus verdadeiros nomes, e o quarteto foi criado pela Marvel Comics para tentar concorrer com a Liga da Justiça, da rival DC Comics.

Homem de Ferro

Criado por Stan Lee em 1963, o Homem de Ferro segue as características de um super-herói já bastante famoso na época. Assim como o Batman, Tony Stark, o Homem de Ferro, é dotado de um alto nível intelectual, mas não tem qualquer superpoder além de sua inteligência. Como é um cientista e empresário genial, formado com Ph.D. em física e engenharia elétrica pelo MIT, desenvolveu uma máquina como armadura que tem poderes incríveis.

Super-heróis dos quadrinhos

Além dos super-heróis, alguns personagens clássicos da literatura também têm seus nomes verdadeiros pouco conhecidos pelo público:

  • Personagem de um conto do norte-americano Johnston McCulley, o Zorro surgiu em 1919 como um herói do povo. Seu verdadeiro nome é Don Diego De La Vega.
  • Lolita, a personagem que dá o nome ao livro de Vladimir Nabokov e atrai o professor de poesia francesa Humbert Humbert, na realidade chama-se Dolores Haze.
  • O Mágico de OZ, do conto de L. Frank Baum O Maravilhoso Mágico de Oz, o primeiro dos catorze contos sobre a menina Dorothy na fantástica Terra de OZ, explica na obra que seu verdadeiro nome é Oscar Zoroaster Phadrig Isaac Norman Henkel Emmannuel Ambroise Diggs, e suas iniciais são OZ PINHEAD (cabeça de alfinete, em português), motivo pelo qual preferiu ser chamado apenas de Mágico.

Você conhece o nome verdadeiro de outros personagens dos quadrinhos ou de livros que são mais conhecidos por seus codinomes ou apelidos? Comente esse post e compartilhe com todos os leitores do blog!

Veja também:

Livros clássicos da literatura adaptados para os quadrinhos.

A paixão pelos quadrinhos.

Livros também são tema de tirinhas.

 

14.09.2011

Os 101 personagens de ficção mais influentes da história

luana blogou @ 2:35 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

Eles nunca existiram na vida real e algumas de suas histórias se passaram há centenas de anos. Mesmo assim, eles influenciam nosso comportamento. Considerados verdadeiras lendas, alguns personagens da televisão, da mitologia, do cinema e também da literatura deixam grandes marcos em nossa história. Quem não se lembra de personagens como o Saci Pererê, Dom Casmurro ou Sinhozinho Malta? Na segurança de nosso lares, e junto com eles, desfrutamos dos perigos e das aventuras, dos amores e desamores de pessoas que nunca saíram do plano da imaginação. E a influência que exercem sobre nós transcende o universo criativo, afinal, no mundo real, tentamos repetir suas conquistas e não cometer os seus erros. De fato, ninguém há de negar que a ficção e realidade caminham lado a lado.

Diante da importância dessas personalidades em nossas vidas, o trio de escritores norte-americano Dan Karlan, Allan Lazar e Jeremy Salter decidiram criar, no livro As Pessoas mais Importantes do Mundo que Nunca Viveram (The 101 Most Influential People Who Never Lived), um ranking dos 101 personagens de ficção mais influentes da história. No primeiro lugar do ranking está o caubói de Marlboro. Você se lembra? Ele tornou-se mundialmente conhecido em propagandas da marca de cigarro entre as décadas de 50 e 90. Outra figurinha marcante em todo o mundo é Santa Claus, o Papai Noel, que figura na quarta posição do ranking. Personagem inspirado no arcebispo São Nicolau Taumaturgo, ele é responsável por encantar o imaginário infantil em todo o mundo.

E não para por aí. Quando o tema são as personalidades literárias mais influentes da história, a lista torna-se ainda maior. Abaixo, selecionamos alguns desses personagens. A lista completa, você confere no site 101 Influential.

1984, George Orwell

O Grande Irmão (Big Brother), presente na narrativa da ficção 1984, de George Orwell, figura na 2ª posição do ranking e é a personificação de uma sociedade constantemente vigiada. Anos depois de sua publicação, o personagem ainda deu origem a vários reality shows espalhados pelo mundo.

Hamlet, William Shakespeare

Ocupando a 5ª posição do ranking, Hamlet, personagem da tragédia homônima do poeta William Shakespeare, tenta vingar a morte do pai, rei da Dinamarca, executado por seu tio. A obra, considerada a mais longa do poeta, trata temas como traição, loucura e moral. Outros personagens de Shakespeare que figuram no ranking são Romeu e Julieta (9ª posição do ranking).

O Último Adeus de Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle

Sherlock Holmes (8ª posição no ranking) é um investigador britânico do final do século XIX que se torna famoso por desvendar mistérios através de um raciocínio rápido e dedutivo. A 221B Baker Street, residência do personagem nos livros, é hoje um dos endereços mais famosos de Londres e abriga um museu com o nome do personagem.

Um Conto de Natal, Charles Dickens

Ebenezer Scrooge (16ª posição no ranking) é um personagem ganancioso e avarento, protagonista da obra Um Conto de Natal, de Charles Dickens. Foi nele que Carl Barks se inspirou para criar outro personagem conhecido: Scrooge McDuck, o Tio Patinhas.

VDom Quixote de La Mancha, Miguel de Cervantes

Figurando na 17ª posição do ranking, Dom Quixote ao ler romances com cavaleiros decide repetir os feitos de seus heróis e parte pelo mundo vivenciando seu próprio romance de cavalaria. A obra do espanhol Miguel de Cervantes é uma paródia a essa narrativa e tornou-se um grande sucesso.

Drácula, Bram Stoker

Diretamente do romance homônimo (1987) do escritor Bram Stoker, Drácula (33ª posição no ranking) eternizou a figura do vampiro em ficções de horror. A obra não foi sucesso imediato e só atingiu seu reconhecimento no século XX, sendo então adaptada inúmeras vezes para o cinema e o teatro.

Cassino Royale, Ian Fleming

James Bond (51ª posição no ranking), agente secreto britânico criado pelo escritor Ian Fleming, em 1953, foi apresentado aos leitores pela primeira vez na obra Cassino Royale. O nome do personagem foi retirado de outra obra: Birds of the West Indies, livro predileto de sua esposa.

Superman e Batman, DC Comics

Destaque dos quadrinhos, Superman (64ª posição do ranking) e Batman (60ª posição do ranking), ambos da editora DC Comics, figuram entre os heróis mais conhecidos em todo o mundo e já foram adaptados em filmes e séries de televisão.

Psicose, Robert Bloch

Norman Bates (75ª posição no ranking) tornou-se mais conhecido nas telonas. Adaptado do romance homônimo de Robert Bloch, o filme Psicose, de Alfred Hitchcock, eternizou o personagem na cena em que o ator Anthony Perkins (Norman Bates) mata Janet Leigh (Marion Crane) a facadas no chuveiro.

Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll

Diretamente dos livros infantis e dos contos de fadas para o ranking de personalidades ficcionais mais influentes, temos Alice (34ª posição), de Alice no País das Maravilhas; Dorothy Gale (91ª posição), de O Mágico de Oz, Robin Hood (12 posição), Peter Pan (70ª posição), João e Maria (52ª posição), dentre outros.

A edição brasileira da obra norte-americana, As Pessoas mais Importantes do Mundo que Nunca Viveram, publicada pela editora Campus, ganhou novos personagens influentes no país, como Odete Roitman, Emília (do Sítio do Pica Pau Amarelo), Turma da Mônica, Dom Casmurro, dentre outros. E em entrevista ao Correio Braziliense, Dan Karlan, autor do livro, admitiu que para uma próxima edição brasileira, já tem nome certo para um personagem: Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite, baseado na obra de Luiz Eduardo Soares, Elite da Tropa.

Se você também acredita que a lista ainda não está completa, então, comente este post dizendo qual personalidade literária deveria fazer parte do ranking.

08.09.2011

No Dia Internacional da Alfabetização, 12 livros sobre o assunto

luana blogou @ 6:17 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

“A alfabetização é mais, muito mais, que ler e escrever. É a habilidade de ler o mundo, é a habilidade de continuar aprendendo e é a chave da porta do conhecimento”. Assim, o pedagogo Paulo Freire caracterizava o aprendizado infantil que há 44 anos tem data comemorativa no calendário: 08 de setembro – Dia Internacional da Alfabetização. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) com o objetivo de despertar a atenção da sociedade para a necessidade de um compromisso mundial em prol do desenvolvimento da educação.

Mesmo quatro décadas depois, a educação ainda figura como um dos grandes problemas dos países do Terceiro Mundo como o Brasil. Segundo relatório da Unesco publicado em 2010, são 800 milhões de analfabetos ao redor do globo, do qual 70 milhões são crianças. E os números não param de crescer se levarmos em conta os outros milhões de analfabetos funcionais que não foram considerados nesse levantamento, isto é, as pessoas que conseguem ler e escrever mas não sabem interpretar ou compreender pequenos blocos de texto.

Em agosto deste ano, a prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo da Alfabetização) comprovou o mau desempenho da educação infantil no Brasil. O resultado da prova demonstrou, por exemplo, que metade dos alunos do 3° ano (antiga 3ª serie) não aprendem o básico que deveriam no chamado ciclo de alfabetização: que engloba os três primeiros anos do ensino fundamental.

Diante da problemática educacional, o Ministério da Educação (MEC) deu início ao Projeto Trilhas, em parceria com o Instituto Natura e o Centro de Educação e Documentação para a Ação Comunitária de São Paulo (Cedac). No próximo ano, 130 mil professores que trabalham na alfabetização de crianças, em 90 mil escolas públicas do país, receberão livros de literatura e jogos infantis. O material é uma forma de reforçar a aprendizagem da leitura e da escrita no ensino fundamental. Além desta ação, o MEC possui outros programas voltados ao desenvolvimento da educação.

Mesmo diante dessas iniciativas, fica claro que a solução definitiva para o problema da educação parece distante. No entanto, muitos estudiosos e especialistas têm pensando à respeito do tema. Abaixo, você confere 12 livros destinados a professores que falam sobre alfabetização. Mais títulos, você confere em nossa estante de livros pedagógicos, didáticos e infanto-juvenis.

Se você conhece outro título que deveria fazer parte dessa lista, comente este post deixando o nome e o autor do livro.

Alguns títulos sobre alfabetização

20.06.2011

Onde as histórias dos livros se passam

agostinho blogou @ 5:05 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades
Você já teve curiosidade de saber como é e onde fica exatamente o lugar em que o livro que você está lendo se passa?

Uma das unidades básicas de uma história, muitas vezes importantíssima para seu entendimento, é o lugar. Além do mundo em que vivemos, no passado, presente ou futuro, esse lugar pode ser fantasioso, um outro planeta, ou até mesmo um outro universo. Restringindo as opções para o planeta Terra, até onde o Google Maps pode chegar até o momento, a jornalista Isabel Colucci criou um mapa colaborativo em que as pessoas podem marcar os locais onde as histórias dos livros acontecem.


Visualizar Mapa de livros e lugares em um mapa maior

Como explica em seu blog O Guaxinim, a ideia surgiu a partir da necessidade de indicar livros a uma pessoa que estava viajando para Viena. No contato com amigos que já moravam lá por perto, Isabel recebeu como resposta um “eu sei que tem, mas não lembro o nome”. Para solucionar esse problema, então, ela resolveu começar o mapa colaborativo, através do Google Maps, em que todo mundo pode marcar um lugar onde as histórias dos livros se passam. Criado em 2010, hoje o mapa já tem mais de 130 livros que se passam nos mais diferentes países e cidades pelo mundo, e qualquer um pode fazer novas marcações, clicando no link para o Google abaixo do mapa e em “editar”.

Um exemplo de marcação feita no mapa é a República Tcheca, cenário do livro A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera. Para quem pensa em viajar para lá um dia, é bastante interessante entender um pouco do país através de sua literatura. Na Rússia, temos três obras de Fiódor Dostoiévski: Crime e Castigo, O Idiota e Noites Brancas. Ainda na Europa, foi marcado em Amsterdam o livro Diário de Anne Frank, que conta a história dos tempos difíceis de Anne Frank durante a Segunda Guerra Mundial.

Já na América do Sul, temos marcações em Lima, no Peru, do livro Travessuras da Menina Má, do Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa. E, apesar de Macondo ser uma cidade fictícia, ela foi marcada na Colômbia também para mostrar que ali se passou Cem anos de solidão do também Nobel de Literatura Gabriel Gárcia Márquez, considerado por muitos críticos o melhor livro em castelhano desde Dom Quixote.

No Brasil, são muitos os lugares marcados apontando que ali se passaram boas histórias de livros nacionais. Dentre elas, estão o livro Dois Irmãos de Milton Hatoum, marcado no Amazonas, O encontro marcado de Fernando Sabino, localizado em Minas Gerais, O sol se põe em São Paulo de Bernardo Carvalho, que transita entre São Paulo e o Japão, tendo no mapa inclusive uma linha para mostrar que se passa nesses dois lugares.

É muito legal passear pelo mapa e descobrir exatamente em que ponto do planeta aconteceu a história que você tanto gosta. Além do ponto exato, muitas marcações ainda contam um pouco sobre o livro. Então, ainda é possível descobrir novos livros e se inspirar para novas leituras!

28.02.2011

Livros em alta no Oscar 2011

agostinho blogou @ 6:01 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

O Oscar desse ano foi mais literário do que nunca. Isso porque 7 filmes que concorreram em diversas categorias foram baseados em livros ou inspiraram lançamentos editoriais, como é o caso do ganhador na categoria de Melhor Filme, O Discurso do Rei,  que foi lançado juntamente com o livro de Mark Logue e Peter Conradi, com base nos diários e arquivos de Lionel Logue,  o “fonoaudiólogo” do rei inglês George VI, pai de Elizabeth II. Assim como o filme, o livro conta a história de superação do príncipe herdeiro da Inglaterra que sofria de gagueira e, após se consultar com muitos médicos, acabou iniciando um tratamento com um especialista muito excêntrico.

Dois filmes baseados em livros também receberam destaques na premiação: A Rede Social, que concorreu em 8 categorias e Bravura Indômita, que teve 10 nomeações. O primeiro filme, A Rede Social, foi adaptado do livro Bilionários por Acaso: A Criação do Facebook, de Ben Mezrich. O autor entrevistou pessoas que conheceram Mark Zuckerberg e que fizeram parte da criação do Facebook, e juntou esses relatos no livro. Apesar de o enredo lembrar bastante os filmes sobre nerds dos anos 80, A Rede Social faz parte da realidade atual e isso certamente foi levado em consideração pela academia ao indicá-lo em 8 categorias, mas não a ponto de garantir o prêmio de Melhor Filme.

O livro Bravura Indômita de Charles Portis, que originou o filme, teve sua primeira publicação em 1968 e sua primeira adaptação para o cinema no ano seguinte, que garantiu o Oscar de Melhor Ator daquele ano para John Wayne no papel principal de xerife. O gênero faroeste é muito bem explorado no livro, que foi reconhecido como uma grande obra na época. Na nova versão do filme, dirigida pelos Irmãos Coen, o papel do xerife novamente rendeu a indicação de Melhor Ator a seu intérprete, Jeff Bridges. Mas desta vez, quem levou a melhor no bang-bang pela estatueta foi mesmo o rei interpretado por Colin Firth.

Confira as outras cinco adaptações de livros que estiveram entre indicados e ganhadores do Oscar 2011:

De todos esses livros, qual foi melhor adaptado para o cinema? Não deixe de compartilhar sua opinião com outros leitores!

01.11.2010

Confira as respostas da cruzadinha literária em homenagem ao Dia Nacional do Livro

luana blogou @ 1:12 pm / veja outros posts sobre Estante Virtual

Olá leitor,

Se você passou o fim de semana quebrando a cabeça para resolver nossa cruzadinha literária, é hora de conferir as respostas:

1. Cinco. De acordo com a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, encomendada pelo Instituto Pró-Livro, o brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano. O que corresponde à leitura de cinco livros anualmente.

2. China. No mercado mundial de livros, a China responde pela venda de 7,1 bilhões de exemplares por ano (49% da produção mundial). Logo atrás, vêm os EUA, com 2,55 bilhões de exemplares (18%) e o Japão, com 1,4 bilhões (10%). O Brasil responde por, apenas, 2% do volume total de vendas, cerca de 340 milhões.

3. Offset. É a impressão mais recomendada para a produção editorial. Não somente pelo custo, mas também pela qualidade. Neste processo, a imagem é gravada fotomecanicamente em uma chapa flexível de zinco ou alumínio. Depois, é transferida para um cilindro de borracha. Em seguida, para uma folha de papel.

4. Barbara Cartland. Nascida na Inglaterra, ela foi uma das escritoras de romance mais bem-sucedidas do mundo. Quando ainda trabalhava como colunista para o London Daily Express, Cartland publicou seu primeiro romance (Jigsaw / 1923) que, logo, tornou-se um best-seller.

5. Jorge Amado. O escritor tinha, apenas, 19 anos de idade quando escreveu seu primeiro romance: “O País do Carnaval” (1932). Depois, suas obras foram publicadas em 52 países e traduzidas para 48 idiomas. Jorge Amado divide com Paulo Coelho a categoria de autor brasileiro que mais vendeu livros no Brasil e no exterior.

6. Bíblia. Ela é, até hoje, o livro mais vendido, lido e traduzido do mundo. Estima-se que já tenham sido vendidos 11 milhões de exemplares da versão integral, 12 milhões de novos testamentos e 400 milhões de brochuras com fragmentos dos textos originais. Depois da Bíblia, temos o Alcorão, livro sagrado do Islamismo.

7. Monteiro Lobato. Com o sonho de construir livros onde as crianças pudessem morar, o escritor paulista abandonou a vida de promotor público e começou a escrever histórias. Muito da obra de Lobato é espelhada em sua história de vida e nos costumes nacionais. Tornou-se renomado na literatura infantil ao escrever obras como: Saci (1921), O Marquês de Rabicó (1922), Viagem ao Céu (1932) e O Pica-Pau Amarelo (1939).

8. Gregório de Matos. Considerado um dos principais poetas barrocos do Brasil, o “Boca do Inferno” como ficou conhecido teve a ousadia de escrever poemas eróticos e questionar o catolicismo, o que o levou Gregório de Matos a ser denunciado, em 1685, ao Tribunal da Santa Inquisição.

9. Necronomicon. Criação do escritor de ficção H. P. Lovecraft, a obra misteriosa é mencionada em outros livros do autor. De acordo com Lovecraft, o Necronomicon é um volume repleto de segredos e rituais que podem levar o leitor à loucura. E apesar de aparecer no registro de bibliotecas e, até mesmo, livrarias, o livro não existe. Algumas versões “falsas”, escritas por outros autores, são comercializadas ao redor do mundo.

10. Oswald de Andrade. Um dos maiores divulgadores das novas correntes estéticas européias, sobretudo, futuristas, Oswald de Andrade juntamente com Mário de Andrade e a pintora Anita Malfatti propuseram uma semana de amostragem da arte modernista. A Semana da Arte Moderna ocorreu de 11 a 18 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo contou com conferências, recitais, exposições e leituras.

Esperamos que você tenha se divertido. Não esqueça de comentar este post, revelando quantas respostas você acertou!

29.10.2010

No Dia Nacional do Livro, uma cruzadinha literária para você se divertir

luana blogou @ 1:02 pm / veja outros posts sobre Estante Virtual

Nesta sexta-feira, 29 de outubro, comemoramos o Dia Nacional do Livro. A data se deve à transferência da Real Biblioteca Portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1810, dois anos depois da chegada da família real ao Brasil. Mais tarde, todo aquele acervo daria origem a atual Biblioteca Nacional.

Curiosidades sobre o livro

Para quem gosta de curiosidades, o livro tem, aproximadamente, seis mil anos de história. Mas, antes de o papel ser “inventado”, ele tinha uma aparência bem diferente da que conhecemos hoje. Os sumérios, por exemplo, guardavam suas histórias em tijolos de barro. Confessemos: livro pouco portátil. Já os indianos escreviam seus livros em folhas de palmeiras. Tudo bem, resolvia em parte o problema da portabilidade, mas e quando as folhas secavam?! Foram os egípcios que, finalmente, desenvolveram a tecnologia do papiro – precursor do papel.

E séculos depois (mais precisamente no século II) surgia na China o papel tal qual o conhecemos. A técnica baseava-se no cozimento de fibras do líber (interior da casca de árvores como amoreiras, figueiras e outras) que, posteriormente, eram misturadas com água até transformarem-se em uma pasta. Apesar da importância da invenção, ela levou muito tempo até chegar ao Ocidente. Segundo dados históricos, somente em 1442, foi impresso o primeiro livro em uma prensa (a tal prensa de Gutemberg!)

Cruzadinha Literária

Nessa linha de curiosidades acerca do livro, a Estante Virtual, em homenagem ao Dia Nacional do Livro, preparou uma cruzadinha literária. Clique na imagem abaixo, imprima a brincadeira e boa diversão! As respostas, vocês conferem no próximo post (01 de novembro).

Vertical:

29.09.2010

A nova era dos marcadores de livros

luana blogou @ 5:12 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

Eles eram de papel. De formato retangular e tinham, no máximo, uma ilustração. Mas com a tecnologia, eles também se modernizaram. Além da utilidade inegável de permitir que os leitores não se percam entre as páginas de uma obra literária, os marcadores de livro ganharam versões divertidas, bonitas e muito mais eficientes. Alguns ganharam até novas funcionalidades!

Com os modelos emborrachados abaixo, será difícil não se lembrar, exatamente, em que parágrafo você parou na leitura do livro. Melhor ainda, é que eles são laváveis e de longa duração.

Fonte: Like Cool / Shinn Park

Além de colorir seu livro, os marcadores também podem se tornar verdadeiros adornos de estante. Os P-hook Bookmarks lembram uma tesoura. Seu sistema de gancho garante a marcação das páginas e facilita a retirada do exemplar em uma estante lotada de livros – tudo sem machucar as lombadas! Afinal, você já sabe que esta atitude é fundamental para a preservação do livro.

Fonte: Black Ink Boston

Se você é um leitor ávido por obras de suspense e livros de culinária, saiba que eles já ganharam marcadores temáticos. Os bookmarkers “sangrentos”, do designer japonês Kyouei, são uma ótima opção para as séries de terror. Já os cookbook markers – marcadores em forma de biscoitinhos – são ideais para sinalizar a receita da próxima refeição. Hum…eles dão água na boca!

Fonte: Designboom Shop / Delight

A opção de criar marcadores temáticos de acordo com o assunto dos livros também foi a inspiração do artista e designer Igor Udushlivy. Em suas mãos, cada sucesso da literatura ganhou um marcador personalizado e divertido.

Fonte: Behance

Mas como alguns livros são capazes de despertar um misto de emoções, até mesmo contraditórias,  que tal marcar cada página de acordo com os sentimentos que a leitura foi capaz de trazer à tona?

Fonte: Gizmodiva

E, agora, a grande revolução! Os marcadores de livros realmente ganharam novas funcionalidades. O da esquerda é um projeto da designer Valentina Trimani. Ele, ainda, não está a venda no mercado. Mas vai dizer que a ideia não é boa?!  O Leaf Light é um marcador fino, parecido com os tradicionais, mas que te ajuda a ler no escuro. É recarregável, sem fio e com ajuste de brilho! Os da direita são os marcadores adaptados com cronômetros. Só assim, você vai saber se anda dedicando tempo suficiente à leitura!

Fonte: Light Leafs / Mark My Time

Gostou? Então, não perca tempo! Escolha seu marcador de livro preferido e boa leitura!

13.11.2009

Besouro nasceu do sebo

anapaula blogou @ 2:26 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

João Daniel Tikhomiroff inspirou-se em “Feijoada no Paraíso” para fazer seu primeiro filme

De um sebo paulista para as telas dos cinemas de todo o Brasil. Essa é a trajetória de “Besouro”, de João Daniel Tikhomiroff, que dirige seu primeiro longa depois de uma sólida carreira publicitária. O filme baseia-se no livro “Feijoada no Paraíso”, do escritor carioca Marco Carvalho, que chamou a atenção do diretor quando ele procurava alguma publicação interessante para ler. Vasculhando as prateleiras do sebo, Besouro caiu, literalmente, em seu colo: “Era um livro fino, com uma seleção de contos baseados nas lendas do Besouro, de quem até então eu nunca tinha ouvido falar. Fiquei encantado com o título, comprei o livro e li de um fôlego só”, lembra.

Na hora de escolher um livro, João Daniel tem um jeito todo peculiar: ele vai em busca dos títulos que estão esquecidos entre os outros. Se o nome interessar, ele lê a orelha à procura de personagens interessantes, só depois ele compra: “Vasculho as prateleiras mais escondidas, pego os livros que estão em fila dupla e que, por algum motivo, não estão nas principais vitrines”. Tikhomiroff confessa que não gosta de ler best-sellers porque adora a sensação de ter descoberto algo novo, pouco explorado e debatido: “Isso acontece toda vez que me deparo com um livro escondido, perdido em uma prateleira. Parece que quase ninguém leu algo que poderá ser redescoberto por mim”, diz.

O diretor conta que na adolescência ele frequentava os sebos do centro da cidade do Rio de Janeiro, especialmente um recheado de livros de ficção científica. Lá, ele encontrava tudo o que gostava de ler, inclusive livros que não eram editados no Brasil: “Foi nesse sebo que descobri Isaac Asimov e tive acesso a muitos livros franceses sobre cinema”. Atualmente, Tikhomiroff assume que é um grande consumidor de livros vendidos também pela Internet, onde ele consegue encontrar obras restritas.

Agora que estreou nos cinemas, João Daniel Tikhomiroff não quer parar de dirigir novos filmes para a telona. Ele já está trabalhando em seu novo filme, que será totalmente diferente de Besouro, mas também inspirado em um livro. A história vai se passar no Rio Grande do Sul e será uma comédia satírica.

Enquanto isso, nossas estantes virtuais continuam cheias de histórias. Quem sabe ele não encontra aqui a inspiração para o terceiro filme. É esperar para ver!


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