Blog da Estante Virtual

01.08.2012

Possíveis rostos para os personagens dos livros

agostinho blogou @ 7:01 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

Uma das maiores possibilidades oferecidas pelos livros é nos permitir imaginar do nosso jeito como seriam os personagens narrados nas histórias. Um mesmo personagem pode ser imaginado de milhares de formas diferentes por leitores no mundo inteiro, sofrendo sempre influência das diversas culturas e criatividade das pessoas. Muitas vezes ficamos intrigados quando assistimos a um filme baseado em um livro e temos o rosto do nosso personagem favorito estampado por um ator famoso. Para brincar com a imaginação dos leitores, o pessoal do tumblr The Composites utiliza uma ferramenta de retrato falado para montar o rosto dos personagens, baseando-se nas descrições feitas nos respectivos livros.

Separamos alguns retratos interessantes que o The Composites fez nos últimos tempos. O tumblr conta ainda com as sugestões dos leitores para aperfeiçoar os retratos, como uma forma de democratização da imaginação de como o personagem deveria ser.

Um dos romances mais polêmicos já publicados, Lolita é narrado pelo professor de poesia Humbert Humbert, que se apaixona por sua enteada Dolores Haze. O tumblr recriou a face do personagem segundo o que o próprio diz de si: boa aparência; queixo bem torneado; cabelos escuros, suaves e sombrios; magro; ossos grandes; sobrancelhas grossas e negras; sorriso de menino; olhos de macaco envelhecidos e rosto contorcido. Veja como ficaria Humbert Humbert após essa descrição:

Outro clássico da literatura fantástica, O Drácula de Bram Stoker também foi recriado com a ferramenta e ganhou formas diferentes das dos filmes que foram feitos para o livro. Segundo as descrições do livro, o Conde Drácula seria assim: homem velho e alto, com barba feita e um longo bigode branco; rosto fortemente aquilino (relativo a águia);  com ponte alta do nariz fino e narinas peculiarmente arqueadas;  sobrancelhas quase juntas sobre o nariz; cabelo espesso que parece enrolar em sua própria profusão; orelhas pálidas com o topo aguçado; queixo largo e forte, e bochechas firmes embora finas; olhos azuis com fúria. Sua imaginação se pareceu com este retrato?

Passando para os livros mais recentes, Lisbeth Salander, da Trilogia Millennium (Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar) também ganhou forma baseada na descrição do livro, apesar de já ter sido interpretada no cinema por duas atrizes diferentes. Na descrição: uma mulher jovem, pálida e magra; cabelo curto como um fusível; uma tatuagem de vespa de cerca de uma polegada em seu pescoço; cabelos originalmente vermelhos, mas tingidos de negro ebúrneo; sorriso torto. A personagem, no retrato falado, ficaria assim:

Atualmente best-seller em diversos países, a personagem de Jogos Vorazes também teve sua face recriada pelo tumblr. Katniss Everdeen, narradora e protagonista da trilogia que inclui Jogos Vorazes, Em Chamas e A Esperança, foi descrita da seguinte maneira: Cabelos pretos e lisos; pele cor de oliva; olhos cinzentos; enormes olhos escuros; lábios vermelhos e cheios; fios de cabelo vermelhos, em um padrão que começa na orelha esquerda, envolve em torno da cabeça, e então cai em uma trança no ombro direito. Veja como ficaria a protagonista de Jogos Vorazes no retrato falado:

O tumblr The Composite, escrito pelo norte-americano Brian Joseph Davis, possui outras dezenas de retratos falados de personagens de livros famosos.

E você, concorda com esses retratos, ou sua imaginação foi mais longe que isso? Comente este post e compartilhe com seus amigos!

24.05.2012

Os 5 personagens mais nerds da literatura

agostinho blogou @ 4:13 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

Amanhã, dia 25/05, comemora-se o Dia do Orgulho Nerd ou Dia da Toalha (para os nerds mais convictos). Mas, afinal, o que são nerds? Os nerds são pessoas com intensas atividades intelectuais, geralmente além das expectativas para sua idade, e, por  isso, deixam de realizar outras atividades mais banais e comuns a todos.

Esse termo já foi usado de forma pejorativa, para ridicularizar pessoas, mas hoje não é bem assim. Além de muitos dos homens mais ricos do mundo se assumirem como nerds, o que ajudou  bastante na mudança desse conceito, diversos personagens nerds se popularizaram através da televisão, cinema e livros mais recentes. Porém, alguns personagens clássicos da literatura já aparentavam certa semelhança com esse jeito de ser único dos nerds bem antes de o termo ter sido criado por volta de 1950. Vamos então à nossa lista:

Busque livros de Sherlock Holmes na Estante Virtual

Sherlock Holmes, dos livros de Sir Athur Conan Doyle:

Criado no final do século XIX, Holmes pode ser considerado o mais nerd de todos os personagens que apareceram na literatura até hoje. O detetive particular tem a habilidade de chegar a conclusões dificílimas com pequenos detalhes, além de ser um estudioso pesquisador de quase todos os assuntos do mundo. Além disso, ele costuma fazer experiências um tanto avançadas para sua época e sua excentricidade faz com que se torne um tanto insociável.

Busque o livro Frankenstein na Estante Virtual

Victor Frankenstein, do livro Frankenstein ou o Moderno Prometeu, da autora Mary Shelley:

Quem não leu o livro pode achar que Frankenstein é o monstro, mas na realidade é o sobrenome do estudante que o criou. Victor é estudante de ciências naturais e abre mão do contato com a família para se concentrar nos estudos, misturando alquimia a ciências naturais modernas. O resultado disso é a criação de uma forma com vida! Por ter estudado tanto e conseguido chegar à criação da vida, Victor Frankenstein é o nosso segundo personagem de literatura mais nerd de todos os tempos.

Busque o livro Eu Robo na Estante Virtual

Susan Calvin, do livro Eu Robô, escrito por Isaac Asimov:

Sempre relatada como inteligentíssima e fria, a psicóloga Susan Calvin fez doutorado em robótica e seguiu carreira como robopsicóloga. Não bastasse isso, ela se aposentou como robopsicóloga chefe e fez com que seu criador, Isaac Asimov, se apaixonasse por ela e deixasse outros personagens de lado em seus contos do livro Eu Robô. Como somente um nerd poderia estudar a psicologia de robôs, Susan é nossa terceira colocada.

Busque o livro Triste Fim de Policarpo Quaresma na Estante Virtual

Policarpo Quaresma, do livro Triste Fim de Policarpo Quaresma, escrito por Lima Barreto:

O personagem nacionalista estuda tanto as origens de nosso país que, após propor em assembleia legislativa republicana a adoção do tupi como língua oficial e ser ridicularizado por todos, redige por descuido, na repartição pública que trabalhava, um ofício inteiramente escrito em tupi. Ok, o tupi era mais conhecido que as línguas élficas naquela época, mas vale a 4ª colocação ao nosso Policarpo Quaresma, personagem mais brasileiro dos brasileiros!

Busque revistas do Batman na Estante Virtual

Batman, HQ do desenhista Bob Kane e do escritor Bill Finger, editora DC Comics

O homem-morcego, apesar de não ter poderes especiais sobrehumanos, tem uma capacidade intelectual aguçada, com a qual conseguiu aprender artes marciais e diversas ciências. Tudo bem que qualquer um consegue aprender o que ele aprendeu, mas o fato de ele lutar conta malfeitores é um grande diferencial! Por seu intelecto aguçado, Batman é nosso 5º personagem fictício mais nerd da literatura.

Você conhece outros personagens literários que parecem nerds? Comente este post e compartilhe com outros leitores!

16.04.2012

A paixão por livros raros

agostinho blogou @ 4:35 pm / veja outros posts sobre Estante Virtual

O que faz um livro ser raro? É comum nos perguntarmos isso quando estamos buscando por livros na Estante Virtual e vemos que existem exemplares raros dentre eles. É certo que existem compradores apaixonados por esse tipo de livro ou que apenas possuem grande necessidade de comprá-los. Vamos então tentar explicar um pouco mais sobre o que faz um livro ser raro e quem são esses leitores aficionados por raridades.

Nas universidades, é comum um professor citar algum livro como bibliografia do curso, mas com aquela ressalva: “Será difícil vocês encontrarem este livro. Ele não é mais editado há um tempão”. Nessas horas, geralmente a Estante Virtual é lembrada como a melhor fonte para comprar livros raros pela internet, além de seminovos e usados. Esse é apenas um exemplo mais corriqueiro do que seriam os livros raros. Raros são livros difíceis de encontrar, que não estão mais sendo editados, ou que possuem características próprias, encadernação especial, tiragem limitada, ou, como é bastante comum, com autógrafo do autor ou primeiras edições de livros importantes historicamente.

Livro 20 mil léguas submarinas, primeira edição em francês Livro La Divine Increnca. primeira edição Livro Serafim autografado por Oswald de Andrade Livro Modinhas Imperiais autografado por Mário de Andrade

Esses dois últimos quesitos, especialmente, são os preferidos de leitores que têm muita admiração por um autor ou uma obra em específico, e geralmente são livros importantes nas suas vidas. Isso porque a leitura não é somente um passatempo, mas uma ação capaz de marcar pessoas e fazê-las pensar e repensar sobre o tema do livro lido, criando um vínculo tão grande que as faz querer apreciar também um autógrafo do autor ou sua primeira edição, versão mais próxima daquele original que o autor entregou para a editora.

Veja outras raridades que já passaram aqui pela Estante Virtual.

Tudo isso está atrelado ao prazer da leitura, na busca por um livro que seja único dentre milhões de outros exemplares. Seja por necessidade de um livro que não está mais à venda nas livrarias convencionais, seja por admiração por um autor ou obra específica, os leitores procuram satisfazer suas vontades dentre o acervo de livros raros da Estante Virtual. Hoje existem diversos sebos e livreiros especializados nesse tipo de livro, formando um acervo de mais de 80 mil desses exemplares. E, com apenas uma busca, você tem acesso a toda a estante de livros raros da Estante Virtual.

Acesse a estante de Livros Raros ordenada pelos últimos cadastrados!

16.02.2012

Conheça os 18 livros de literatura mais pedidos no vestibular

luana blogou @ 5:01 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

Depois da encarar a difícil tarefa de escolher que profissão seguir, os estudantes ainda têm pela frente uma maratona de estudos e provas para lá de exigentes: o temido vestibular! Estudar o conteúdo específico que será cobrado em disciplinas como português e matemática já é uma atividade com a qual se está acostumado durante todo o ensino médio, mas conhecer bem os livros de literatura que são cobrados nesses processos seletivos exige certa dedicação e pode ser até mesmo decisivo no resultado final. E não basta apenas ler os livros, é preciso identificar as características do estilo de escrever de cada autor e o período histórico e literário a que cada obra pertence.

Mas fique tranquilo, esse processo não precisa ser assustador ou mesmo tedioso. Reunimos algumas dicas que podem tornar o estudo da literatura uma das etapas mais prazerosas da preparação para o vestibular:

Dica nº 1: Escolha os primeiros e os últimos livros que irá ler

Para escolher a ordem de leitura, uma boa sugestão é levar em conta seu conhecimento prévio do estilo do autor. Comece pelas obras menos conhecidas, assim você ganha tempo para pesquisar mais sobre esses títulos e seus escritores. Se o vestibular que irá prestar não cobra livros específicos, pesquise os autores mais clássicos e, dentre suas obras publicadas, escolha aquela que mais faz seu estilo. Deixe as obras maiores para o fim, ou você corre o risco de ficar muito tempo em um único autor. Você também pode pesquisar ou perguntar a um professor os graus de dificuldade de cada livro. Provavelmente, eles lhe dirão que você terá menos dificuldade para ler Vidas Secas, de Graciliano Ramos, do que A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós.

Dica nº 2: Estabelecida a ordem de leitura, escolha o horário mais adequado para estudar

Há quem garanta que vinte a trinta minutos diários são mais do que suficientes para você ler todos os livros exigidos pelo vestibular. Ao longo da leitura, confirme se esse ritmo está bom, do contrário, será preciso mais uns minutinhos diários. Uma boa dica é deixar a leitura mais para o fim do dia. Assim você encara a atividade com prazer e deixa os neurônios mais fresquinhos para começar o dia se dedicando a outras disciplinas.

Dica nº 3: Capricho no local da leitura

Muitos não dão a devida importância, mas o local também é fundamental para o sucesso dos estudos. Por isso, dê preferência à leitura em lugares silenciosos e, claro, aconchegantes, aqueles que irão te distrair minimamente.  Mas cuidado! Evite locais tranquilos demais. Garantimos que a cama não te trará a concentração necessária e você ainda corre o risco de tirar um belo de um cochilo e atrasar suas leituras.

Dica nº 4: Faça resumos das obras lidas

A ideia é que você apreenda o máximo com o mínimo de esforço, certo? Então, após a leitura de cada livro, faça resumos que permitam que você possa consultá-los mais tarde. Assim, um mês antes das provas de vestibular, você só precisará relembrar as informações mais relevantes de cada livro. Se preferir, faça gravações de áudio.

Dica nº 5: Não deixe para depois o que pode ser feito agora

Vale a pena iniciar a leitura dos livros de literatura obrigatória no começo do ano. Além de estar mais cansado no final do ano, o ritmo de festas pode ser uma grande distração. Começando agora, você só terá que relembrar o que leu e não será preciso fazer leitura dinâmica dos livros.

Dica n° 6: Aproveite os recursos tecnológicos

Não é que você deva deixar os livros de lado e estudar as resenhas online que circulam por aí na internet, mas pesquisas online podem ajudá-lo na tarefa de estudar a literatura cobrada no vestibular. Use os recursos tecnológicos a seu favor! No ano passado, a Veja Online, por exemplo, criou uma estante com importantes obras exigidas no vestibular. Nela é possível ter acesso a um pouco da biografia do autor e as principais características de seu estilo narrativo. Tem ainda o resumo da livro, dicas de professores para você compreender mais facilmente a obra e até mesmo questões sobre ela que já caíram em vestibulares anteriores. Vale a pena dar uma olhada.

Algumas universidades, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade de Brasília (UnB) não divulgam uma lista de livros obrigatórios para o vestibular, então, conhecer os livros mais pedidos pode ser um caminho para seus estudos e grande diferencial competitivo. Por isso, montamos essa galeria com os 18 livros mais solicitados nos vestibulares. Organize sua leitura e bons estudos!

25.11.2011

Literatura Brutalista – uma literatura sem abrandamento

agostinho blogou @ 3:26 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores

Os detetives já não são mais tão heróis assim, e os assassinos são amorais. Essas são duas das principais características do gênero literário que vem sendo trabalhado por alguns autores brasileiros nas últimas décadas: a literatura brutalista.

Essa literatura foi batizada por Alfredo Bosi em 1975, no livro O conto brasileiro contemporâneo, quando o teórico se refere às obras de Rubem Fonseca (principalmente os contos das décadas de 60 e 70), considerado um dos inauguradores da literatura brutalista no Brasil. Também conhecido como neo-realismo violento, esse gênero tem características bem específicas e, apesar de beber na fonte da literatura noir ou policial, ele possui outros atributos que o diferem desta.

No gênero policial tradicional, temos sempre um crime brutal (geralmente um assassinato), e um investigador genial, como Sherlock Holmes, por exemplo, que vai à cena do crime e dá início à caçada ao assassino. Até aí, temos semelhanças com as histórias como as de Rubem Fonseca, mas as coisas começam a se diferenciar quando prestamos um pouco mais de atenção nos investigadores.

Enquanto no romance policial temos geralmente personagens geniais, com inteligência metafísica, como nos romances de Sir Arthur Conan Doyle e Edgar Allan Poe, ou com grande intuição, como nos livros de Dashiell Hammett ou Raymond Chandler, nos contos e romances de Rubem Fonseca e dos escritores da literatura brutalista vemos um investigador simples, tão humano quanto os assassinos, e que possui vícios, defeitos, características sombrias, muito diferente do herói que esse tipo de personagem costumava representar.

Isso porque os investigadores estão inseridos em histórias urbanas contextualizadas com a violência gerada pela exclusão social dos grandes centros urbanos. Agora não existe mais mocinho ou bandido. Os protagonistas vivem dilemas e os antagonistas são amorais, não têm remorso ou culpa por seus crimes, ou seja, os criminosos são brutais unicamente pela natureza humana, sejam das camadas superiores ou inferiores da sociedade.

Essa violência é demonstrada também através da linguagem utilizada na literatura brutalista: frases curtas, diretas, sem abrandamentos e altamente simples para que o leitor não tenha a menor dúvida de que a violência está presente. Esse choque gera um fascínio por tal tipo de literatura. É muito diferente de tudo o que vinha sendo feito, mesmo os mais realistas dos autores não conseguiram atingir esse nível de sofisticação na representação da realidade.

As investigações e o cotidiano relatados nas obras de autores como Rubem Fonseca, João Antonio, Wander Piroli, Sérgio Sant’Anna, e, mais tarde, na década de 90, por Marcelino Freire e Marçal Aquino e Patrícia Melo, são surpreendentes e chocam os leitores mais desavisados que esperam encontrar o clássico investigador super inteligente ou, até mesmo nas histórias que não são policiais, um cotidiano simples de personagens brandos.

Busque na Estante Virtual os principais livros de literatura brutalista ou policial dos autores citados neste post:

10.02.2011

Clássicos da literatura em quadrinhos

luana blogou @ 1:05 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores

Elas surgiram no século XIX, mais precisamente em 1880, e ficaram mundialmente conhecidas ao dar vida a personagens como Batman e o Super-Homem. Mas com o passar dos anos, as histórias em quadrinhos ou 9ª arte – como preferem chamá-las alguns de seus fãs – retornam às estantes de livrarias trazendo obras com décadas de existência. São os clássicos da literatura nacional e mundial adaptados para os gibis.

Com linguagem moderna e apelo visual, as HQs de livros clássicos têm cativado leitores de todas as idades, sobretudo, os mais jovens. Ao fazerem uma releitura de obras já consagradas, as adaptações de clássicos em quadrinhos têm facilitado o acesso de pequenos leitores de escolas públicas e privadas às narrativas mundialmente famosas. Dentre os clássicos revisitados pelas HQs estão: O Guarani, de José de Alencar, O Alienista, de Machado de Assis, O Capital, de Karl Marx, A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, Os Lusíadas, de Camões, dentre muitos outros.

Para estudiosos da história dos quadrinhos, a tendência de adaptar a prosa em quadrinhos é reflexo de uma mudança de posicionamento das revistinhas. Por um tempo, a novidade foi a referência à pintura, mas com a entrada dos mangás japoneses e a publicação de Maus, obra de Art Spiegelman que narra o Holocausto em quadrinhos, agora é a vez da literatura clássica.

Para a editora da Difusão Cultural do Livro, Daniela Padilha, as HQs podem ser consideradas um gênero literário e as adaptações que fazem de livros clássicos são uma via de acesso à obra original.  “Um leitor que, em um primeiro momento, não pegaria o livro na íntegra de Moby Dick para ler, por conta da sua complexidade e número de páginas, terá contato com a obra de Herman Melville pelos quadrinhos e, depois, poderá partir para o livro na íntegra”, argumenta Daniela em entrevista concedida ao jornal O Norte”, em julho de 2010. Não é à toa que as HQs saíram das bancas e conquistaram também as livrarias.

Para os quadrinistas, ao adaptar os clássicos para as revistas em quadrinhos, o mais difícil é reproduzir a linguagem do autor nos poucos caracteres da fala de um balão ou legenda. É preciso resumir, mantendo fidedigno o tom e o vocabulário do autor.

Se você também é fã de quadrinhos, confira a lista de clássicos adaptados para HQ que selecionamos em nossa estante Gibis. Boa leitura!

O Médico e o Monstro O Pagador de Promessas Casa Grande e Senzala Hamlet A Relíquia Memórias de um Sargento de Milícias
 

O Médico e
o Monstro

Robert L. Stevenson

 

O Pagador de
Promessas

Dias Gomes

 

Casa Grande
e Senzala

Gilberto Freyre

 

Hamlet
William Shakespeare

 

A Relíquia
Eça de Queiroz

 

Memórias de um
Sargento de Milícias

Manuel A. de Almeida

Vinte Mil Léguas Submarinas O Morro dos Ventos Uivantes Crime e Castigo Dom Quixote Alice no País das Maravilhas Os Três Mosqueteiros
 

Vinte Mil Léguas
Submarinas

Julio Verne

 

O Morro dos
Ventos Uivantes

Emily Bronte

 

Crime e Castigo
Fiódor Dostoiévski

 

Dom Quixote
Miguel de Cervantes

 

Alice no País
das Maravilhas

Lewis Carrol

 

Os Três Mosqueteiros
Alexandre Dumas

* As imagens são meramente ilustrativas

17.11.2010

Qual é o seu clássico?

agostinho blogou @ 3:22 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

É comum escutarmos que um ou outro livro é um clássico. As obras de Machado de Assis, Shakespeare ou Fernando Pessoa, por exemplo, normalmente são consideradas clássicos e de leitura indispensável. Mas, afinal, o que é um clássico?

Em seu livro Por que ler os clássicos, Italo Calvino expõe ao menos 14 definições para o termo clássico. Dentre elas, destacamos duas: “Um clássico é um livro que nunca acaba de dizer o que tem para dizer” e “Dizem-se clássicos aqueles livros que constituem uma riqueza para quem os tenha lido e amado”.

Livro

Com isso, Calvino admite duas formas diferentes de livros clássicos. Existem livros que tiveram grande contribuição para a sociedade como um todo, tornando-se clássicos da literatura. E, também, existem livros que fazem a mesma diferença revolucionária para uma pessoa em particular, passando assim a ser o clássico dela.

Isso significa que todo mundo tem seu próprio clássico, mesmo que, para o senso comum, ele não seja tão clássico assim. Todo mundo tem aquele livro que leu e ficou guardado com carinho na lembrança.

Então, qual é o seu livro clássico?

Alguns autores brasileiros já revelaram  quais foram os livros que marcaram suas vidas. Milton Hatoum, autor de Dois Irmãos e ganhador do Prêmio Jabuti em 2006, disse ao site Itaú Cultural que Angústia, de Graciliano Ramos foi um dos livros que mexeram com ele, principalmente pelo personagem principal.
No mesmo site, o escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão, autor de Não Verás País Nenhum, diz que se identificou intensamente com As aventuras de Robson Crusoé, de Daniel Defoe.

Ainda sobre livros clássicos inesquecíveis, em entrevista ao site Tríada, Marçal Aquino, autor de A turma da Rua Quinze e vencedor do Prêmio Jabuti em 2000, revelou que São Bernardo, de Graciliamo Ramos, e O Estrangeiro, de Albert Camus, são seus livros favoritos.

Lourenço Mutarelli, autor de O Cheiro do Ralo e A Arte de Produzir Efeito sem Causa, disse também que o livro O Gênio do Crime, de João Carlos Marinho, e A Metamorfose, de Kafka, são os livros que fizeram toda a diferença em sua leitura.

Não deixe de comentar também nesse post quais são os livros que viraram um clássico para você, e veja se mais alguém compartilha de seu gosto!

07.12.2007

Natal com Dickens, Gaarder, Dostoiewski, Christie, Boff e outros na Estante

Editor Blog da EV blogou @ 5:03 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores

Entre as milhares de opções de presentes disponíveis nos sebos da Estante Virtual, incluindo livros de autores favoritos, raros ou clássicos, há também a busca por livros que trazem o espírito de Natal, sejam contos, romances, poesia, teatro ou outro gênero de preferência. Uma busca básica pela palavra-chave “Natal” retorna mais de 1.300 resultados na Estante. Alguns destaques:

+ “Conto de Natal“, “A Christmas Carol” e “Três Espíritos de Natal“, Charles Dickens
+ “Contos para um Natal brasileiro“, vários autores (Carlos Drummond de Andrade, Rubem Fonseca, Lygia Fagundes Telles, entre outros)
+ “Mistério de Natal“, de Coelho Neto, datado de 1911 (há uma versão autografada)
+ “Amor de Natal“, Leo Buscaglia
+ “O Natal de Poirot” e “A Aventura do Pudim de Natal“, de Agatha Christie
+ “Um Natal Que Não Termina“, Ana Maria Machado
+ “O Gato Que Veio Para o Natal“, Cleveland Amory
+ “Noites Brancas e a Árvore de Natal na Casa de Cristo“, Dostoiewski
+ “Natal“, Leonardo Boff
+ “Antologia Mediúnica de Natal“, Francisco Cândido Xavier
+ “A Palavra é… Natal“, Vários (Machado de Assis, Mário de Andrade, Aurélio Buarque de Hollanda, entre outros)
+ “Mistério de Natal“, Jostein Gaarder

Sugestões? Escreva nos comentários. E boas compras de Natal!

28.11.2007

Os “100 livros essenciais” podem custar (bem) menos na Estante Virtual

Editor Blog da EV blogou @ 2:47 pm / veja outros posts sobre Estante Virtual e Livros e Autores

Quanto custa ter todos os 100 livros essenciais da literatura mundial listados na revista Bravo!? (veja o post abaixo)

Dois cálculos foram feitos e são apresentados abaixo.

A escritora gaúcha Carol Bensimon fez um cálculo interessante em seu blog usando as indicações da revista: pegou os 100 livros essenciais da literatura mundial listados pela Bravo! e somou para chegar ao custo total de adquirir as 100 obras: R$ 5.667,96. A Estante Virtual foi usada no cálculo, mas apenas parcialmente – o cálculo da Carol foi feito “considerando a edição apontada pela Bravo (e, no caso de o livro estar esgotado, procurando uma cópia usada de preço mais baixo na estante virtual)”. Assim, a maioria das obras (95) foram as indicadas pela revista.

A Estante Virtual fez os cálculos em sua base de 717 sebos e quase 15 milhões de livros e chegou a um número cinco vezes menor. Se todos os 100 livros fossem comprados na Estante, pelo preço da edição mais barata, custariam (excluso o frete) R$ 979,70. Esse valor corresponde a 17% do preço calculado segundo os critérios da revista e usados pela Carol. É uma média excepcional de menos de R$ 10 por livro, e muitos deles são edições gigantes, como Guerra e Paz (1.500 págs) , O Livro das Mil e Uma Noites (dois volumes), Decameron (800 págs) e Finnegans Wake (1.700 págs), que encarecem muito a lista. A única particularidade do nosso cálculo foi a da coleção A Comédia Humana, que originalmente tem 17 volumes e que foi contabilizado com as edições reduzidas em um único volume, mas podem ser adquiridos separadamente à média de R$ 25 cada, também na Estante, e há inclusive alguns sebos que possuem os 17 volumes, como a Livros Raros).

Assim como há as edições e preços competitivos, a Estante Virtual também têm obras raras e mais caras dos títulos listados pela Bravo!. Em alguns casos, o livro pode chegar a R$ 2.500,00, como Dom Quixote ilustrado com obras de Portinari.

27.11.2007

Os “100 Livros Essenciais da Literatura Mundial” da revista Bravo! na Estante

Editor Blog da EV blogou @ 2:04 pm / veja outros posts sobre Estante Virtual e Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

Os 100 Livros Essenciais da Literatura MundialA revista Bravo! lançou esse mês a edição especial “100 livros Essenciais da Literatura Mundial“, com o ranking das melhoras obras da história em todos os gêneros – segundo a revista, claro. A Estante tem todos eles, e muitas versões, edições e traduções. O vice-campeão do ranking, Odisséia, de Homero, tem mais de 3.300 resultados na busca, que vão de R$ 1 (um real) a R$ 309, de 1928 a 2011. Hamlet, o terceiro colocado, tem mais de 1.351 ocorrências, também com larga variedade de edições, preços e estados. Dom Quixote, o quarto da lista, possui mais de 2.500 ocorrências (!) (incluindo variações escritas com “Don”, por exemplo, e adaptações como a de Ana Maria Machado). Estão lá também Ulisses, de James Joyce, Guerra e Paz, deTolstói, Crime e Castigo, de Dostoievski, Em Busca do Tempo Perdido, de Proust, e o único livro brasileiro eleito, Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

Segundo o editor-senior Almir de Freitas, o ranking foi baseado principalmente na obra de Harold Bloom, um dos maiores críticos e especialistas americanos em literatura mundial, mas também levou em conta rankings da revista Time e Modern Library, além de alguns pesquisadores não-nominados. A revista não publicou o conteúdo nem link online, está disponível apenas nas bancas (a R$ 14,95).


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