Blog da Estante Virtual

24.05.2012

Os 5 personagens mais nerds da literatura

agostinho blogou @ 4:13 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

Amanhã, dia 25/05, comemora-se o Dia do Orgulho Nerd ou Dia da Toalha (para os nerds mais convictos). Mas, afinal, o que são nerds? Os nerds são pessoas com intensas atividades intelectuais, geralmente além das expectativas para sua idade, e, por  isso, deixam de realizar outras atividades mais banais e comuns a todos.

Esse termo já foi usado de forma pejorativa, para ridicularizar pessoas, mas hoje não é bem assim. Além de muitos dos homens mais ricos do mundo se assumirem como nerds, o que ajudou  bastante na mudança desse conceito, diversos personagens nerds se popularizaram através da televisão, cinema e livros mais recentes. Porém, alguns personagens clássicos da literatura já aparentavam certa semelhança com esse jeito de ser único dos nerds bem antes de o termo ter sido criado por volta de 1950. Vamos então à nossa lista:

Busque livros de Sherlock Holmes na Estante Virtual

Sherlock Holmes, dos livros de Sir Athur Conan Doyle:

Criado no final do século XIX, Holmes pode ser considerado o mais nerd de todos os personagens que apareceram na literatura até hoje. O detetive particular tem a habilidade de chegar a conclusões dificílimas com pequenos detalhes, além de ser um estudioso pesquisador de quase todos os assuntos do mundo. Além disso, ele costuma fazer experiências um tanto avançadas para sua época e sua excentricidade faz com que se torne um tanto insociável.

Busque o livro Frankenstein na Estante Virtual

Victor Frankenstein, do livro Frankenstein ou o Moderno Prometeu, da autora Mary Shelley:

Quem não leu o livro pode achar que Frankenstein é o monstro, mas na realidade é o sobrenome do estudante que o criou. Victor é estudante de ciências naturais e abre mão do contato com a família para se concentrar nos estudos, misturando alquimia a ciências naturais modernas. O resultado disso é a criação de uma forma com vida! Por ter estudado tanto e conseguido chegar à criação da vida, Victor Frankenstein é o nosso segundo personagem de literatura mais nerd de todos os tempos.

Busque o livro Eu Robo na Estante Virtual

Susan Calvin, do livro Eu Robô, escrito por Isaac Asimov:

Sempre relatada como inteligentíssima e fria, a psicóloga Susan Calvin fez doutorado em robótica e seguiu carreira como robopsicóloga. Não bastasse isso, ela se aposentou como robopsicóloga chefe e fez com que seu criador, Isaac Asimov, se apaixonasse por ela e deixasse outros personagens de lado em seus contos do livro Eu Robô. Como somente um nerd poderia estudar a psicologia de robôs, Susan é nossa terceira colocada.

Busque o livro Triste Fim de Policarpo Quaresma na Estante Virtual

Policarpo Quaresma, do livro Triste Fim de Policarpo Quaresma, escrito por Lima Barreto:

O personagem nacionalista estuda tanto as origens de nosso país que, após propor em assembleia legislativa republicana a adoção do tupi como língua oficial e ser ridicularizado por todos, redige por descuido, na repartição pública que trabalhava, um ofício inteiramente escrito em tupi. Ok, o tupi era mais conhecido que as línguas élficas naquela época, mas vale a 4ª colocação ao nosso Policarpo Quaresma, personagem mais brasileiro dos brasileiros!

Busque revistas do Batman na Estante Virtual

Batman, HQ do desenhista Bob Kane e do escritor Bill Finger, editora DC Comics

O homem-morcego, apesar de não ter poderes especiais sobrehumanos, tem uma capacidade intelectual aguçada, com a qual conseguiu aprender artes marciais e diversas ciências. Tudo bem que qualquer um consegue aprender o que ele aprendeu, mas o fato de ele lutar conta malfeitores é um grande diferencial! Por seu intelecto aguçado, Batman é nosso 5º personagem fictício mais nerd da literatura.

Você conhece outros personagens literários que parecem nerds? Comente este post e compartilhe com outros leitores!

17.05.2012

On The Road de Jack Kerouac – o clássico que marcou gerações vai virar filme

agostinho blogou @ 3:22 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

Criatividade espontânea, liberdade de expressão e igualdade. Essas são apenas algumas características da Geração Beat, jovens intelectuais dos anos 50 e 60 que enlouqueceram os conservadores americanos durante décadas com sua contracultura. Toda essa transgressão foi impulsionada principalmente pela publicação de um livro: On The Road (On The Road – Pé Na Estrada, no Brasil), de Jack Kerouac, lançado em 1957 nos EUA.

Além de influenciar uma geração, o livro também inaugurou uma nova forma de narrativa: o estilo Beat de escrever. Com palavras e ideias jogadas de forma verborrágica, instigando os sentidos do leitor a todo o momento, Kerouac faz algo inédito na literatura até então, vai além da simples descrição para inserir os leitores num universo de percepções através do qual conta a história do estudante e escritor Sal Paradise e seus amigos, dentre eles Dean Moriaty, um jovem libertário do Oeste que passou a infância em reformatórios e chegou a Nova Iorque para se “intelectualizar”. Dean se aproxima de Sal para aprender a arte da escrita e assim começa uma longa amizade. Juntos, os jovens percorrem dezenas de cidades americanas em busca da última fronteira, vivendo histórias de muito jazz, drogas e romance.

Existem vários mitos em torno de On The Road, e alguns foram fomentados pelo próprio autor, como revela o tradutor Eduardo Bueno na edição da L&PM. Um deles é que Jack Kerouac escreveu o livro inteiro em apenas 3 semanas, após ter passado 7 anos na estrada com seus amigos. De fato, o original do livro foi todo escrito em abril de 1951 num rolo de papel para telex, escrevendo o autor durante 14 horas ininterruptas por dia um texto sem parágrafos. Porém, depois de anos sendo recusado por diversas editoras, Kerouac reescreveu o livro diversas vezes até ser publicado. Ainda assim, a editora Viking Press fez com que o autor suprimisse 120 páginas de seu texto e incluiu diversas vírgulas desnecessárias, segundo o próprio Kerouac.

Agora, depois de 20 anos, finalmente o enredo de On The Road chegará às telas de cinema. O diretor Walter Salles e o roteirista José Rivera conseguiram trazer para os cinemas o filme que Francis Coppola, Gus Van Sant e Johnny Depp tentaram fazer em vão em 1992, e que muitos fãs no mundo inteiro ansiavam em assistir. Estreia em junho, no Brasil, o filme “Na Estrada”, baseado na obra-prima de Jack Kerouac. Fatalmente, o livro que na edição da L&PM possui 380 páginas não será contemplado com exatidão nas telonas, em todas as suas reflexões, ações e comportamentos. Porém, com o longa, leitores que não tinham conhecimento deste livro que marcou gerações poderão ter sua curiosidade e inquietação literária abaladas.

On The Road, que na Estante Virtual você encontra a partir de R$13, por fim, é uma semi-autobiografia de Kerouac, sendo ele representado por Sal Paradise, Dean Moriarty é o personagem de seu amigo Neal Cassady, Carlo Marx é o poeta Allen Ginsberg e Old Bull Lee é o escritor William Burroughs. Veja a seguir os livros mais famosos desses autores e outros livros Beat que, juntamente com On The Road, influenciaram gerações.

On the Road – Pé na Estrada 

Jack Kerouac

Tristessa 

Jack Kerouac

Uivo 

Allen Ginsberg

Almoço Nu 

William Burroughs

Cartas do Yage 

William Burroughs
/ Allen Ginsberg

A partir de R$13,00 na Estante Virtual A partir de R$6,50 na Estante Virtual A partir de R$10,00 na Estante Virtual A partir de R$35,00 na Estante Virtual A partir de R$6,50 na Estante Virtual
O Primeiro Terço 

Neal Cassady

Kerouac – Biografia 

Yves Buin

Um Parque de Diversões
da Cabeça
 

Lawrence Ferlinghetti

Deus da Chuva e da Morte 

Jorge Mautner

Geração Beat 

Claudio Willer

A partir de R$7,90 na Estante Virtual A partir de R$8,00 na Estante Virtual A partir de R$8,00 na Estante Virtual A partir de R$50,00 na Estante Virtual A partir de R$9,00 na Estante Virtual

16.03.2012

A arte de guardar os livros na prateleira

agostinho blogou @ 5:16 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

Para os amantes dos livros, uma das coisas mais importantes, além de ler suas novas aquisições, é como guardá-las em suas prateleiras ou estantes. A maneira como isso é feito gera um universo de possibilidades que podem evidenciar bastante sobre os donos desse acervo. Além disso, a forma como normalmente vemos os livros hoje nas prateleiras de livrarias e bibliotecas nem sempre foi o padrão.

Ao contrário do que estamos habituados a ver hoje, nem sempre os livros ficaram expostos verticalmente, com a lombada para fora. Segundo estudos, por séculos os livros eram guardados em prateleiras horizontalmente, ou seja, deitados, levemente inclinados, como mostra a gravura de Esdras o escriba e seu armário:

Esdras o escriba e as prateleiras de livros em seu tempo

(Esdras o escriba – Florença, Biblioteca Medicea Laurenziana)

Isso certamente dificultava o manejo dos acervos, com livros empilhados uns sobre os outros. Com o passar do tempo, foi inventada a ordenação vertical, e isso facilitou muito a vida dos leitores. Os livros então poderiam ser retirados das prateleiras sem que os outros fossem afetados, e propiciou até sua conservação.

Algumas vezes, os donos de bibliotecas particulares guardavam seus livros com a lombada para dentro e o corte para fora, e pediam que artistas pintassem cenas que pudessem identificar seus conteúdos, como na biblioteca de Odorico Pillone, fidalgo de Veneza, com desenhos de Cesare Vecellio, por volta de 1500. Entretanto, as bibliotecas particulares eram muito poucas nos séculos seguintes, apesar de toda a arte que as pinturas nos cortes representava.

Livros com cortes pintados

Somente após a Grande Depressão, as prateleiras e estantes nos domicílios começaram a ser mais recorrentes, e os livros passaram a ter preços mais acessíveis. Então, diversas formas de ordenação foram inventadas, a gosto de cada apaixonado leitor, como listamos no post sobre 30 das mais criativas estantes para livros.

Mas como guardamos nossos livros nas prateleiras ou estantes pode dizer muito sobre nós. Há quem prefira utilizar suas prateleiras como decoração, guardando seus livros por ordem de cor, o que causa um efeito colorido no acervo e torna o ambiente mais estiloso. A ordem por tamanhos dos livros não é tão comum, mas leitores mais milimétricos se deliciam com essa ordenação.

“Você pode dizer o quão séria a pessoa é olhando para seus livros”, afirmou a escritora americana Susan Sontag à sua nora Sigrid Nunez, também escritora, como revelou o periódico The Paris Review no último mês. Segundo Sigrid, a autora não estava se referindo a quais títulos a pessoa lê, mas como eles são ordenados na prateleira. A nora, após essa confissão, reordenou seus livros por assunto e em ordem cronológica, em vez da habitual ordem alfabética de autor, para assim parecer mais séria.

E você, qual a sua ordenação favorita dos livros nas prateleiras? Comente esse post e compartilhe com outros leitores apaixonados por livros.

 

07.03.2012

Batman é eleito o melhor super-herói por leitores de revista inglesa

agostinho blogou @ 3:07 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

A revista inglesa Comic Heroes elegeu recentemente, por meio de seus leitores, o melhor super-herói de todos os tempos: Batman, o homem morcego! O herói, criado em 1939 pelo desenhista Bob Kane e pelo escritor Bill Finger, surpreende ao aparecer encabeçando essa lista pelo fato de não possuir super poderes, ao contrário da maioria dos heróis, deixando para trás Superman e Homen-Aranha por exemplo.

É possível que, exatamente por ser tão humano, Batman tenha sido eleito o preferido entre 50 super-heróis. Por mais que seu cinto de utilidades seja repleto de surpresas, como muitas das suas versões nos mostraram ao longo dessas décadas, ultimamente  o lado realista do herói vem sendo muito explorado, assim como sua tragédia, suas fraquezas e sua personalidade. Nada mais humano que isso!

Clique na imagem para buscar revistas do Batman na Estante Virtual

(Clique na imagem para buscar revistas do Batman na Estante Virtual. Imagem: DC Comics/Reprodução)

No embalo dos dois últimos sucessos de bilheteria, Batman Begins e Batman: The Dark Knight (Batman: O Cavaleiro das Trevas), a DC Comics lançará ainda este ano o terceiro e último filme da série com Christopher Nolan como diretor e Bale como protagonista: Batman: The Dark Knight Rises (Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge).

Enquanto esperam pela estréia, prevista para julho de 2012, os fãs de HQ podem se divertir com as aventuras de todas as fases desse herói super humano. Basta fazerem uma busca pelos mais de 6 mil exemplares do Batman disponíveis na Estante Virtual.

A revista Comic Heroes divulgou ainda a seguinte lista com os 10 melhores heróis de todos os tempos:

1. Batman
2. Homem-Aranha
3. Super-Homem
4. Wolverine
5. Juiz Dredd
6. Tintim
7. Capitão América
8. Mulher Maravilha
9. The Spirit
10. Coisa

E para você, qual o seu super-herói favorito?

29.02.2012

Recordando materiais escolares de outras décadas

agostinho blogou @ 5:21 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

Nesta época de volta às aulas, mesmo quem já acabou seus estudos ou está no Ensino Superior sente uma pontada de nostalgia ao ver o entusiamo de muitos pequenos que estão começando mais um ano letivo. Além da lembrança do tradicional frio na barriga que se sentia com o primeiro dia de aula, e de todas as histórias divertidas vividas com os colegas nesses tempos, recordar alguns objetos clássicos do material escolar daquela época pode ser muito divertido. Pensando nisso, selecionamos alguns artigos que, com certeza, trarão boas recordações para daqueles que foram jovens alunos nas décadas de 80, 90 e no começo de 00.

A começar pela preparação do material antes de ir para a aula, o que não poderia deixar de ser lembrado são as lancheiras temáticas. Do Superman ou Smurfs ao Pokémon, ter uma bela lancheira para guardar o sanduíche e o suquinho era obrigatório.

  • Lancheira do Superman
  • Lancheira dos Smurfs
  • Lancheira do Pokemon

No final dos anos 90, iniciou-se uma preocupação ortopédica que deixou muitos alunos de cabelos em pé. Para evitar qualquer problema de coluna, as famosas mochilas de rodinhas foram incorporadas ao dia-a-dia dos jovens: quem nunca foi obrigado a usar essas mochilas, mesmo correndo sérios riscos de parecer ainda mais infantil e ser caçoado pelos colegas? Hoje, sabemos que esse “mico” pode ter evitado muitas reclamações de dores nas costas na idade adulta!

  • Mochila com rodinha antiga
  • Mochila com rodinha nova

Partindo para a sala de aula, são inúmeros os utensílios que marcaram diferentes épocas. O que dizer do bom e velho lápis tabuada, o terror das professoras de matemática? E a famosa Bic com 4/6/8 cores, que dificilmente funcionava mais de duas cores na mesma caneta? E, para qualquer criança, não existia felicidade escolar maior do que ganhar uma caixa de lápis de cor com 48 cores diferentes.

  • Caixa de lápis de cor com 48 cores
  • Lápis tabuada
  • Caneta de 4 cores

Diz-se que não existe o fim de uma borracha de apagar. Porém, quem acha isso nunca teve uma daquelas canetas-borracha da Paper Mate! Ou, ainda, aquelas borrachas que se encaixavam umas atrás das outras. Na década de 80, ainda, foi inventada a borracha que apaga caneta, uma revolução escolar. Todos se lembram dela por ser metade azul e metade vermelha, e ela até hoje costuma manchar um pouco o papel se utilizada incorretamente.

  • Caneta borracha
  • Borracha de encaixe
  • Borracha que apaga caneta

Materiais escolares para meninas eram um caso a parte. As coleções de lápis de pelúcia com bichinhos na ponta, carimbos de bichinhos (hoje Hello Kitty) que enfeitavam as folhas, e as próprias folhas de fichário, que eram geralmente muito rosa com pouco espaço para se escrever. Canetas com cheirinho de frutas ou chiclete também são adoradas até hoje. E como era revolucionário aquele estojinho automático que marcava a hora e tinha calculadora e calendário!

  • Lápis com bichinhos
  • Carimbo da Hello Kitty
  • Folha de fichário para meninas
  • Caneta com cheirinho
  • Estojo automático

Voltando um pouco mais no tempo, houve uma época que era muito normal o aluno possuir um mini Globo terrestre em casa, para aprender a geografia com maior facilidade. O estojinho de madeira com tampa corrida e os materiais da Turma da Mônica também tiveram sua fase de popularidade.

  • Globo terrestre
  • Estojo de madeira
  • Hidrocor da Turma da Mônica

No final das contas, o presente escolar que realmente causava a maior alegria, a partir do final da década de 80, era o estojão. Ele tinha tudo, mas tudo mesmo. Dezenas de lápis de cor, pilots (pilores ou pilotos), gizes, tintas, clips, lápis de cera, tudo que o se precisava para fazer arte!

  • Estojão

Gostou de relembrar um pouco da infância. Compartilhe este post com seus amigos e divirta-se!

08.11.2011

Blogs e microblogs de sucesso viram livros físicos

agostinho blogou @ 1:04 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

Ao longo dos últimos anos, a máquina de escrever deu lugar ao computador para o auxílio no ato da escrita. Acabou aquele romântico tec-tec, mas, por outro lado, nos livramos das letras sobrepostas quando se errava alguma palavra. Junto com os modernos editores de textos, surgiram também novos escritores que nunca sequer tocaram em uma Olivetti. Porém, a revolução na forma de escrever não se deteve à ferramenta, mas também ao meio. Do físico para o virtual, muitos autores começaram então a utilizar a internet para escrever seus livros, através de blogs ou microblogs como o Twitter.

Livro www.twitter.com/carpinejarO escritor e jornalista Fabrício Carpinejar, ganhador do Prêmio Jabuti 2009 na categoria Contos, Crônicas e Novelas com o livro Canalha, lançou em 2009 o livro www.twitter.com/carpinejar, no qual o autor reuniu 416 dos quase mil tuítes que ele possuía no microblog que dá origem ao título do livro. Carpinejar possui hoje mais de 132 mil seguidores, e é um dos perfis mais acompanhados do meio literário brasileiro. Nos tuítes, o autor comenta trivialidades da vida cotidiana, compondo diversas crônicas em apenas 140 caracteres.

O ator, comediante e escritor norte-americano Steve Martin prometeu lançar em breve um livro reunindo também seus melhores tuítes, além das retuitadas de outros usuários que ele acredita que valham a pena. O humorista possui quase 2 milhões de seguidores no microblog, e é bastante assíduo na atualização. Steve Martin anunciou, no Twitter, de forma bem irreverente como era de se esperar: “Devido à absolutamente nenhuma demanda, vou publicar um livro dos meus tuítes em breve. Muitas das respostas de vocês estão inclusas! Todos os lucros para a caridade”. O livro se chamará “The Ten, Make That Nine Habits, of Very Organized People. Make That Ten” (em tradução livre “Os dez ou nove hábitos das pessoas muito organizadas”), e tem seu lançamento previsto para o primeiro semestre de 2012.

Os blogs também têm sido um meio muito utilizado para a criação de livros físicos. Rob Gordon, autor do blog Championship Chronicles, decidiu passar 24h na frente do computador escrevendo crônicas sobre temas sugeridos pelos visitantes. O resultado foi o livro 24 horas, 48 crônicas, no qual o autor incluiu as 24 crônicas que escreveu durante esse dia inteiro e mais outras 24 que ele teve a inspiração durante o desafio.

Outros blogs ganharam tanto destaque na blogosfera nacional que acabaram virando livro físico. Um deles é o blog Mothern, que deu origem ao livro Mothern – Manual da mãe moderna, em que as autoras Juliana Sampaio e Laura Guimarães contam suas experiências como mães modernas. O último prêmio da Editora BlogBooks escolheu 12 blogs para se materializarem em livros. Dentre os livros lançados, estão o Deu no Blogão (do blog do dramaturgo Aguinaldo Silva), o Mensagens e Testemunhos, do blog religioso de Salette Ferreira, o Guanabara.info, do blog sobre tecnologia de Gustavo Guanabara, e o livro Papo de Homem, do blog sobre “universo masculino” de Guilherme Valadares.

Você conhece outros blogs ou microblogs que viraram livros? Comente esse post e compartilhe com os leitores do portal.

20.10.2011

11 títulos inusitados de livros encontrados na Estante Virtual

agostinho blogou @ 2:05 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

Aproveitando que no mês de outubro comemoramos o Dia das Crianças, decidimos realizar uma pesquisa descontraída sobre os títulos de livros que encontramos nos mais de 8 milhões de livros cadastrados na Estante Virtual. Mas não foi qualquer pesquisa, demos ênfase aos títulos mais inusitados, muitos deles indicados por leitores na lista de sugestões de leitura para as férias. Veja só o que encontramos!

Como falar dos livros que não lemos - Pierre BayardQuem nunca conheceu alguém que comenta todos os clássicos da literatura, que parece já ter lido todos os livros do universo, e está por dentro de todos os lançamentos? Preste bem atenção, essa pessoa pode ter lido Como falar dos livros que não lemos, de Pierre Bayard.

Ainda na série dos manuais de instrução, temos mais quatro livros com títulos um tanto curiosos. Existem mais de 6 mil idiomas falados no mundo. Porém, nenhum deles se refere à língua dos dragões. Isso não foi problema para Cressida Cowell, que lançou o livro infanto-juvenil Como falar dragonês — da série Como treinar seu dragão. Alguns títulos de livros podem ser um tanto ambíguos. Instruções para salvar o mundo, de Rosa Montero, é um deles. Apesar de “sustentabilidade” ser uma palavra que está em voga e o título levar a crer que saberemos mais sobre o meio-ambiente, o livro se trata de um romance que em nada tem a ver com ser sustentável.

Outro título de livro de instruções que talvez não possa ajudar muito a nossa sociedade é Como se livrar de um vampiro apaixonado, de Beth-Fantaskey. Os motivos, nesse caso, são quase óbvios. Existe um best-seller de autoajuda que também tem um título que dá medo: Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie. Você já pensou se algum amigo seu leu esse livro antes de tornar-se seu amigo, ou se você está sendo influenciado por leitores desse título?

Compre o livro A Sociedade Literária e a torta de casca de batataNa sessão dos que podem dar nojo, mas mesmo assim foram publicados, encontramos três livros inusitados: Até as princesas soltam pum, de Ilan Brenman (autor de outro livro intitulado Pai, todos os animais soltam pum?). O terceiro livro é da área de medicina e saúde, mas poderia ter sido um pouco mais sutil no título: O que o seu cocô está dizendo a você, escrito por Josh Richman.

Existe um título que até começou bem, mas no final deixou muita gente sem entender nada (no bom estilo “leia o livro e entenda”): A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows. Outro título que não diz muito para que veio, mas que é engraçado somente de ser pronunciado é Saracoteios, tateios e outros meneios, de Camilo José Cela.

Para finalizar nossa lista de títulos inusitados de livros que encontramos na Estante Virtual, escolhemos dois que estão mais ligados ao nosso dia-a-dia. O homem que odiava a segunda-feira, de Ignácio de Loyola Brandão — título que poderia ser substituído por “O homem comum” — e Ninguém tropeça em montanha, de Tadashi Kadomoto a não ser que venhamos a viver em uma terra de titãs, essa é uma verdade universal.

Você conhece outros livros com títulos engraçados ou inusitados? Comente este post e compartilhe com os leitores da Estante Virtual.

 

22.09.2011

O verdadeiro nome dos heróis de quadrinhos

agostinho blogou @ 3:15 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

Os heróis de quadrinhos e gibis fazem parte do imaginário de qualquer criança e reforçados pelos desenhos, filmes e séries, permanecem em nossas vidas mesmo depois de adultos. Mas, o curioso é que além de Clark Kent, Bruce Wayne e Peter Parker, poucos nomes verdadeiros dos heróis são conhecidos pelo público. Separamos então alguns nomes e um pouco sobre a história desses personagens que são mais famosos pelos seus codinomes!

Superman

O homem de aço foi o primeiro super-heróis dos quadrinhos, surgindo em 1938, e já foi adaptado para diversas mídias. Seu verdadeiro nome é Kal-El (nome originário de Krypton, planeta natal), mas foi batizado pelos pais adotivos na Terra como Clark Kent, nome que conhecemos melhor.

Capitão América

Criado durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, surgiu sob a onda de patriotismo americano, e costumava combater nazistas, como era esperado em sua época. Seu nome real é Steve Rogers, um rapaz franzino que se sujeitou a experiências para se alistar no exército americano.

Mulher Maravilha

A primeira super-heroína dos quadrinhos surgiu também em 1941, já teve série de TV e seu verdadeiro nome é Princesa Diana de Themyscira (ilha habitada por guerreiras amazonas). É filha da rainha Hipólita e foi enviada ao mundo dos homens para pregar a paz e lutar contra Ares, o deus grego da guerra. O quadrinho tem uma série de referências à cultura grega.

Flash

Diversos heróis da DC Comics compartilharam esse nome. O primeiro era de 1940, chama-se Jay Garrick. Depois dele, tivemos outros Flashs, como Barry AllenWally West, Bart Allen. A maioria deles teve seus poderes adquiridos por banhos químicos acidentais, dando início a uma fase diferente de superpoderes nos quadrinhos.

Quarteto Fantástico

Também personagens de desenhos e filmes de sucesso, esse quarteto nasceu em 1961, criado por Stan Lee. Reed Richards (Senhor Fantástico), Sue Storm (Mulher Invisível), Ben Grimm (Coisa), e Johnny Storm (Tocha Humana) são seus verdadeiros nomes, e o quarteto foi criado pela Marvel Comics para tentar concorrer com a Liga da Justiça, da rival DC Comics.

Homem de Ferro

Criado por Stan Lee em 1963, o Homem de Ferro segue as características de um super-herói já bastante famoso na época. Assim como o Batman, Tony Stark, o Homem de Ferro, é dotado de um alto nível intelectual, mas não tem qualquer superpoder além de sua inteligência. Como é um cientista e empresário genial, formado com Ph.D. em física e engenharia elétrica pelo MIT, desenvolveu uma máquina como armadura que tem poderes incríveis.

Super-heróis dos quadrinhos

Além dos super-heróis, alguns personagens clássicos da literatura também têm seus nomes verdadeiros pouco conhecidos pelo público:

  • Personagem de um conto do norte-americano Johnston McCulley, o Zorro surgiu em 1919 como um herói do povo. Seu verdadeiro nome é Don Diego De La Vega.
  • Lolita, a personagem que dá o nome ao livro de Vladimir Nabokov e atrai o professor de poesia francesa Humbert Humbert, na realidade chama-se Dolores Haze.
  • O Mágico de OZ, do conto de L. Frank Baum O Maravilhoso Mágico de Oz, o primeiro dos catorze contos sobre a menina Dorothy na fantástica Terra de OZ, explica na obra que seu verdadeiro nome é Oscar Zoroaster Phadrig Isaac Norman Henkel Emmannuel Ambroise Diggs, e suas iniciais são OZ PINHEAD (cabeça de alfinete, em português), motivo pelo qual preferiu ser chamado apenas de Mágico.

Você conhece o nome verdadeiro de outros personagens dos quadrinhos ou de livros que são mais conhecidos por seus codinomes ou apelidos? Comente esse post e compartilhe com todos os leitores do blog!

Veja também:

Livros clássicos da literatura adaptados para os quadrinhos.

A paixão pelos quadrinhos.

Livros também são tema de tirinhas.

 

14.09.2011

Os 101 personagens de ficção mais influentes da história

luana blogou @ 2:35 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

Eles nunca existiram na vida real e algumas de suas histórias se passaram há centenas de anos. Mesmo assim, eles influenciam nosso comportamento. Considerados verdadeiras lendas, alguns personagens da televisão, da mitologia, do cinema e também da literatura deixam grandes marcos em nossa história. Quem não se lembra de personagens como o Saci Pererê, Dom Casmurro ou Sinhozinho Malta? Na segurança de nosso lares, e junto com eles, desfrutamos dos perigos e das aventuras, dos amores e desamores de pessoas que nunca saíram do plano da imaginação. E a influência que exercem sobre nós transcende o universo criativo, afinal, no mundo real, tentamos repetir suas conquistas e não cometer os seus erros. De fato, ninguém há de negar que a ficção e realidade caminham lado a lado.

Diante da importância dessas personalidades em nossas vidas, o trio de escritores norte-americano Dan Karlan, Allan Lazar e Jeremy Salter decidiram criar, no livro As Pessoas mais Importantes do Mundo que Nunca Viveram (The 101 Most Influential People Who Never Lived), um ranking dos 101 personagens de ficção mais influentes da história. No primeiro lugar do ranking está o caubói de Marlboro. Você se lembra? Ele tornou-se mundialmente conhecido em propagandas da marca de cigarro entre as décadas de 50 e 90. Outra figurinha marcante em todo o mundo é Santa Claus, o Papai Noel, que figura na quarta posição do ranking. Personagem inspirado no arcebispo São Nicolau Taumaturgo, ele é responsável por encantar o imaginário infantil em todo o mundo.

E não para por aí. Quando o tema são as personalidades literárias mais influentes da história, a lista torna-se ainda maior. Abaixo, selecionamos alguns desses personagens. A lista completa, você confere no site 101 Influential.

1984, George Orwell

O Grande Irmão (Big Brother), presente na narrativa da ficção 1984, de George Orwell, figura na 2ª posição do ranking e é a personificação de uma sociedade constantemente vigiada. Anos depois de sua publicação, o personagem ainda deu origem a vários reality shows espalhados pelo mundo.

Hamlet, William Shakespeare

Ocupando a 5ª posição do ranking, Hamlet, personagem da tragédia homônima do poeta William Shakespeare, tenta vingar a morte do pai, rei da Dinamarca, executado por seu tio. A obra, considerada a mais longa do poeta, trata temas como traição, loucura e moral. Outros personagens de Shakespeare que figuram no ranking são Romeu e Julieta (9ª posição do ranking).

O Último Adeus de Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle

Sherlock Holmes (8ª posição no ranking) é um investigador britânico do final do século XIX que se torna famoso por desvendar mistérios através de um raciocínio rápido e dedutivo. A 221B Baker Street, residência do personagem nos livros, é hoje um dos endereços mais famosos de Londres e abriga um museu com o nome do personagem.

Um Conto de Natal, Charles Dickens

Ebenezer Scrooge (16ª posição no ranking) é um personagem ganancioso e avarento, protagonista da obra Um Conto de Natal, de Charles Dickens. Foi nele que Carl Barks se inspirou para criar outro personagem conhecido: Scrooge McDuck, o Tio Patinhas.

VDom Quixote de La Mancha, Miguel de Cervantes

Figurando na 17ª posição do ranking, Dom Quixote ao ler romances com cavaleiros decide repetir os feitos de seus heróis e parte pelo mundo vivenciando seu próprio romance de cavalaria. A obra do espanhol Miguel de Cervantes é uma paródia a essa narrativa e tornou-se um grande sucesso.

Drácula, Bram Stoker

Diretamente do romance homônimo (1987) do escritor Bram Stoker, Drácula (33ª posição no ranking) eternizou a figura do vampiro em ficções de horror. A obra não foi sucesso imediato e só atingiu seu reconhecimento no século XX, sendo então adaptada inúmeras vezes para o cinema e o teatro.

Cassino Royale, Ian Fleming

James Bond (51ª posição no ranking), agente secreto britânico criado pelo escritor Ian Fleming, em 1953, foi apresentado aos leitores pela primeira vez na obra Cassino Royale. O nome do personagem foi retirado de outra obra: Birds of the West Indies, livro predileto de sua esposa.

Superman e Batman, DC Comics

Destaque dos quadrinhos, Superman (64ª posição do ranking) e Batman (60ª posição do ranking), ambos da editora DC Comics, figuram entre os heróis mais conhecidos em todo o mundo e já foram adaptados em filmes e séries de televisão.

Psicose, Robert Bloch

Norman Bates (75ª posição no ranking) tornou-se mais conhecido nas telonas. Adaptado do romance homônimo de Robert Bloch, o filme Psicose, de Alfred Hitchcock, eternizou o personagem na cena em que o ator Anthony Perkins (Norman Bates) mata Janet Leigh (Marion Crane) a facadas no chuveiro.

Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll

Diretamente dos livros infantis e dos contos de fadas para o ranking de personalidades ficcionais mais influentes, temos Alice (34ª posição), de Alice no País das Maravilhas; Dorothy Gale (91ª posição), de O Mágico de Oz, Robin Hood (12 posição), Peter Pan (70ª posição), João e Maria (52ª posição), dentre outros.

A edição brasileira da obra norte-americana, As Pessoas mais Importantes do Mundo que Nunca Viveram, publicada pela editora Campus, ganhou novos personagens influentes no país, como Odete Roitman, Emília (do Sítio do Pica Pau Amarelo), Turma da Mônica, Dom Casmurro, dentre outros. E em entrevista ao Correio Braziliense, Dan Karlan, autor do livro, admitiu que para uma próxima edição brasileira, já tem nome certo para um personagem: Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite, baseado na obra de Luiz Eduardo Soares, Elite da Tropa.

Se você também acredita que a lista ainda não está completa, então, comente este post dizendo qual personalidade literária deveria fazer parte do ranking.

08.09.2011

No Dia Internacional da Alfabetização, 12 livros sobre o assunto

luana blogou @ 6:17 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

“A alfabetização é mais, muito mais, que ler e escrever. É a habilidade de ler o mundo, é a habilidade de continuar aprendendo e é a chave da porta do conhecimento”. Assim, o pedagogo Paulo Freire caracterizava o aprendizado infantil que há 44 anos tem data comemorativa no calendário: 08 de setembro – Dia Internacional da Alfabetização. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) com o objetivo de despertar a atenção da sociedade para a necessidade de um compromisso mundial em prol do desenvolvimento da educação.

Mesmo quatro décadas depois, a educação ainda figura como um dos grandes problemas dos países do Terceiro Mundo como o Brasil. Segundo relatório da Unesco publicado em 2010, são 800 milhões de analfabetos ao redor do globo, do qual 70 milhões são crianças. E os números não param de crescer se levarmos em conta os outros milhões de analfabetos funcionais que não foram considerados nesse levantamento, isto é, as pessoas que conseguem ler e escrever mas não sabem interpretar ou compreender pequenos blocos de texto.

Em agosto deste ano, a prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo da Alfabetização) comprovou o mau desempenho da educação infantil no Brasil. O resultado da prova demonstrou, por exemplo, que metade dos alunos do 3° ano (antiga 3ª serie) não aprendem o básico que deveriam no chamado ciclo de alfabetização: que engloba os três primeiros anos do ensino fundamental.

Diante da problemática educacional, o Ministério da Educação (MEC) deu início ao Projeto Trilhas, em parceria com o Instituto Natura e o Centro de Educação e Documentação para a Ação Comunitária de São Paulo (Cedac). No próximo ano, 130 mil professores que trabalham na alfabetização de crianças, em 90 mil escolas públicas do país, receberão livros de literatura e jogos infantis. O material é uma forma de reforçar a aprendizagem da leitura e da escrita no ensino fundamental. Além desta ação, o MEC possui outros programas voltados ao desenvolvimento da educação.

Mesmo diante dessas iniciativas, fica claro que a solução definitiva para o problema da educação parece distante. No entanto, muitos estudiosos e especialistas têm pensando à respeito do tema. Abaixo, você confere 12 livros destinados a professores que falam sobre alfabetização. Mais títulos, você confere em nossa estante de livros pedagógicos, didáticos e infanto-juvenis.

Se você conhece outro título que deveria fazer parte dessa lista, comente este post deixando o nome e o autor do livro.

Alguns títulos sobre alfabetização


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