Blog da Estante Virtual

03.04.2012

Livro: uma revolução tecnológica

{ Publicado @ 5:47 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades }

É bem verdade que quando nascemos, os livros já estavam lá. Aprendemos a conviver com eles na escola e dentro de casa. Aos poucos, tomamos gosto pela leitura e passamos a freqüentar bibliotecas, livrarias, sebos e nossa estante foi se multiplicando. Eles tornaram-se companhias inseparáveis, mas como sempre estiveram ali, muitos são os que leem, mas poucos são os que sabem sua origem e sua história. Em uma época de revolução digital, do surgimento dos e-books, e-readers e outros “e” mais, os livros muitas vezes são colocados à prova e questionados quanto a sua utilidade e importância. Por isso, resolvemos tomar partido da discussão, apresentar a história dos livros e sua importância. Convidamos os leitores a participarem também, a lerem esse post, assistirem aos vídeos e manifestarem sua opinião. Vamos lá!

Um pouco de história

A história do livro se confunde um pouco com a do papel. Tudo começou há uns quatro mil anos, quando os egípcios criaram uma maneira bem artesanal de elaborar seus documentos. Folhas de palmeiras encontradas na beira do Rio Nilo eram secas, trituradas e entrelaçadas, dando origem aos papiros que eram colados uns aos outros, enrolados e guardados. Se houvesse o Livro dos Recordes (Guinness Book) naquela época, certamente ele teria registrado aqueles papiros que chegavam a ter mais de 20 metros de comprimento! E ainda tem gente que reclama do peso dos livros atuais.

Anos depois, o papiro foi sendo substituído pelo pergaminho. Reza a lenda que a “preferência” pelo segundo veio depois que o rei Ptolomeu Epifânio proibiu a exportação do papiro. O pergaminho, ao contrário de seu antecessor, de origem vegetal, era feito com pele de animais que depois de secas eram esbranquiçadas e polidas. A má notícia é que era preciso abater centenas de animais para se obter algumas poucas páginas.

O papel tal qual conhecemos hoje surgiu na China, no início do século II, e era confeccionado com fibras de bambu. Foi justamente lá que surgiu o Diamond Sutra (868 d.C.), o primeiro livro de que se tem notícia. Seu conteúdo é considerado um dos mais importantes documentos do Budismo.

Ok, o papel estava inventado, mas o processo de registro das informações ainda era lento e trabalhoso. Foi então que o alemão Johannes Gutenberg entrou na história. Em 1438, ele inventou os tipos de metal, fazendo nascer a imprensa e possibilitando também que a Bíblia (1455) se tornasse o primeiro livro impresso com tipos móveis. Em 1714, a máquina de escrever foi inventada na Inglaterra, as gráficas se espalharam e os livros viraram mania mundial. E se popularizaram ainda mais no século seguinte com o barateamento do papel que passou a ser produzido com celulose.

As novas tecnologias

Estava concretizada a grande revolução dos livros. Além de possibilitar que romances incríveis e outros gêneros literários chegassem até nós, os livros ainda possibilitaram o registro da história e da cultura de todos os povos. Mas com o surgimento dos e-books, e-readers e tablets, os exemplares em papel podem estar perdendo parte de seu glamour. O vídeo a seguir aborda a questão sobre esse foco, mostrando como no futuro, os livros de papel poderiam vir a tornar-se estranhos aos mais jovens.

Mas o fato é: os livros resistem a toda essa modernização. No mundo são mais de 130 milhões de livros, segundo levantamento realizado pelo Google e o Brasil está no terceiro lugar do ranking mundial quando o quesito é a concentração de livrarias por habitante, perdendo somente para os Estados Unidos e a Argentina. Soma-se a esses números impressionantes, o fato de que o livro tem para seus defensores qualidades insubstituíveis por qualquer tecnologia: podemos tocar suas páginas, sentir seu cheiro, sua bateria nunca termina e, portanto, ele está sempre pronto para a leitura. E ainda registra histórias para além das que carrega dentro de si. Se você gosta de livros usados, saberá que é possível saber um pouco da vida de seu antigo dono, folheando as páginas de seu livro. Arriscamos, então, dizer que ambos – livro de papel e livro digital – coexistirão assim como a televisão coexiste com o rádio que um dia teve sua existência posta em discussão com o surgimento da telinha. Para os amantes desse amigo de papel, os livros são e continuarão sendo a maior revolução tecnológica que existe. Dê uma olhada nesse vídeo:

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27.03.2012

Ofício: tradutor

{ Publicado @ 6:22 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades }

É através do trabalho deles que uma grande variedade de livros chega até nós. Títulos que seríamos incapazes de ler e compreender se não fosse o minucioso trabalho de reescrever uma obra, preservando seu significado e estilo. Estamos falando dos tradutores e suas traduções, um trabalho árduo mas recompensador que, recentemente, virou foco de polêmicas envolvendo os eventos esportivos que serão sediados em nosso país. Expliquemos melhor: faça um pequeno teste. Pesquise no Google a expressão brazilian tourism (turismo brasileiro em inglês). O primeiro resultado da busca será a versão em inglês do site de turismo da Embratur, autarquia do Ministério do Turismo responsável por promover o Brasil como destino turístico e sede da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Tente compreender o que está escrito. Não se preocupe se você não é um expert na língua inglesa, garantimos que até mesmo um cidadão inglês nativo terá dificuldades para compreender algumas informações que encontramos por lá. Segundo o colunista do Portal IG, Seth Kugel, apesar do visual colorido e bonito, a tradução do website deixa bastante a desejar. Curioso? Então, confira aqui as principais falhas de tradução do site da Embratur.

Com os livros, a história não é diferente. Há cerca de um mês, a professora de inglês, Andréa Rossi, afirmou em carta que o primeiro livro da Saga Crepúsculo, escrito por Stephenie Meyer, foi publicado com mais de 300 erros de tradução. Isso sem falar nas 6 sentenças que, simplesmente, foram suprimidas da versão em português. Dentre os erros, falhas gravíssimas que mudam o sentido das palavras e até mesmo o contexto da história. Os erros apontados pela professora foram listados neste blog. De fato, os especialistas garantem: traduzir obras literárias pode ser mais desafiador que outros tipos de textos. “Os textos literários são livres, logo, o risco de alterar a ‘cor local’ é maior do que em um texto técnico”, exemplifica o tradutor técnico Jorge Ferrer. A tradutora Ana Vivacqua, proprietária da Satsuma, empresa com 10 anos de atuação na área de traduções técnicas concorda com a afirmação e ainda cita a poesia como o gênero literário mais complexo de todos. “Sua tradução é quase uma recriação do poema em outro idioma. O tradutor precisa trabalhar a linguagem em vários níveis, como significados, sons e imagens”, justifica.

Os desafios

Preservar o sentido original de um texto é considerado o grande desafio de um tradutor. Para ser fiel ao texto de origem pode ser necessário que o profissional faça uma pesquisa de termos e expressões a fim de adequar algumas terminologias à nova língua. E nesse caso, “o perigo está em acabar redigindo um texto novo, de autoria do tradutor”, alerta Ferrer. Para driblar esse perigo e garantir um texto fluente e coerente, cada tradutor encontra sua solução. Quando se depara com palavras e expressões que não existem na língua traduzida, Ana recorre a termos com significados próximos. Já Ferrer prefere manter a expressão original. “E explico seu sentido em uma nota de rodapé. Com isso, contribui-se para a cultura geral do leitor. É sempre interessante aprender palavras ou expressões locais”, complementa o tradutor. Mas Ana faz um alerta: “o uso de notas de rodapé é possível, mas nem sempre adequado sob o risco de termos um texto truncado e cheio de expressões estrangeiras”. Então, buscar o equilíbrio entre as duas alternativas é sempre a melhor saída.

A qualidade da tradução

A qualidade de uma tradução pode estar diretamente relacionada às qualidades de um bom tradutor. Para Ferrer, além do bom conhecimento da língua em que a obra foi escrita, “é preciso grande conhecimento da língua portuguesa, cultura geral e muita leitura”. Ele ainda dá algumas dicas para evitar os deslizes de uma tradução às pressas. “Sempre faço uma revisão da tradução. Às vezes, até mais de uma vez”, afirma. “Indispensável também é ter um bule de café fresquinho sempre à mão”, complementa Ana. E não é para menos, a rotina de um tradutor pode ser bem exaustiva. “A tradução é uma atividade essencialmente solitária. E a realidade do mercado é que precisamos cumprir prazos apertados. Uma métrica muito adotada no mercado é de 10 páginas ou 2.500 palavras por dia de trabalho”, exemplifica Ana.

Para Ferrer as obras em português de Gabriel Garcia Márquez, Isabel Allende e Thomas Mann são exemplos de traduções bem feitas. Já Ana, cita a tradução de Jorio Dauster para Lolita, de Vladimir Nabokov. “Nesse caso, a tradução preserva inclusive certa sonoridade da prosa do autor”, explica Ana. Mas o mercado literário não é só feito de bons exemplos. “Algumas traduções acabam ficando mal feitas porque tentam ‘abrasileirar’ o texto, colocando gírias e expressões locais em excesso, ou ainda simplificam o texto original”, afirma Ferrer que cita a versão nacional de Os Catadores de Conchas, de Rosamunde Pilcher, como uma tradução que deixa a desejar. “As descrições muito bem feitas pela autora no original foram simplificadas na tradução”. Já Ana, cita um livro sobre os bastidores de uma série de tv americana. “Encontrei diversos erros de tradução de termos comuns da área e até mesmo havia falhas na parte sobre a relação entre os personagens do seriado”. Para ela, a falta de familiaridade do tradutor com o tema explica os erros que prejudicam a leitura.

Recentemente, a revista Época publicou uma matéria em que aborda uma suposta precarização da tradução no Brasil, justificada pelos baixos salários pagos aos tradutores e a falta de especialização dos mesmos. Ana concorda que a especialização é fundamental. “O tradutor é um mensageiro que deve ter pleno comando do português e do idioma de origem para transmitir sua mensagem”. E ela garante, com base em sua experiência profissional de mais de 20 anos, que o próprio mercado se encarrega de separar o joio do trigo. “Aqueles que são bons no que fazem ou que aprendem com seus erros são os que continuam a exercer a profissão”. Ela acredita, ainda, que as empresas que contratam tradutores também são responsáveis pela qualidade da tradução.  “Elas devem realizar uma seleção criteriosa, aplicando testes de tradução antes de enviar trabalhos. Depois, o monitoramento da qualidade da tradução também é importante, informando ao tradutor sobre os erros ou problemas encontrados. Tradutores iniciantes muitas vezes ficam inseguros e o feedback é importante para seu melhoramento pessoal”.

A recompensa

Mesmo diante da difícil tarefa de traduzir um texto, o trabalho de tradução tem seus prós e recompensas. “A tradução é uma atividade que mantém o profissional em contato constante com novos assuntos e novos formatos. O tradutor está sempre aprendendo, descobrindo e estudando”, afirma Ana. “Os tradutores proporcionam acesso a textos que nos enriquecem culturalmente, emocionalmente ou profissionalmente. É abrir as portas do mundo para nossa exploração”, finaliza Ferrer.

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20.03.2012

Escritores visionários: eles previram o futuro em seus livros

{ Publicado @ 3:20 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades }

Eles mostraram que não é preciso ser nenhum vidente ou mesmo ter dons mediúnicos para prever o futuro. Em seus escritos, anteciparam a chegada do homem à lua e a criação da bomba atômica. Mesmo com a tecnologia ainda engatinhando, previram o surgimento dos jogos de videogame, a popularização dos comunicadores instantâneos e o surgimento bem recente dos tablets. Em 2012, quando as atenções estão voltadas para a possibilidade do fim do mundo, atribuída as profecias maias, o tema não poderia ser mais pertinente. Conheça os escritores e as obras que previram o futuro.

Quando pensamos em livros, digamos,  ”proféticos” é quase certo que a primeira obra que vem a nossa cabeça é a Bíblia. O motivo para ser top of mind no quesito futurologia é explicável: a Bíblia é o livro mais vendido de todos os tempos, com mais de 6 bilhões de cópias em todo o mundo. Considerada como uma obra de inspiração divina, o livro com séculos de existência interpreta a existência do homem na Terra e, segundo os mais crentes, contém diversas revelações sobre o futuro da humanidade. Em plena era digital, até mesmo computadores auxiliam estudiosos a decifrar o código secreto da Bíblia. Mas deixando o livro sagrado de lado, muitos autores de ficção científica também já fizeram previsões que se concretizaram e comprovaram que a a linha que separa ficção e realidade pode ser mais tênue do que se imagina.

As revelações do escritor britânico George Orwell no livro 1984 já foram amplamente difundidas pelo mundo e também já citadas aqui em nosso blog. Escrito em 1948 (ano que corresponde ao inverso do nome de seu livro), o autor antecipou a existência de uma sociedade constantemente vigiada, seja através de câmeras espalhadas em todos os ambientes, seja através dos próprios olhares dos cidadãos – tema que seria resgatado em 1975 sob o conceito do panóptico de Michael Foucault, na obra Vigiar e Punir.  A expressão Big Brother (Grande Irmão), utilizada na obra de Orwell, e que traduz essa visibilidade excessiva foi incorporada décadas depois pelo reality show mais famoso do mundo.

Outro autor consagrado por sua literatura futurista e que acabou por prever muitas conquistas do novo século foi Isaac Asimov. Ele antecipou, por exemplo, a criação de uma rede de computadores na qual todos os humanos estariam conectados, tal qual a internet, e dedicou atenção especial à robótica. Dedicou obras inteiras ao assunto e um de seus livros mais conhecidos, a coletânea de contos Eu, Robô, discorre sobre a evolução dessas máquinas através do tempo. Outro a prever o futuro: guerras com tanques, bombardeios aéreos a até mesmo bombas nucleares foi H. G. Wells, autor do consagrado A Guerra dos Mundos.

Considerado um dos mais antigos visionários da literatura, Julio Verne, em 1869, relatou em seu livro Vinte Mil Léguas Submarinas uma máquina capaz de se locomover com um combustível eficiente e inesgotável. Sua “profecia” concretizou-se oito décadas depois, com a criação do primeiro submarino movido à propulsão nuclear.  Em homenagem ao seu, digamos, co-criador, a máquina foi batizada com o nome de Nautilus, o mesmo usado por Verne em seu livro. Nesse vídeo curioso é possível fazer um tour 3D pelo submarino idealizado pelo escritor. E os dons proféticos de Verne não pararam por aí. No livro Da Terra à Lua, Verne descreve uma viagem espacial que quatro anos mais tarde também se concretizaria com a experiência norte-americana Apollo.

E teve escritor antecipando até invenções bem atuais, como os tablets e ipadsArthur Clarke, em seu livro 2001: Uma Odisséia no Espaço discorre sobre um computador usado para exibir conteúdo de jornais atualizados automaticamente, o Newspad, que se parece com os atuais ipads até mesmo no nome. Anos depois, foi a vez de Douglas Adams, em O Guia do Mochileiro das Galáxias, também prever a criação novidade tecnológica e até mesmo o surgimento da wikipedia, uma enciclopédia de conhecimentos construídos de forma coletiva e compartilhada. Arthur Clarke, no livro A Cidade e as Estrelas ainda imaginou um jogo de realidade virtual dois anos antes do lançamento do primeiro jogo para videogame (1958). Ele descreve a forma de lazer como um sonho, no qual não é possível se distinguir ficção de realidade. Clarke só não soube aproveitar os dons proféticos em benefício próprio. Em 1945 apresentou um artigo defendendo os satélites como forma de melhorar as telecomunicações, mas, infelizmente, não patenteou a ideia e perdeu milhões!

Ralph 124C 41+, obra rara e título de ficção famosa de Hugo Gernsback também fez suas previsões. O personagem do livro, Edward, usa o telephot, um aparelho de vídeo-chamada. O sucesso dos comunicadores instantâneos como o Messenger e o Skype estão aí para comprovar a eficácia das previsões de Gernsback. O norte-americano Edward Bellamy, em seu livro Revendo o Futuro também previu o rádio transmitido por telefone e até mesmo o cartão de crédito!

Outro a colecionar uma lista de previsões que se concretizaram foi Aldous Huxley. Dentre as mais notáveis, está sua descrição sobre a manipulação genética e a clonagem na obra Admirável Mundo Novo.  Por fim, mas não menos visionário, temos Ray Bradbury. Para nossa tristeza, em Fahrenheit, ele imaginou uma sociedade que abandonava os livros no lugar das tecnologias mais atuais como a televisão e os home theaters.

Gostou? Se você se interessa pelo assunto, a Ediouro publicou uma obra, A História do Futuro, de David A. Wilson, que aborda a futurologia, e explora nosso permanente fascínio por desvendar os tempos que virão. Trata-se de uma pesquisa elaborada sobre a necessidade humana de prever o futuro desde o início da civilização até os trabalhos de escritores como os já citados H. G. Wells e Julio Verne. E se você também se lembra de alguma obra “profética” que não foi citada aqui no blog, compartilhe com a gente, comentando este post.

Livros que previram o futuro

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16.03.2012

A arte de guardar os livros na prateleira

{ Publicado @ 5:16 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades }

Para os amantes dos livros, uma das coisas mais importantes, além de ler suas novas aquisições, é como guardá-las em suas prateleiras ou estantes. A maneira como isso é feito gera um universo de possibilidades que podem evidenciar bastante sobre os donos desse acervo. Além disso, a forma como normalmente vemos os livros hoje nas prateleiras de livrarias e bibliotecas nem sempre foi o padrão.

Ao contrário do que estamos habituados a ver hoje, nem sempre os livros ficaram expostos verticalmente, com a lombada para fora. Segundo estudos, por séculos os livros eram guardados em prateleiras horizontalmente, ou seja, deitados, levemente inclinados, como mostra a gravura de Esdras o escriba e seu armário:

Esdras o escriba e as prateleiras de livros em seu tempo

(Esdras o escriba – Florença, Biblioteca Medicea Laurenziana)

Isso certamente dificultava o manejo dos acervos, com livros empilhados uns sobre os outros. Com o passar do tempo, foi inventada a ordenação vertical, e isso facilitou muito a vida dos leitores. Os livros então poderiam ser retirados das prateleiras sem que os outros fossem afetados, e propiciou até sua conservação.

Algumas vezes, os donos de bibliotecas particulares guardavam seus livros com a lombada para dentro e o corte para fora, e pediam que artistas pintassem cenas que pudessem identificar seus conteúdos, como na biblioteca de Odorico Pillone, fidalgo de Veneza, com desenhos de Cesare Vecellio, por volta de 1500. Entretanto, as bibliotecas particulares eram muito poucas nos séculos seguintes, apesar de toda a arte que as pinturas nos cortes representava.

Livros com cortes pintados

Somente após a Grande Depressão, as prateleiras e estantes nos domicílios começaram a ser mais recorrentes, e os livros passaram a ter preços mais acessíveis. Então, diversas formas de ordenação foram inventadas, a gosto de cada apaixonado leitor, como listamos no post sobre 30 das mais criativas estantes para livros.

Mas como guardamos nossos livros nas prateleiras ou estantes pode dizer muito sobre nós. Há quem prefira utilizar suas prateleiras como decoração, guardando seus livros por ordem de cor, o que causa um efeito colorido no acervo e torna o ambiente mais estiloso. A ordem por tamanhos dos livros não é tão comum, mas leitores mais milimétricos se deliciam com essa ordenação.

“Você pode dizer o quão séria a pessoa é olhando para seus livros”, afirmou a escritora americana Susan Sontag à sua nora Sigrid Nunez, também escritora, como revelou o periódico The Paris Review no último mês. Segundo Sigrid, a autora não estava se referindo a quais títulos a pessoa lê, mas como eles são ordenados na prateleira. A nora, após essa confissão, reordenou seus livros por assunto e em ordem cronológica, em vez da habitual ordem alfabética de autor, para assim parecer mais séria.

E você, qual a sua ordenação favorita dos livros nas prateleiras? Comente esse post e compartilhe com outros leitores apaixonados por livros.

 

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13.03.2012

Livros, escritores e gatos: uma relação de intensa amizade

{ Publicado @ 6:12 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades }

Não precisa ser um assíduo frequentador de sebos e bibliotecas para notar que gatos gostam mesmo de livros. Se duvida, faça o teste: solte um felino dentro de casa e aguarde. Se em poucos minutos ele estiver deitado confortavelmente em sua estante, parabéns! Você tem um gato de verdade em casa e não um rato. Brincadeiras à parte, ainda que não se possa afirmar os motivos que fazem gatos sentirem-se atraídos por livros, algumas possibilidades já foram levantadas por quem já se questionou sobre o assunto.

  • Possibilidade nº 1: gatos têm um comportamento mais tranquilo e, por isso, gostam de ambientes calmos como os das bibliotecas e livrarias.
  • Possibilidade nº 2: livros oferecem um local confortável para uma soneca, ao menos aos olhos dos gatos que não são muito exigentes e nem fazem questão de camas king size.
  • Possibilidade nº 3: a textura e as cores dos livros são atrativos para os felinos de visão aguçada que gostam dos livros tanto quanto dos novelos de lã.

O fato é que essa relação de amizade é tão intensa que muitos gatos já serviram de inspiração para livros e escritores. Carlos Drummond de Andrade, Ernest Hemingway e Pablo Neruda são alguns poucos escritores que já declararam sua admiração pelos felinos. E os gatos já viraram até mesmo protagonistas de contos, poesias e livros inteiros, alguns deles já citados aqui no blog.

Se gatos sentem-se atraídos por livros, escritores são seduzidos pelo comportamento felino. Ambos compartilham, segundo as más línguas, de uma personalidade solitária e independente. Então, se você acredita que o cachorro é o melhor amigo do homem, lhe apresentamos a exceção à regra. No universo literário, gatos são os melhores amigos dos escritores (e dos livreiros também). Confira fotos de alguns autores e seus gatos e tire a prova você mesmo.

  • Busque livros de Charles Bukowski na Estante Virtual
  • Busque livros de Jean Paul Sartre na Estante Virtual
  • Busque livros de Julio Cortázar na Estante Virtual
  • Busque livros de Truman Capote na Estante Virtual
  • Busque livros de Stephen King na Estante Virtual
  • Busque livros de Aldous Huxley na Estante Virtual

A combinação parece tão perfeita que a expressão popular “rato de biblioteca” deveria ser revista. Não seria melhor se fosse “gato de biblioteca”?

Curtiu? Então compartilhe sua opinião, comentando este post e nos conte se você também possui um gato viciado em livros.

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08.03.2012

No Dia Internacional da Mulher, conheça as musas da literatura

{ Publicado @ 4:42 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades }

Elas já enfrentaram muitos desafios. Aos poucos, conquistaram o direito de votar, chegaram às universidades e ascenderam a grandes cargos dentro das empresas. A história está aí para comprovar: mulheres importantes na política, na história mundial e também na literatura. Mulheres que há mais de um século, em 1857, realizaram uma grande greve em Nova York. Reivindicaram melhores condições de trabalho, melhores salários e foram duramente reprimidas. Mas, ganharam espaço e conquistaram um dia só para elas: 08 de março – Dia Internacional da Mulher.

Na literatura, elas abandonaram seus pseudônimos masculinos, assumiram a autoria de seus livros e também de suas ideias e valores, mesmo quando de encontro com os pensamentos da época. Dizem as más línguas que intelectualidade não combina com beleza, mas elas estão aí justamente para provar o contrário. Muito mais que rostinhos bonitos, elas são puro talento. Neste 08 de março, fizemos uma grande pesquisa na rede e montamos uma lista com as 10 escritoras mais bonitas, segundo os leitores. Mas atenção: a lista não leva em conta só os dotes físicos dessas autoras, seus talentos também são considerados. Eles marcaram época e fizeram delas grandes escritoras.

Confira, divirta-se e, se não concordar com a lista ou quiser acrescentar outros nomes, sinta-se à vontade para comentar esse post indicando quem são as suas musas da literatura.

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07.03.2012

Batman é eleito o melhor super-herói por leitores de revista inglesa

{ Publicado @ 3:07 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades }

A revista inglesa Comic Heroes elegeu recentemente, por meio de seus leitores, o melhor super-herói de todos os tempos: Batman, o homem morcego! O herói, criado em 1939 pelo desenhista Bob Kane e pelo escritor Bill Finger, surpreende ao aparecer encabeçando essa lista pelo fato de não possuir super poderes, ao contrário da maioria dos heróis, deixando para trás Superman e Homen-Aranha por exemplo.

É possível que, exatamente por ser tão humano, Batman tenha sido eleito o preferido entre 50 super-heróis. Por mais que seu cinto de utilidades seja repleto de surpresas, como muitas das suas versões nos mostraram ao longo dessas décadas, ultimamente  o lado realista do herói vem sendo muito explorado, assim como sua tragédia, suas fraquezas e sua personalidade. Nada mais humano que isso!

Clique na imagem para buscar revistas do Batman na Estante Virtual

(Clique na imagem para buscar revistas do Batman na Estante Virtual. Imagem: DC Comics/Reprodução)

No embalo dos dois últimos sucessos de bilheteria, Batman Begins e Batman: The Dark Knight (Batman: O Cavaleiro das Trevas), a DC Comics lançará ainda este ano o terceiro e último filme da série com Christopher Nolan como diretor e Bale como protagonista: Batman: The Dark Knight Rises (Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge).

Enquanto esperam pela estréia, prevista para julho de 2012, os fãs de HQ podem se divertir com as aventuras de todas as fases desse herói super humano. Basta fazerem uma busca pelos mais de 6 mil exemplares do Batman disponíveis na Estante Virtual.

A revista Comic Heroes divulgou ainda a seguinte lista com os 10 melhores heróis de todos os tempos:

1. Batman
2. Homem-Aranha
3. Super-Homem
4. Wolverine
5. Juiz Dredd
6. Tintim
7. Capitão América
8. Mulher Maravilha
9. The Spirit
10. Coisa

E para você, qual o seu super-herói favorito?

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29.02.2012

Recordando materiais escolares de outras décadas

{ Publicado @ 5:21 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades }

Nesta época de volta às aulas, mesmo quem já acabou seus estudos ou está no Ensino Superior sente uma pontada de nostalgia ao ver o entusiamo de muitos pequenos que estão começando mais um ano letivo. Além da lembrança do tradicional frio na barriga que se sentia com o primeiro dia de aula, e de todas as histórias divertidas vividas com os colegas nesses tempos, recordar alguns objetos clássicos do material escolar daquela época pode ser muito divertido. Pensando nisso, selecionamos alguns artigos que, com certeza, trarão boas recordações para daqueles que foram jovens alunos nas décadas de 80, 90 e no começo de 00.

A começar pela preparação do material antes de ir para a aula, o que não poderia deixar de ser lembrado são as lancheiras temáticas. Do Superman ou Smurfs ao Pokémon, ter uma bela lancheira para guardar o sanduíche e o suquinho era obrigatório.

  • Lancheira do Superman
  • Lancheira dos Smurfs
  • Lancheira do Pokemon

No final dos anos 90, iniciou-se uma preocupação ortopédica que deixou muitos alunos de cabelos em pé. Para evitar qualquer problema de coluna, as famosas mochilas de rodinhas foram incorporadas ao dia-a-dia dos jovens: quem nunca foi obrigado a usar essas mochilas, mesmo correndo sérios riscos de parecer ainda mais infantil e ser caçoado pelos colegas? Hoje, sabemos que esse “mico” pode ter evitado muitas reclamações de dores nas costas na idade adulta!

  • Mochila com rodinha antiga
  • Mochila com rodinha nova

Partindo para a sala de aula, são inúmeros os utensílios que marcaram diferentes épocas. O que dizer do bom e velho lápis tabuada, o terror das professoras de matemática? E a famosa Bic com 4/6/8 cores, que dificilmente funcionava mais de duas cores na mesma caneta? E, para qualquer criança, não existia felicidade escolar maior do que ganhar uma caixa de lápis de cor com 48 cores diferentes.

  • Caixa de lápis de cor com 48 cores
  • Lápis tabuada
  • Caneta de 4 cores

Diz-se que não existe o fim de uma borracha de apagar. Porém, quem acha isso nunca teve uma daquelas canetas-borracha da Paper Mate! Ou, ainda, aquelas borrachas que se encaixavam umas atrás das outras. Na década de 80, ainda, foi inventada a borracha que apaga caneta, uma revolução escolar. Todos se lembram dela por ser metade azul e metade vermelha, e ela até hoje costuma manchar um pouco o papel se utilizada incorretamente.

  • Caneta borracha
  • Borracha de encaixe
  • Borracha que apaga caneta

Materiais escolares para meninas eram um caso a parte. As coleções de lápis de pelúcia com bichinhos na ponta, carimbos de bichinhos (hoje Hello Kitty) que enfeitavam as folhas, e as próprias folhas de fichário, que eram geralmente muito rosa com pouco espaço para se escrever. Canetas com cheirinho de frutas ou chiclete também são adoradas até hoje. E como era revolucionário aquele estojinho automático que marcava a hora e tinha calculadora e calendário!

  • Lápis com bichinhos
  • Carimbo da Hello Kitty
  • Folha de fichário para meninas
  • Caneta com cheirinho
  • Estojo automático

Voltando um pouco mais no tempo, houve uma época que era muito normal o aluno possuir um mini Globo terrestre em casa, para aprender a geografia com maior facilidade. O estojinho de madeira com tampa corrida e os materiais da Turma da Mônica também tiveram sua fase de popularidade.

  • Globo terrestre
  • Estojo de madeira
  • Hidrocor da Turma da Mônica

No final das contas, o presente escolar que realmente causava a maior alegria, a partir do final da década de 80, era o estojão. Ele tinha tudo, mas tudo mesmo. Dezenas de lápis de cor, pilots (pilores ou pilotos), gizes, tintas, clips, lápis de cera, tudo que o se precisava para fazer arte!

  • Estojão

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24.02.2012

Livros universitários com até 94% de economia

{ Publicado @ 3:43 pm / veja outros posts sobre Campanhas e Promoções e Estante Virtual }

O semestre já começou na maioria das universidades e, passado o carnaval, é hora dos estudantes pesquisarem o menor preço dos livros de cada uma das disciplinas. Para ajudá-los, como faz todo início de semestre, a Estante Virtual preparou um comparativo de preços* a partir da bibliografia básica de alguns cursos universitários e dos livros acadêmicos mais procurados no portal. O resultado comprovou as pesquisas anteriores: comprar livros usados e seminovos na Estante Virtual pode representar uma economia de até 94%.

Livros acadêmicos como História do Pensamento Econômico de Hunt e Sherman e Noções Básicas de Psicanálise de Charles Brenner podem ser adquiridos com 86% de economia. Já nos livros Direito Administrativo Brasileiro de Hely Lopes Meirelles e Sociologia da Educação de Nelson Piletti a economia é ainda maior, 94% e 90% respectivamente. Portanto, para gastar menos nessa volta às aulas, basta conferir as listas a seguir ou fazer uma busca na estante específica do seu interesse. Boa volta às aulas!

Estante de Direito

Estante de Administração

Estante de Filosofia

Estante de Pedagogia

Estante de Comunicação Social

Estante de Psicologia

Estante de Economia

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* A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 17 de fevereiro de 2012 e comparou o menor preço do livro novo ofertado no Buscapé – site que compara preços das maiores livrarias do país – com o menor preço do mesmo exemplar na Estante Virtual. A comparação não inclui o preço do frete praticado pelas livrarias e pela Estante Virtual. Os produtos e ofertas estão sujeitos à disponibilidade de estoque dos livreiros.

 

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16.02.2012

Conheça os 18 livros de literatura mais pedidos no vestibular

{ Publicado @ 5:01 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades }

Depois da encarar a difícil tarefa de escolher que profissão seguir, os estudantes ainda têm pela frente uma maratona de estudos e provas para lá de exigentes: o temido vestibular! Estudar o conteúdo específico que será cobrado em disciplinas como português e matemática já é uma atividade com a qual se está acostumado durante todo o ensino médio, mas conhecer bem os livros de literatura que são cobrados nesses processos seletivos exige certa dedicação e pode ser até mesmo decisivo no resultado final. E não basta apenas ler os livros, é preciso identificar as características do estilo de escrever de cada autor e o período histórico e literário a que cada obra pertence.

Mas fique tranquilo, esse processo não precisa ser assustador ou mesmo tedioso. Reunimos algumas dicas que podem tornar o estudo da literatura uma das etapas mais prazerosas da preparação para o vestibular:

Dica nº 1: Escolha os primeiros e os últimos livros que irá ler

Para escolher a ordem de leitura, uma boa sugestão é levar em conta seu conhecimento prévio do estilo do autor. Comece pelas obras menos conhecidas, assim você ganha tempo para pesquisar mais sobre esses títulos e seus escritores. Se o vestibular que irá prestar não cobra livros específicos, pesquise os autores mais clássicos e, dentre suas obras publicadas, escolha aquela que mais faz seu estilo. Deixe as obras maiores para o fim, ou você corre o risco de ficar muito tempo em um único autor. Você também pode pesquisar ou perguntar a um professor os graus de dificuldade de cada livro. Provavelmente, eles lhe dirão que você terá menos dificuldade para ler Vidas Secas, de Graciliano Ramos, do que A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós.

Dica nº 2: Estabelecida a ordem de leitura, escolha o horário mais adequado para estudar

Há quem garanta que vinte a trinta minutos diários são mais do que suficientes para você ler todos os livros exigidos pelo vestibular. Ao longo da leitura, confirme se esse ritmo está bom, do contrário, será preciso mais uns minutinhos diários. Uma boa dica é deixar a leitura mais para o fim do dia. Assim você encara a atividade com prazer e deixa os neurônios mais fresquinhos para começar o dia se dedicando a outras disciplinas.

Dica nº 3: Capricho no local da leitura

Muitos não dão a devida importância, mas o local também é fundamental para o sucesso dos estudos. Por isso, dê preferência à leitura em lugares silenciosos e, claro, aconchegantes, aqueles que irão te distrair minimamente.  Mas cuidado! Evite locais tranquilos demais. Garantimos que a cama não te trará a concentração necessária e você ainda corre o risco de tirar um belo de um cochilo e atrasar suas leituras.

Dica nº 4: Faça resumos das obras lidas

A ideia é que você apreenda o máximo com o mínimo de esforço, certo? Então, após a leitura de cada livro, faça resumos que permitam que você possa consultá-los mais tarde. Assim, um mês antes das provas de vestibular, você só precisará relembrar as informações mais relevantes de cada livro. Se preferir, faça gravações de áudio.

Dica nº 5: Não deixe para depois o que pode ser feito agora

Vale a pena iniciar a leitura dos livros de literatura obrigatória no começo do ano. Além de estar mais cansado no final do ano, o ritmo de festas pode ser uma grande distração. Começando agora, você só terá que relembrar o que leu e não será preciso fazer leitura dinâmica dos livros.

Dica n° 6: Aproveite os recursos tecnológicos

Não é que você deva deixar os livros de lado e estudar as resenhas online que circulam por aí na internet, mas pesquisas online podem ajudá-lo na tarefa de estudar a literatura cobrada no vestibular. Use os recursos tecnológicos a seu favor! No ano passado, a Veja Online, por exemplo, criou uma estante com importantes obras exigidas no vestibular. Nela é possível ter acesso a um pouco da biografia do autor e as principais características de seu estilo narrativo. Tem ainda o resumo da livro, dicas de professores para você compreender mais facilmente a obra e até mesmo questões sobre ela que já caíram em vestibulares anteriores. Vale a pena dar uma olhada.

Algumas universidades, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade de Brasília (UnB) não divulgam uma lista de livros obrigatórios para o vestibular, então, conhecer os livros mais pedidos pode ser um caminho para seus estudos e grande diferencial competitivo. Por isso, montamos essa galeria com os 18 livros mais solicitados nos vestibulares. Organize sua leitura e bons estudos!

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