Blog da Estante Virtual

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18.06.2013

Do romance de folhetim ao Chick-Lit

barbara blogou @ 1:28 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

O que as radionovelas, novelas e romances atuais têm em comum? Os folhetins! Do francês feuilleton, o folhetim surgiu na França do século XIX e Honoré de Balzac foi o autor da primeira história do gênero que se popularizou como uma “ficção aos pedaços”. Publicados em jornais e revistas, os folhetins tinham como característica principal sua narrativa literária em prosa seriada, ágil e com uma profusão de eventos.

Escritos ao correr da pena são para serem lidos ao correr dos olhos”. Foi assim que José de Alencar definiu o processo de criar e ler um folhetim em sua obra Ao Correr da Pena. A velocidade da escrita e da leitura era justificada pelo objetivo primeiro dos folhetins: o entretenimento. A trama era dividida em diversos capítulos que terminavam sempre com um mistério, aguçando a curiosidade do leitor que corria para comprar a próxima edição do periódico assim que era publicado. Muitas donas de casa chegaram a recortar e a costurar as sequências dos folhetins para guardar a história completa. Mais tarde, para a praticidade da nação, muitos desses folhetins foram reunidos e publicados em livros ;)

Foi exatamente essa característica de criar o desejo de “quero mais” que fez com que os folhetins tivessem grande importância financeira na sustentação e aumento das vendas de muitos jornais e revistas da época, como o Correio Mercantil e o Diário do Rio de Janeiro. E foi com esse gênero que muitos autores brasileiros tornaram-se conhecidos e conquistaram o sucesso no universo literário. Dentre eles Machado de Assis, Joaquim Manuel de Macedo, Lima Barreto, Aluísio de Azevedo, Raul Pompéia, Manuel Antônio de Almeida e o próprio José de Alencar.

Diante do potencial de prender a audiência, o rádio e a TV acabaram por adotar a mesma tática, criando-se assim as radionovelas e as novelas, respectivamente. Mas o que os romances atuais têm a ver com tudo isso? Além da narrativa seriada, os folhetins também ficaram conhecidos por uma segunda característica: retratar o cotidiano, mostrando o dia-a-dia da sociedade da época. Proposta similar é a do novo gênero literário Chick-Lit (ficção feminina que aborda as questões das mulheres modernas). Com a diferença de que esse retrato social é focado na vida contemporânea e na rotina das mulheres.

Você já leu algum romance de folhetim? Deixe um comentário neste post falando qual foi a obra e o que achou dela. E aproveite para conferir a lista que preparamos de alguns livros que foram originalmente publicados em formato de folhetim!

 

 

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28.05.2013

Ficção científica e a origem do Dia da Toalha

barbara blogou @ 6:15 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

No último sábado, 25 de maio, muita gente comemorou o Dia da Toalha, popularizado como Dia do Orgulho Nerd! E nerd que é nerd adora uma aventura, histórias de outros mundos, seres intergaláticos, linguagens desconhecidas e restritas a um grupo seleto de falantes e muita, muita tecnologia. Nerd que é nerd ama ficção científica!

Ficção científica: a origem

A ficção científica como gênero literário se desenvolveu durante o século XIX quando ocorreram grandes revoluções na física, química, astronomia e biologia e, portanto,  o impacto da ciência sobre a sociedade e os indivíduos virou tema recorrente da literatura. A expressão, derivada do termo scientifiction, foi cunhada por Hugo Gurnsback, fundador da revista Amazing Stories (1926) – publicação que contribuiu para a popularização e consolidação do gênero literário. E acredite: na Estante Virtual você encontra um exemplar de 1950! da revista. Tamanha foi a importância de Gurnsback que, mais tarde, seu nome foi dado ao prêmio que consagra anualmente as melhores publicações, livros, revistas e os autores que são grandes promessas da ficção científica – o Prêmio Hugo!

Mas reza a lenda que muito antes da publicação da primeira Amazing Stories, o livro Frankenstein (1817), da autora britânica Mary Shelley, já havia aberto as portas para o universo científico. O que temos certeza é que nem tudo foi flores nos primórdios do gênero. Muitas de suas histórias foram duramente criticadas como sendo sensacionalistas! A visão sobre o gênero só mudou com o surgimento de um trio de autores conhecido como os “Três Grandes”: Isaac Asimov, autor de Eu, robô e O Homem Bicentenário; Robert A. Heilein, do livro Um Estranho numa Terra Estranha; e Arthur C. Clarke, autor de 2001: Odisseia Espacial. Visionário, Asimov chegou a ser considerado o Pai dos Robôs.

O Guia do Mochileiro das Galáxias e o Dia da Toalha

Análises das consequências da viagem interestelar, previsões sobre sociedades futuras na Terra, explorações imaginativas de outras formas de vida inteligente e das suas sociedades em outros mundos. Esses assuntos te lembram algum livro? Uma dica: é um livro que ganhou um dia em sua homenagem! Estamos falando do famoso O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, que faz um mix de todos esses temas, entrando de cabeça na ficção científica! E foi justamente por essa série que mistura extraterrestres, fim do mundo e uma viagem pelas galáxias que o Dia do Orgulho Nerd tornou-se conhecido como o Dia da Toalha. Adams acreditava que a toalha era um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar já que ele poderia deitar-se sobre ela nas praias de areia marmórea de Santragino V, umedecê-la e utilizá-la em um embate corpo a corpo, além de 1.001 outras utilidades de uma toalha.

Não deixe de conferir abaixo estas e outras famosas obras de ficção científica da literatura. Se sua história preferida não está aqui, compartilhe com outros leitores deixando um comentário neste post.

Ah … e descubra aqui! seu livro de ficção científica nerd ideal.

 

 

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15.05.2013

Eu amo livros e adoro completar séries, sagas e coleções!

barbara blogou @ 4:12 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

Você se sente incompleto se o último livro de uma coleção ainda não está em sua estante? Não importa se levará anos: você conta os dias para descobrir o final de uma saga? Você acompanha tudo que sai na mídia sobre o lançamento do próximo livro de sua série favorita? Ao terminar a leitura do último livro da coleção, você  sofre com o “paradoxo das sagas”: sente-se feliz por ter descoberto todo o mistério, mas triste porque a história chegou ao fim? Se você respondeu “sim” a pelo menos duas dessas perguntas, esse post foi feito para você! :)

Participe da campanha Eu Amo Livros e compartilhe sua paixão por séries, sagas e coleções.

Na literatura temos acompanhado uma proliferação de séries, o que comprova que elas têm boa aceitação junto ao público leitor. Dentre as razões que despertam todo esse interesse está a possibilidade de conviver mais tempo com os personagens e o maior número de acontecimentos e reviravoltas que tornam o desenrolar da trama muito mais imprevisível e misterioso. E por falar em mistério, nada como um bom detetive para solucioná-los, certo? Foi a perspicácia e o raciocínio dedutivo que fizeram de Sherlock Holmes o detetive mais conhecido da literatura. Sir Arthur Conan Doyle apresentou o personagem pela primeira vez na revista Beeton’s Christmas Annual, em 1887, e tamanho foi o sucesso de Holmes que ele apareceu em 60 obras do escritor: 56 contos e 4 romances. Com todas essas publicações, provavelmente você vai precisar de uma estante só para essa coleção! :P

Outro detetive não menos importante e que também ganhou grandes proporções na literatura é o personagem Hercule Poirot, da rainha do crime Agatha Christie. Poirot teve sua primeira aparição no livro O Misterioso Caso de Styles (1920) e sua personalidade nada modesta conquistou tantos fãs que suas histórias totalizam 39 romances! Quem não quer admirar uma coletânea dessas em sua estante?!

O universo fantástico também está cheio de séries. O clássico Duna, de Frank Herbert, agradou tanto os leitores que o romance recebeu mais 5 continuações, originando a série homônima que aborda temas como filosofia, psicologia, biologia, ecologia e religião. Temas esses que eram pouco explorados nas histórias de ficção científica da época.

Na mesma linha de universos fantásticos, temos a história do bruxinho que cresceu e participou da infância e da adolescência de muitos leitores. Estamos falando da saga Harry Potter, criada pela autora J. K. Rowling. A cada ano, muitos leitores esperavam ansiosos pela publicação do novo livro e hoje devem admirar suas estantes com nostalgia. A mesma saudade que sentimos do mundo criado por J. R. R. Tolkien na trilogia O Senhor dos Anéis e também em O Hobbit e Silmarillion.

E para finalizar uma lista quase interminável de séries, uma sequência de livros sobre um personagem nada convencional: Henry Chinaski - protagonista de 5 livros do “Velho Safado”, também conhecido como Charles Bukowski. Por muitos, Henry  é considerado o alter ego do autor e sua primeira aparição se deu no livro Confessions of a Man Insane Enough to Live With the Beasts (tradução literal:  ”Confissões de um Homem Insano o Suficiente para Viver com as Bestas”). Como as leituras não são dependentes, é possível ler as histórias de Chinaski em qualquer ordem de publicação, começando com Factótum, por exemplo.

Sua série preferida não está aqui? Então compartilhe essa dica de leitura com a gente, comentando esse post. E compartilhe sua paixão pelas sagas, participando da nossa campanha!

*As imagens abaixo são meramente ilustrativas

Outras séries:

 

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25.04.2013

Conheça alguns personagens de livros que amam a leitura

barbara blogou @ 2:59 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

Você sabia que no dia 23 de abril é celebrado o Dia Mundial do Livro? Por isso, a Estante Virtual decretou que está aberta a temporada de amor ao livro e resolveu espalhar por aí o quanto curte o universo literário! Se você também ama os livros, participe! Basta acessar a página da campanha em nosso Facebook e compartilhar seu amor pelos livros.  E nesse período da campanha, o blog também traz um conteúdo todo especial. No post de hoje, homenagearemos alguns personagens da literatura que amam LIVROS :)

Personagens leitores

O primeiro livro de nossa lista foi considerado um dos melhores livros para se ler nas férias, segundo nossos leitores. Em A Menina que Roubava LivrosMarkus Zusak nos apresenta a esperta Liesel Meminger, uma menina que após ler seu primeiro livro – o nada incomum “Manuel do Cemitério” – se apaixona loucamente pela leitura a ponto de roubar livros para os ler. E é mais ou menos nessa mesma linha que o autor John Harding nos apresenta a pequena Florence, em A Menina que não Sabia Ler. Florence, assim como Liesel, é órfã. Sem a tutela dos pais verdadeiros, a menina vive em uma mansão na qual descobre uma gigantesca biblioteca proibida. E como tudo que é proibido torna-se irresistível, Florence passa suas tardes devorando milhares de livros! E falando em biblioteca, você conhece Daniel Sempere? O personagem de Carlos Ruiz Zafón, em A Sombra do Vento, começa a sua trajetória de amor com os livros ao ser levado pelo pai ao Cemitério dos Livros Esquecidos. É por lá que o garoto encontra o misterioso exemplar de título homônimo ao da obra e parte em uma aventura para descobrir por que alguns livros estão sendo queimados.

Nos clássicos, a aparição de personagens-leitores também é recorrente. Na maioria dos contos de Machado de Assis, os personagens leem livros e têm hábitos frequentes de leitura. Em Madame Bovary, de Gustave Flaubert, Emma encontra a libertação de um casamento tedioso com Charles na leitura. E Hamlet aparece na obra de Shakespeare como leitor dedicado à leitura de Eneida, de Virgílio. Em As Ilusões Perdidas, de Balzac, o personagem Lucien passa horas na biblioteca lendo poemas e romances com o objetivo de ascender social e intelectualmente.

Dos livros para os livros

E quando a paixão pelos livros é muita, alguns personagens acabam virando personagens das próprias histórias que leem nos livros. Confuso? Pois é movido pela confusão e pela loucura que Dom Quixote se entrega a leitura de romances de cavalaria, acreditando ser ele mesmo um cavaleiro em busca de aventuras.  Destino semelhante é o do jovem Bastian, sugado para dentro de um livro, na obra A História sem Fim, de Michael Ende.

Em alguns livros, listas extensas de obras ficam disponíveis à curiosidade do leitor. No livro As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky, o professor de inglês de Charlie recomenda uma lista de livros para fazer do estudante um leitor. Reproduzimos a lista abaixo, caso você também se interesse por essas leituras:

  1. Uma Ilha de Paz, de John Knowles
  2. Walden, de H.D. Thoreau
  3. O Sol é para Todos, de Harper Lee
  4. O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald
  5. Peter Pan, de J. M. Barrie
  6. A Nascente, de Ayn Rand
  7. Hamlet, de William Shakespeare
  8. Almoço Nú, de William S. Burroughs
  9. Este Lado do Paraíso, de F. Scott Fitzgerald
  10. On The Road, de Jack Kerouac
  11. O Estrangeiro, de Albert Camus
  12. O Apanhador do Campo de Centeio, de J.D. Salinger

 
São tantos personagens como nós, loucos por leitura, que fica difícil colocá-los todos em um post só. Então, participe desse post, citando personagens que amam livros de suas obras favoritas. É só citá-los nos comentários abaixo! ;)

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10.04.2013

Serial Killers: conheça os assassinos em série da literatura

barbara blogou @ 3:39 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores

Apesar de temidos, assassinos em série costumam despertar muita curiosidade. Afinal, quais serão os motivos que os levam a cometer crimes tão frios e violentos? Tentando chegar a uma conclusão, muitos livros têm sido escritos sobre o assunto. Mentes Perigosas: O Psicopata mora ao lado, da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, é um deles. No livro, a escritora brasileira expõe o funcionamento da mente desses assassinos – pessoas frias, manipuladoras e desprovidas de sentimento de culpa – que nem sempre são facilmente identificados na sociedade.

A curiosidade em torno do assunto e as próprias características que definem um serial killler tem transformado essas figuras em ótimos personagens de histórias de suspense e terror. Não é à toa que o Mestre do Horror, Stephen King, não pensou duas vezes antes de criar um assassino em série no livro esgotado A Coisa. Apesar de não podermos classificar o palhaço Pennywise como um humano, a criatura sobrenatural mata sem dó nem piedade muitas crianças da pequena cidade de Derry.

Em O Perfume, Jean-Baptiste Grenouille é o personagem frio e calculista que assassina mulheres em busca da essência para produzir o perfume mais poderoso do mundo – aquele capaz de fazer as pessoas se apaixonarem! (Peraí! Mortes? Busca do amor? Só uma mente assassina para “explicar”). Outro personagem que conquistou a simpatia dos leitores, apesar de assumidamente ser um serial killer, é Dexter, do livro homônimo Dexter: A Mão Esquerda de Deus, de Jeff Lindsay, que inspirou a série de tv norte-americana de grande audiência.

Mas vamos colocar os pés no chão que a realidade nem sempre é tão poética como a ficção! O livro O Adversário, de Emmanuel Carrere, é baseado no caso real de Jean-Claude Romand que matou a esposa, os dois filhos, os pais e incendiou sua casa para apagar as evidências.

Fictícios ou não, esses personagens são de apavorar qualquer um. Confira abaixo mais livros que trazem serial killers como personagens. E se você conhece outro livro que não está na lista, compartilhe com a gente, comentando esse post.

 

 

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02.04.2013

A Vez dos Bichos na Literatura (2): da Baleia de Moby Dick à Baleia de Vidas Secas

barbara blogou @ 6:18 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores

Sabemos que a segunda paixão de todos os amantes de livros são os animais. Vale de tudo: gato, cachorro, periquito – todos são adorados e preenchem nossos corações. Por isso, resolvemos falar mais uma vez desses protagonistas: os bichinhos mais incríveis e queridos da literatura!

Confira nosso primeiro post sobre animais na literatura

A começar pela obra clássica de Herman Melville, Moby Dick. Nela somos apresentados à terrível lenda da baleia que arrancou a perna do capitão Sr. Ahab. Mas será que Moby Dick é tão terrível assim? Bem, não vamos soltar spoilers, então só lendo o livro para descobrir! Mas o que podemos garantir é que Baleia, do livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, não tem nada de mamífero aquático ou mesmo de terrível. A cachorrinha que sonha com preás gordos nos comove e nos conquista ao longo de toda narrativa.

Já em Caninos Brancos, de Jack London, compartilhamos de todas as emoções que o “meio lobo”, “meio cão” vive durante o desenrolar da história. E chegamos a sentir revolta pelos seres humanos que abusam e maltratam o personagem que, mesmo assim, não abandona sua lealdade aos homens.

E como não falar do labrador que fez tanto sucesso que foi parar nas telonas? Apesar do comportamento arteiro que destrói tudo por onde passa, Marley – do livro Marley e Eu, de John Grogan – nos conquista e sensibiliza quando demonstra todo seu carinho e apoio aos donos. Nessa mesma linha de fofura encontramos Bernie Kosar, da saga Eu Sou o Número QuatroApesar de não ter uma espécie definida (na maior parte do tempo Bernie é um Beagle), a criatura vinda do planeta Lorien também conquistou seu espaço em nossa homenagem. 

Não deixe de conferir nossa lista de livros com mais exemplos de animais na literatura. E se você conhece outros livros com bichinhos incríveis, conte para gente comentando este post.


  • Vidas Secas

    Graciliano Ramos

    A partir de R$ 9,00 na Estante Virtual

  • Sofremos junto com a cadela Baleia e a família do vaqueiro Fabiano diante da fome, miséria e a seca do sertão nordestino.

     


  • Caninos Brancos

    Jack London

    A partir de R$ 4,00 na Estante Virtual

  • Caninos Brancos é parte lobo e parte cão. Sua história e fidelidade aos humanos nos leva a um misto de emoções: da raiva ao amor.

     


  • Eu sou o Número Quatro

    Pittacus Lore

    A partir de R$ 14,00 na Estante Virtual

  • Bernie Kosar é uma criatura vinda do planeta Lorien. Sua fidelidade e companheirismo durante a jornada dos últimos lorianos para reconquistar o planeta é tocante e sensibilizante.

     


  • Marley e Eu

    John Grogan

    A partir de R$ 5,00 na Estante Virtual

  • Marley é um labrador que por onde passa provoca destruição: móveis mordidos, tênis destruídos mas também é capaz de despertar muito amor. É impossível não se apaixonar.

     


  • Harry Potter e a Pedra Filosofal

    J. K. Rowling

    A partir de R$ 9,00 na Estante Virtual

  • Que a verdade seja dita: Harry Potter não seria nada sem sua coruja Hedwig. Tirada de seu sossego, a coruja é acordada durante as madrugadas para enviar cartas e ajudar o bruxinho em suas aventuras.

     


  • A Bússola Dourada

    Philip Pullman

    A partir de R$ 15,00 na Estante Virtual

  • Um pouco mais que apenas um animal, Pan é um daemon, isso é, uma parte da alma de cada ser humano, mas que pode ter a forma de vários animais. Ousado e aventureiro, Pan é o grande companheiro e amigo inseparável de Lyra.

     


  • O Sítio do Pica-Pau Amarelo

    Monteiro Lobato

    A partir de R$ 5,00 na Estante Virtual

  • Nos livros do Sítio do Pica-Pau Amarelo o que não falta são personagens animais! Morremos de medo da Cuca, a maldosa jacaré, e simpatizamos com o Marques de Rabicó, temendo que um dia ele acabe na panela de Tia Nastácia.

     


  • Alice no País das Maravilhas

    Lewis Carroll

    A partir de R$ 5,00 na Estante Virtual

  • Nesse clássico, quem não se recorda do coelho sempre apressado que chama atenção de Alice e a faz cair no País das Maravilhas?! E ainda tem o misterioso gato de Cheshire que guia a menina pelo mundo fantástico com suas frases misteriosas.

     


  • Moby Dick

    Herman Melville

    A partir de R$ 2,00 na Estante Virtual

  • Moby Dick é uma baleia temida por ter arrancado a perna do Sr. Ahab, capitão do navio baleeiro. Mas será que Moby Dick é mesmo essa criatura temível?

     

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28.03.2013

Especial Drummond: vida e obra de um dos maiores poetas brasileiros do século XX

luana blogou @ 3:15 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

“Eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata” escreveu Carlos Drummond de Andrade no livro Fazendeiro do Ar. E eterno também é o poeta mineiro, que faleceu aos 84 anos e viveu pouco – bem pouco para uma legião de leitores que admira, lê e compartilha os pensamentos de Drummond até os dias de hoje. No mês em que comemoramos o Dia Nacional da Poesia, confira o Especial Drummond na Estante Virtual com obras do poeta partir de R$2!

Especial Carlos Drummond de Andrade na Estante Virtual

Vida e obra de Drummond

Carlos Drummond de Andrade nasceu na cidade mineira de Itabira em 31 de outubro de 1902. Começou a carreira de escritor como cronista colaborador do Diário de Minas. E mais tarde também escreveu para os jornais Correio da Manhã, Jornal do Brasil, A Tribuna, Estado de Minas e Diário da Tarde. Além de poesias, que constituem a maior parte de sua obra, e de suas crônicas, Drummond também escreveu contos, infanto-juvenis e traduziu importantes obras da literatura mundial, como A Fugitiva, de Marcel Proust e Artimanhas de Scapino, de Molière.

Por insistência familiar para que obtivesse um diploma, Drummond formou-se em farmácia em 1925, mas jamais exerceu a profissão. Publicou seu primeiro livro, Alguma Poesia, em 1930, com recursos próprios. Um de seus primeiros poemas - No Meio do Caminho - estreou provocando grande polêmica, pois os críticos negavam-se a considerar o texto poesia por sua estrutura baseada na repetição e por reafirmar a fala popular “tinha uma pedra” em detrimento da forma culta “havia uma pedra”. Leia o poema:

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

A partir de aí, Drummond escreveu dezenas de livros. Em suas primeiras obras, nota-se a influência do modernismo na narrativa do poeta que se tornou ícone do movimento. Tanto em sua prosa quanto em sua poesia, seus textos caracterizam-se por uma linguagem coloquial repleta de ironia, sarcasmo e humor. Em uma primeira fase de seus escritos, Drummond mantém certo distanciamento do mundo e traduz seu desencantamento em relação a ele. São temas típicos da obra de Drummond nessa fase: o indivíduo (deslocado e desesperançoso), a terra natal, a família e os amigos, o choque social, o amor (nada romântico ou sentimental), o fazer poético e a existência (o estar no mundo).

Em um segundo momento, sem se distanciar, Drummond se envolve com o universo e a realidade a sua volta. Em obras como José (1942) e Rosa do Povo (1945), o poeta deixa a emoção transparecer em sua vontade de transformar o mundo. Tais obras marcam uma fase mais social da narrativa de Drummond.  Em outros escritos, o poeta acrescenta um novo traço a sua narrativa: o erotismo. “O Amor Natural” é um exemplo de coletânea de poemas eróticos de Drummond. E tem ainda os poemas em que ele explora os elementos materiais da palavra: a letra impressa, sua disposição espacial e o som, como em “Lição de Coisas”.

Com complicações cardíacas, Drummond faleceu em 17 de agosto de 1987.

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26.03.2013

Livro revelação: “Como Ler Livros”

luana blogou @ 1:15 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

“Estou à procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o imagino como a um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor”. Assim escreveu Clarice Lispector no livro de crônicas A Descoberta do Mundo. Se você se identificou com o que acabou de ler, certamente já teve vontade de ler um livro que não sabia bem qual. Movido apenas pela vontade de surpreender-se partiu em busca de um título, uma capa ou um enredo que lhe chamasse atenção.

Pensando nisso, decidimos “caçar” alguns desses livros para você. Este é o primeiro post de uma série que traremos sobre livros curiosos. Esperamos que gostem e aproveitem nossas dicas de leitura :) Se tiverem sugestões, mandem para a gente, comentando este post.

Como Ler Livros?!

Como Ler LivrosLer livros parece um hábito natural. Dificilmente você achou que precisaria ler um livro antes de começar a efetivamente ler livros, certo? Para o escritor e filósofo Mortimer Adler, não. Em 1940, ele publicou um guia para ler livros que mais tarde ganhou contribuições de Charles Van Doren. A obra Como Ler Livros (em edição anterior chamada de A Arte de Ler) transformou-se em um grande clássico sendo reeditada até os dias de hoje (a última edição é de 2010).

Partindo da ideia de que ninguém deveria sentir receio em adentrar-se na leitura de qualquer obra, fosse ela um simples romance ou um denso ensaio sobre arte, Adler escreveu o livro considerado por muitos o melhor guia para quem deseja melhorar sua capacidade de compreensão. A obra se propõe a abordar vários níveis da leitura: da leitura elementar (leitura básica), passando pelas leituras inspecional (leitura estrutural) e analítica (leitura profunda) e chegando à leitura sintópica (leitura comparativa), apontando técnicas para ler livros de diferentes gêneros e ensinando a classificar um livro, encontrar a mensagem principal do autor e a partir daí escrever criticas sobre sua obra. Os autores oferecem ainda uma lista de leituras recomendadas e testes de leitura para que o leitor possa medir seu progresso em compreensão, velocidade e capacidade de leitura. Gostou? Confira o vídeo em que o escritor José Monir Nasser fala mais sobre Mortimer Adler e sua obra. Boa leitura!

 

 

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12.03.2013

Vampiros: por que eles fazem tanto sucesso?

luana blogou @ 3:24 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

Vampiros: porque eles fazem tanto sucessoDepois da proliferação de livros e séries de TV sobre os filhos da noite, você já deve ter se perguntado: por que vampiros fazem tanto sucesso? Pesquisamos algumas razões que você confere a seguir. E se você também curte livros sobre/com vampiros, compartilhe seu ponto de vista sobre os motivos do sucesso dessas histórias, comentando esse post.

Fascínio pelo sobrenatural

Engana-se quem acredita que a admiração pelos sugadores de sangue é algo da contemporaneidade. Entra século e sai século e o fascínio humano pelo sobrenatural é o mesmo. Presente em muitas crenças, a figura mítica do vampiro ainda não tem sua origem bem definida, mas é certo que já nas primeiras civilizações é possível encontrar relatos sobre vampirismo. No entanto, com o passar dos anos, cada cultura e cada geração atribuiu uma característica diferente e/ou suprimiu outras. Do Drácula de Bram Stoker para o Lestat de Anne Rice e o Edward de Crepúsculo, muito sangue já rolou e a literatura foi criando diferentes tipos de vampiros: de sanguinários e frios aos românticos e (se surpreenda) “vegetarianos”!

Atraentes, poderosos e imortais

O sucesso dos vampiros é tanto que tem gente que acredita ser possível tornar-se um vampiro sem nunca ter sido mordido por um! Como? Lendo livros sobre o assunto. Pelo menos é o que afirma o artigo publicado em 2011 na revista norte-americana Psychological. De acordo com os pesquisadores, ao ler livros sobre os adoradores de sangue, os leitores podem passar a se sentir parte do grupo e adotar comportamentos dos personagens, no que chamaram de assimilação coletiva de uma narrativa.

Independentemente do fato de você acreditar que pode ou não tornar-se um vampiro, é bem provável que você já tenha se interessado por alguma história que trazia esses personagens sombrios. Os motivos? Há quem acredite que os vampiros são uma forma de sair da mesmice cotidiana. A figura do vampiro está muitas vezes associada ao líder rebelde, àquele que transgride os padrões e convenções impostos pela sociedade, vontade que muitos de nós certamente já tiveram algum dia. Charlaine Harris, autora da saga As Crônicas de Sookie Stackhouse (que deu origem à serie de tv True Blood) é dessa corrente. Em entrevista à Folha de São Paulo, a escritora afirmou que o sucesso dos vampiros está atrelado ao fato de que “todo mundo está procurando por algo diferente, fora de seu círculo corriqueiro. Todos gostariam que existisse alguma coisa inexplorada, desconhecida no mundo”.

Outra característica dos vampiros que fascina as pessoas é o seu poder ilimitado. Ao se alimentar do sangue – elemento vital – de outro, os seres da noite retiram seu poder. Não é à toa que vampiros são retratados como seres com força superior à humana. Dificilmente se machucam e isso inclui dores físicas e também as emocionais. E quem de nós, mero mortais, não gostaria se nos tornássemos super homens ou super mulheres, imunes a qualquer tipo de mal e podendo exercer nosso poder de forma ilimitada? Há ainda o fator imortalidade. Alguns acreditam que nosso medo em relação à morte faria com que nos sentíssemos seduzidos pelos vampiros e a possibilidade de uma vida eterna.

Outra motivo de tal fascínio permeia o terreno da sexualidade. “Vampiros são um símbolo sexual potente, porque a ideia geral é a de que, com todos aqueles anos de experiência, eles devem ser excelentes amantes”, afirma Charlaine. Talvez por esse motivo, vampiros sejam constantemente retratados como seres fisicamente atraentes e sedutores. Mais recentemente, muitos escritores também passaram a abordar a questão do amor impossível entre vampiros e seres humanos. Próximo ao que ocorre na vida real, a temática atraiu o interesse de muita gente que já passou por amores proibidos e desilusões.

Quer ficar mais por dentro do assunto e encontrar seus próprios motivos para gostar dos seres filhos da noite? Confira nossa vitrine de livros sobre vampiros:

*Os preços não incluem frete. Os produtos e ofertas estão sujeitos à disponibilidade de estoque dos livreiros. A Estante Virtual é um portal de sebos. As imagens são meramente ilustrativas. Consulte as condições e estado de conservação dos livros.
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05.03.2013

Conheça 10 escritoras que marcaram a literatura mundial

luana blogou @ 5:44 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

Elas inauguraram estilos, lançaram tendências, conquistaram prêmios literários e foram reconhecidas em todo o mundo. Estamos falando de 10 autoras que marcaram para sempre a literatura mundial ao lançarem novo olhar e espírito feminino aos seus textos. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, conheça esses 10 talentos em nosso Especial Mês da Mulher.

As 10 escritoras que marcaram a literatura mundial

Agatha Christie - Ainda que seus pais tenham feito de tudo para que ela seguisse carreira de cantora lírica ou pianista, Agatha Christie preferia os contos. Seus mais de 90 livros publicados, e traduzidos em todo o mundo, fizeram dela a Rainha do Crime e maior escritora de romances policiais de todos os tempos. Além dos consagrados contos e romances de mistério, Agatha ainda publicou seis romances românticos sob o pseudônimo de Mary Westmacott.

Jane Austen - Alcançou reconhecimento ao escrever Orgulho e Preconceito, considerado um dos livros mais lidos em todo o mundo. Criou a comédia de costumes, retratando a sociedade da época e introduzindo personagens ordinários e da classe média inglesa. Em sua narrativa, predominam os diálogos carregados de ironia e a reflexão acerca de valores como orgulho, vaidade, ambição e preconceito.

Clarice Lispector - Nascida na Ucrânia, mas assumidamente brasileira, Clarice Lispector inaugurou a prosa introspectiva no Brasil. Seus textos são narrados de forma intimista e as impressões e sentimentos dos personagens assumem o primeiro plano. A ausência de linearidade em sua narrativa é justificada pelo predomínio do tempo psicológico.

Nora Roberts - Foi a primeira mulher a figurar na Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos. Escreveu mais de 200 best-sellers e, em 2004, mais de 120 obras de sua autoria figuravam na lista de mais vendidos do New York Times. De escrita insaciável, produziu diversos livros, alguns sob autoria de pseudônimos, que foram traduzidos e editados em todo o mundo.

Virgínia Woolf - Escritora britânica conhecida como a “Proust Inglesa”, Virgínia escreveu alguns romances e ensaios pioneiros sobre literatura. Considerada ícone do modernismo, a escritora britânica inovou ao expor em sua narrativa o fluxo de consciência de seus personagens.

Danielle Steel - Escritora norte-americana conhecida por suas histórias de dramas românticos. Seus livros estão entre os mais vendidos do mundo e grande parte de sua obra já foi adaptada para o cinema. Em 1989, Danielle entrou para o Guinness, por ter pelo menos um livro na lista de bestsellers do New York Times durante 381 semanas consecutivas. Seus livros já foram publicados em 69 países e traduzidos para 43 idiomas.

Cecília Meireles - Professora primária, poeta e uma das primeiras vozes femininas de grande expressão na literatura brasileira. Cecília ganhou vários prêmios por seus livros.  Fortemente influenciados pelo simbolismo, seus poemas são marcados pela musicalidade e impressões sensoriais. Sua poesia intimista também revela desencantos e traz reflexões acerca de temas que retratam a vida, o amor e o tempo.

J. K. Rowling - Famosa autora britânica que deu vida ao bruxinho Harry Potter. Teve uma vida conturbada até conquistar o sucesso e vender mais de 400 milhões de cópias com suas 10 obras referentes ao personagem. No início da carreira, Rowling se dedicou à literatura infanto-juvenil, o que lhe rendeu o Prêmio Hans Christian Andersen de literatura, em 2010. Em suas obras, Rowling é conhecida pela criação de cenários fantásticos, personagens inusitados que exploram a magia e as relações de amizade.

Rachel de Queiroz - Escritora brasileira e primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras (1977), onde vinte anos antes recebia o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra. Em suas narrativas, Rachel trata de temas sociais e expõe, de forma dramática, a realidade e as lutas do povo nordestino contra a miséria e a seca.

Simone de Beauvoir - Estreou como escritora com a obra A Convidada e seu livro Os Mandarins lhe rendeu o Prêmio Goncourt (1954), o mais prestigiado prêmio literário francês. Feminista e ícone do existencialismo, em muitas de suas obras, Simone analisou a postura e o papel da mulher na sociedade, levantando questões e gerando polêmicas, muitas em torno de um conteúdo excessivamente erótico para os padrões da época.

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