Blog da Estante Virtual

28.06.2011

Escolhendo (ou rejeitando) um livro pela capa

luana blogou @ 5:27 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

Que arranque e atire todas as capas de sua biblioteca pessoal quem nunca comprou um livro pela capa ou mesmo o rejeitou. Ainda que a escolha da próxima leitura envolva muitos quesitos – pra lá de subjetivos – a primeira impressão é muito importante! Então, uma capa interessante pode ser o chamariz para despertar a curiosidade em ler e saber mais sobre uma determinada obra.

E será mesmo que uma imagem vale mais que 1.000 palavras? O fato é que as capas têm dado o que falar. Tem gente até mesmo discutindo, em um fórum na internet, as melhores capas de livros já publicadas. E o site The Book Cover Arquive cumpre a missão de selecionar e armazenar as melhores capas de livros, destacando os designers mais criativos do universo literário.

O resultado de toda essa valorização da imagem é que os autores têm se preocupado mais e dedicado mais tempo à apresentação das capas de suas obras. E as editoras, que já traziam capas diferenciadas em edições comemorativas, têm prestado mais atenção à opinião de seus leitores. A editora Novo Século, por exemplo, criou uma enquete, em uma rede de relacionamento, para escolher a capa brasileira do primeiro livro da série Night Huntress.

Em 2010, o concurso Melhor Capa de Livro (2010) do ano, promovido pelo Getty Images Brasil, premiou os designers Claudia Warrak e Raul Loureiro pela capa do livro Uma certa paz, de Amós Oz. No ano anterior, o vencedor foi o designer Rodrigo Rodrigues, criador da capa de Os Espiões, livro de Luis Fernando Veríssimo. Para conhecer as outras capas que concorreram ao prêmio em 2010, acesse o blog do concurso.

Claro demais, escuro demais, apelativo demais, non-sense demais, comum demais! Escolher uma capa pode ser muito mais difícil do que podemos imaginar. Explico: antes da publicação, a escolha de uma capa envolve a concordância entre os gostos e objetivos do escritor, do designer, da editora e do próprio mercado. Não é a toa que algumas capas ganham dezenas de versões antes de chegar a sua versão final. E no meio do processo, muitas ideias são completamente rejeitadas e abandonadas. Então, movidos pela curiosidade, pesquisamos e selecionamos oito capas que foram rejeitadas antes mesmo do livro publicado. Confira:

Observação: As capas rejeitadas estão à esquerda. À direita, você confere a versão final e aprovada!

Qual dessas capas você considera a melhor? Você concorda com todas essas rejeições? Deixe seu comentário.

22.06.2011

Ghostwriters: os escritores fantasmas famosos da literatura

luana blogou @ 3:26 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades

Escrever não é uma profissão fácil. Ao contrário do que alguns podem pensar, criar personagens consistentes e um roteiro interessante requer dedicação e uma dose extra de talento e vocação. Por isso, contratar alguém que já possui a habilidade e experiência de escrever para o público adequado pode ser a solução para quem quer ter sua obra publicada e com sucesso garantido. É aí que entra o ghostwriter ou escritor fantasma: profissional pago para escrever livros, artigos e até mesmo músicas e trilhas sonoras em nome de uma terceira pessoa. O trabalho dos ghostwriters tornou-se conhecido, sobretudo, no mundo das celebridades e das personalidades políticas, onde os escritores fantasmas são frequentemente contratados para redigir discursos, biografias e, até mesmo, para dar continuidade ao legado de um autor consagrado após a sua morte.

Um grande número de encíclicas papais, por exemplo, foram escritas por ghostwriters. E há tempos, compositores contratam esses profissionais para escrever canções e peças musicais inteiras. Um caso famoso na história da música é a do compositor austríaco Mozart. Durante anos, ele foi pago para escrever músicas para seus patrões da nobreza. Outro caso emblemático é o da música Respect, que apesar de ter sido imortalizada pela voz de Aretha Franklin, em 1967, na verdade foi escrita por Crooner Otis Redding. Confira aqui a versão original de Respect. Charlie Chaplin também forneceu apenas uma ideia geral de suas melodias para o filme Tempos Modernos que foram compostas, na verdade, pelo ghostwriter David Raksin.

Na política, o filho bastardo do Visconde de Vila Nova da Rainha, Francisco Gomes da Silva, o Chalaça, era amigo favorito e ghostwriter de D. Pedro I. Séculos depois, foi a vez de Autran Dourado tornar-se escritor fantasma do ex-presidente brasileiro Juscelino Kubitschek. O autor foi imortalizado pela frase proferida: “eu era apenas a mão que escrevia”, se referindo aos discursos do até então presidente da república. Ainda em território político, podemos citar outro caso antigo na história: o de John Quincy Adams, autor da Doutrina Monroe. Ainda que a tenha escrito enquanto trabalhava como secretário de Estado de James Monroe, a doutrina introduzida em seu governo leva o nome do político e não de Adams.

Na literatura, esses escritores fantasmas já inspiraram algumas histórias. É o caso de Budapeste, de Chico Buarque, que conta a história de José Costa, um ghostwriter especialista em escrever cartas, artigos e livros para terceiros e, mais recentemente, O Fantasma, de Robert Harris, com adaptação para o cinema de Roman Polański no filme O Escritor Fantasma. Recentemente, surgiram rumores de que o mestre do terror, Stephen King, não seria autor de alguns de  seus livros. Porém, e mbora haja provas de que ele colabora com outros escritores, não há nenhuma evidência de que o próprio King usa ghostwriters para escrever seus romances. Então, boatos à parte, há muitos casos na literatura em que, comprovadamente, o nome que aparece na capa do livro difere de quem realmente escreveu a obra. Confira:

The Secret of the Clock

A série Nancy Drew Mistery, uma das mais famosas da editora Stratemeyer Syndicate, contava com vários ghostwriters que escreviam livros por, apenas, U$125 dólares, sob o pseudônimo de Carolyn Keene.

Star Wars

William Shatner tinha boas ideias, mas faltava a habilidade de colocá-las no papel. Então, Alan Dean Foster serviu de ghostwriter para os romances de ficção científica Star Wars. As obras foram creditadas a George Lucas que é o responsável pelo roteiro e o conceito da história.

Fugitivas

Virgínia Andrews faleceu em 1986, mas suas obras continuaram sendo publicadas pelo ghostwriter Andrew Neiderman, nome que permaneceu em segredo de família por anos. Até hoje, muitas pessoas desconhecem que a autora faleceu e suas obras póstumas foram escritas por outro autor.

Vendidas

Andrew Crofts, um dos escritores mais bem sucedidos do Reino Unido, apesar de seu nome ser desconhecido dentre os leitores, é o escritor fantasma do best-seller Vendidas creditado a Zana Muhsen e também do campeão de vendas The Kid: a True History, de Kevin Lewis.

The Beach House

James Patterson costuma creditar seus ghostwriters como co-autores de suas obras. Peter de Jonge é um autor que costumava ser ghostwriter de James Patterson.

Profiles in Courage

O livro Profiles in Courage, vencedor do prêmio Pulitzer em 1957, é creditado a John Kennedy. No entanto, em 2009, Theodore Sorensen, conselheiro do ex-presidente, admitiu a autoria sobre a obra em sua autobiografia Counselor.

O Mistério das Impressões Digitais

Ellery Queen é o nome dado ao personagem fictício da série policial criada pelos primos Frederic Dannay e Manfred B. Lee. Durante muito tempo, o público leitor acreditou que o personagem era também o escritor da série. Os últimos romances atribuídos a Ellery Queen foram escritos, na verdade, por ghostwriters, tais como Theodore Sturgeon e Jack Vance.

A Tumba e outras Histórias

O escritor norte-americano, famoso por suas obras fantasiosas e de terror, H. P. Lovecraft foi ghostwriter de várias personalidades. Entre elas: Harry Houdini em Under the Pyramids e Zealia Bishop em The Curse of Yig.

20.06.2011

Onde as histórias dos livros se passam

agostinho blogou @ 5:05 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Novidades e Curiosidades
Você já teve curiosidade de saber como é e onde fica exatamente o lugar em que o livro que você está lendo se passa?

Uma das unidades básicas de uma história, muitas vezes importantíssima para seu entendimento, é o lugar. Além do mundo em que vivemos, no passado, presente ou futuro, esse lugar pode ser fantasioso, um outro planeta, ou até mesmo um outro universo. Restringindo as opções para o planeta Terra, até onde o Google Maps pode chegar até o momento, a jornalista Isabel Colucci criou um mapa colaborativo em que as pessoas podem marcar os locais onde as histórias dos livros acontecem.


Visualizar Mapa de livros e lugares em um mapa maior

Como explica em seu blog O Guaxinim, a ideia surgiu a partir da necessidade de indicar livros a uma pessoa que estava viajando para Viena. No contato com amigos que já moravam lá por perto, Isabel recebeu como resposta um “eu sei que tem, mas não lembro o nome”. Para solucionar esse problema, então, ela resolveu começar o mapa colaborativo, através do Google Maps, em que todo mundo pode marcar um lugar onde as histórias dos livros se passam. Criado em 2010, hoje o mapa já tem mais de 130 livros que se passam nos mais diferentes países e cidades pelo mundo, e qualquer um pode fazer novas marcações, clicando no link para o Google abaixo do mapa e em “editar”.

Um exemplo de marcação feita no mapa é a República Tcheca, cenário do livro A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera. Para quem pensa em viajar para lá um dia, é bastante interessante entender um pouco do país através de sua literatura. Na Rússia, temos três obras de Fiódor Dostoiévski: Crime e Castigo, O Idiota e Noites Brancas. Ainda na Europa, foi marcado em Amsterdam o livro Diário de Anne Frank, que conta a história dos tempos difíceis de Anne Frank durante a Segunda Guerra Mundial.

Já na América do Sul, temos marcações em Lima, no Peru, do livro Travessuras da Menina Má, do Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa. E, apesar de Macondo ser uma cidade fictícia, ela foi marcada na Colômbia também para mostrar que ali se passou Cem anos de solidão do também Nobel de Literatura Gabriel Gárcia Márquez, considerado por muitos críticos o melhor livro em castelhano desde Dom Quixote.

No Brasil, são muitos os lugares marcados apontando que ali se passaram boas histórias de livros nacionais. Dentre elas, estão o livro Dois Irmãos de Milton Hatoum, marcado no Amazonas, O encontro marcado de Fernando Sabino, localizado em Minas Gerais, O sol se põe em São Paulo de Bernardo Carvalho, que transita entre São Paulo e o Japão, tendo no mapa inclusive uma linha para mostrar que se passa nesses dois lugares.

É muito legal passear pelo mapa e descobrir exatamente em que ponto do planeta aconteceu a história que você tanto gosta. Além do ponto exato, muitas marcações ainda contam um pouco sobre o livro. Então, ainda é possível descobrir novos livros e se inspirar para novas leituras!

17.06.2011

No dia do cinema brasileiro, literatura nacional sobre o tema

luana blogou @ 3:59 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores

Tudo começou com um objeto de estranho nome: o cinematógrafo. Inventado em 1895, pelos irmãos Lumière, a ferramenta incomum, marcou o início do cinema, uma arte que se tornou fundamental na divulgação da cultura e das ideias, além de grande fonte de entretenimento. Dada a sua importância, o cinema é  tema recorrente na literatura: tanto nas adaptações de livros para a telona quanto nos  livros que falam sobre a sétima arte. Então, em homenagem ao Dia do Cinema Brasileiro (19 de junho), preparamos uma lista de livros nacionais que abordam o tema e uma breve história do cinema nacional. Confira:

Um Filme é para Sempre Cegueira, um Ensaio Enciclopédia do Cinema Brasileiro O Cinema Brasileiro Moderno Falha Nossa Revisão Crítica do Cinema Brasileiro
 

Um filme é
para sempre

Ruy Castro

 

Cegueira, um
ensaio

Fernando Meirelles

 

Enciclopédia do
cinema brasileiro
Fernão Ramos

 

Cinema brasileiro
moderno
Ismail Xavier

 

Falha nossa
César Kos

 

Revisão crítica do
cinema brasileiro
Glauber Rocha

O Cinema de meus Olhos Na Estrada: o Cinema de Walter Salles O Som no Cinema Brasileiro Filmar o Real: sobre o Documentário Brasileiro Contemporâneo O Cinema Vai à Mesa: Histórias e Receitas Da Criação ao Roteiro: Teoria e Prática
 

O cinema de
meus olhos

Vinícius de Moraes

 

Na estrada: o
cinema de
Walter Salles

Marcos Strecker

 

O som no cinema
brasileiro
Fernando M. da Costa

 

Filmar o real: sobre
o documentário
brasileiro contemporâneo
C. Mesquita e C. Lins

 

O cinema vai
à mesa
Rubens E. Filho

 

Da criação ao
roteiro: teoria
e prática
Doc Comparat

Um pouco de história…

No Brasil, a primeira exibição de cinema aconteceu na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, em 08 de julho de 1896, aproximadamente seis meses após a apresentação dos irmãos Lumière na Europa. E a partir de então, centenas de pequenos filmes, a maioria estrangeiros, passaram a ser exibidos na Cidade Maravilhosa. Os anos seguintes foram só de progresso. Em 1909, surgiram os filmes cantados, em que atores faziam sua própria dublagem ao vivo atrás da tela do cinema, e nos anos 30, foi a vez do cinema falado. O primeiro filme brasileiro com som privilegiava o humor. Tratava-se da comédia Acabaram-se os Otários (1929), de Luiz de Barros. Foi ainda nesse período que foi criado o Cinédia, primeiro estúdio cinematográfico do país e foi decretada a lei que obrigava a exibição de cines-jornal antes das sessões de cinema.

Na década seguinte, o popular invadiu a sétima arte e os filmes humorados e de baixo orçamento deram origem ao primeiro gênero cinematográfico genuinamente brasileiro: as chanchadas. Obras como Alô, Alô Brasil (1935) e Alô, Alô Carnaval (1936) conquistaram a audiência nacional, revelando talentos como o da cantora Carmen Miranda. A criação do estúdio Vera Cruz, no final da década de 40, representou um novo marco no cinema nacional que partiu em busca de produções mais sofisticadas, como as de Hollywood. O filme O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto, produzido pela companhia chegou a ganhar reconhecimento internacional como vencedor do prêmio de melhor filme de aventura no Festival de Cannes.

A época de ouro do cinema nacional

Em 1960, a indústria cinematográfica nacional deu a volta por cima e com o filme O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, que mais tarde seria o primeiro filme brasileiro a ser premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes, inaugurou o chamado Cinema Novo. Inspirados pelo movimento neorrealista e da nouvelle vague francesa, muitos cineastas passaram a retratar a vida no país com intenso realismo. Temas sociais ganharam a cena sob uma perspectiva crítica e contestadora. Nesse período, os cineastas Glauber Rocha e Cacá Diegues se destacaram em suas respectivas obras Terra em Transe e Ganga Zumba. Nem o golpe militar de 1964 foi capaz de calá-los. O Cinema Novo continuou com suas obras críticas, usando artifícios, como metáforas, para burlar a censura. Foi ainda nessa década que as unhas compridas e afiadas de José Mojica Marins, o Zé do Caixão, popularizaram o cinema de terror brasileiro.

A invasão dos enlatados e a retomada do cinema nacional

Apesar da promessa revolucionária da década anterior, os anos 70 e 80 representaram um retrocesso na afirmação do cinema nacional. O fortalecimento do regime militar fez com que a crítica cedesse espaço para os filmes de consumo fácil e, muitas vezes, de caráter sexual. Foi a época das pornochanchadas. Com a queda do regime militar e novos mecanismos de financiamento da produção nacional, como a Lei do Audiovisual, o cinema nacional renasceu, na década de 90. Comédias, dramas, filmes policiais e outros gêneros passaram a ser produzidos em território nacional e fazer cinema tornou-se uma atividade lucrativa. Hoje o cinema brasileiro já conquistou seu espaço e formou muitos cineastas de renome. Entre eles:  Eduardo Coutinho, Walter Salles, Fernando Meirelles, José Padilha e outros.

Se  você curte cinema e tem outras dicas de livros, não deixe de compartilhá-las, comentando este post.

14.06.2011

Escritores de Games

luana blogou @ 5:54 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

Se além de se aventurar pelo mundo dos livros, você também gosta de jogos eletrônicos é hora de comemorar. A literatura está ganhando cada vez mais espaço no universo dos games, tanto na elaboração de seus roteiros, como na transformação das histórias virtuais em romances. É que alguns escritores estão se dedicando aos jogos: uma carreira que pode ser bem lucrativa e atrai a admiração de muitos leitores-jogadores.

Uma relação antiga

A conexão da literatura com os  games já é bem antiga. Há vários relatos de escritores que, mesmo antes do aparecimento dos jogos eletrônicos, se dedicavam em suas horas vagas aos jogos. Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas, por exemplo, era fascinado pelos jogos de palavras e enigmas de lógica – paixão que o autor trouxe para seus livros através de sua narrativa fantástica, repleta de proposições, silogismos e sofismas.

Mark Twain, autor de As Aventuras de Tom Sawyer, era famoso por suas obras mas também por sua péssima memória. Foi então que o autor teve a ideia de criar um jogo para reter fatos e datas importantes. Jogado em um tabuleiro com orifícios e pinos coloridos, tinha por objetivo ver qual jogador fazia mais pontos acertando datas de eventos históricos como batalhas e invenções. O brinquedo chegou a ser comercializado em 1891 mas não alcançou grande sucesso em vendas.

Robert Louis Stevenson, autor de O Médico e o Monstro, foi ainda mais longe e transformou sua própria casa em um campo de batalha. Sua fascinação pelos jogos de guerra fez com que o escritor distribuísse soldadinhos de chumbo e cartas de um baralho com segredos militares por todo o local. O jogo divertido nunca foi batizado, mas H.G. Wells, autor de A Guerra dos Mundos, se entusiasmou com a ideia e, em 1913, publicou um livro - Little Wars - sobre a sua própria versão do game, um pouco mais simplificada.

Nos dias de hoje

Com a popularização dos videogames e dos jogos para computador, o movimento se inverteu e empresas desenvolvedoras de games é que partiram em busca de escritores. Recentemente, a Ubisoft, desenvolvedora da série de jogos Assassin’s Creed esteve à procura de um escritor para ajudar na produção de uma enciclopédia do game. Mas além de escreverem roteiros para os jogos, muitos escritores têm se dedicado também a transformar as tramas dos games em literatura. O jogo policial L.A. Noire, com versões para PlayStation 3 e Xbox 360, mal foi lançado e já virou uma série com oito livros baseados na trama: a L.A. Noire – The Collected Stories, produzido em parceira com a Mulholland Books e assinado por autores como Joe Lansdale, de Batman: A Série Animada e Duane Swierczynski, da série de quadrinhos Marvel. Com o surgimento de outras plataformas tecnológicas como o Ipad, o Iphone e o Facebook, novas possibilidades para escritores de games, certamente, serão abertas.

A profissão

Quem já trabalha no ramo explica que o dia-a-dia dos escritores de games consiste em dar solidez aos enredos criados pelos desenvolvedores de jogos, ajudando-os, sobretudo, na criação dos diálogos de seus personagens. Mas para desenvolver a escrita para jogos é preciso estar atento às muitas restrições da plataforma, isto é, a quantidade de texto que cabe em uma tela, assim como os tipos de animações e expressões faciais possíveis de serem traduzidas do texto para a imagem. Mesmo quando o game é inspirado em um filme, o trabalho do escritor não se torna mais fácil. É preciso uma dose extra de criatividade para sair do óbvio, construir uma nova história e não deixar a audiência desinteressada.

Edward Kuehnel, escritor freelancer de games, faz algumas recomendações aos principiantes na profissão: é preciso aprender um pouco sobre programação, saber o que é possível ou não de se feito em ambiente virtual (mas não precisa virar um especialista!), brincar com ferramentas de design e conhecer o universo dos jogos que não precisam, necessariamente, ser eletrônicos. Jogos de carta e de tabuleiro também são válidos. O importante é que o jogo seja divertido e fácil de jogar.

No mercado, atualmente já são tantos os escritores de games que a associação de escritores norte-americana Writers Guild of America (WGA) criou um prêmio: o Videogame Writing Award, para reconhecer os profissionais que escrevem roteiros para jogos. Dentre renomados escritores de games, podemos citar: Tom Clancy, de Rainbow Six e Splinter Cell, Kazushige Nojima, de Final Fantasy, Dan Houser, de Grand Theft Auto (GTA), Marianne Krawczyk, de God of War e outros. A lista completa dos 20 maiores escritores de jogos você confere aqui.

Se você gostou desse post e se interessa por games, não deixe de conferir os livros do Guinness World Records sobre games e mais de 5 mil livros de nossa estante de jogos.

07.06.2011

Livros para ler acompanhado no Dia dos Namorados

luana blogou @ 3:50 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores

Quem curte literatura sabe do prazer que é abrir um livro e iniciar sua leitura. Melhor ainda é poder compartilhar esse momento. Por isso, a Estante Virtual preparou uma seleção de livros para ler acompanhado. Os títulos selecionados vão da poesia a finanças, abordando temas como: o comportamento feminino e masculino, as características dos relacionamento e dicas para aplicar no convívio a dois. Escolha o seu livro e um Feliz Dia dos Namorados!

Dicionário dos Sexos O Mundo Louco do Casamento Amor natural Amor é prosa, sexo é poesia As cinco linguagens do amor
 

Dicionário dos
sexos: um guia de
frases feitas para
discutir a relação

Gustavo Alves

 

O mundo louco
do casamento

Jorge Sayão

 

Amor Natural

Carlos Drummond
de Andrade

 

Amor é prosa,
sexo é poesia

Arnaldo Jabor

 

As cinco linguagens
do amor

Gary Chapman

Casais inteligentes enriquecem juntos 101 segredos dos casais felizes Cozinha para homens Snoopy, eu te amo Tudo sobre ele e tudo sobre ela
 

Casais inteligentes
enriquecem juntos

Gustavo Cerbasi

 

101 segredos dos
casais felizes

Ana Saslow

 

Cozinha para
homens
e mulheres
que gostam de seus homens

Marcia Algranti

 

Snoopy, eu
te amo

Charles M. Schulz

 

Tudo sobre ela /
Tudo sobre ele

Alex Hallatt

Confira também as indicações de livros para solteiros e compartilhe com os amigos.

Você ainda pode visitar a página da Estante Virtual no Facebook e indicar uma dessas leituras para sua rede de amigos, marcando o perfil deles nas capas dos livros.

Livros para quem vai passar o Dia dos Namorados solteiro

luana blogou @ 3:49 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores

Os amantes da literatura sabem do prazer que a companhia de um bom livro proporciona. Por isso, nesse Dia dos Namorados, Estante Virtual preparou uma seleção de livros especial para os solteiros. Os títulos vão de dicas práticas para o dia-a-dia de quem mora sozinho a análises bem humoradas sobre as diferentes características e expectativas dos solteiros. Escolha a sua companhia e boa leitura!

Livro de Pensamentos Radical Chic Modos de Macho e Modinhas de Fêmea Divã Comer, Rezar e Amar Amor Líquido
 

Livro de pensamentos
Radical Chic

Miguel Paiva

 

Modos de macho e
modinhas de fêmea:
a educação sentimental
do homem
Xico Sá

 

Divã
Martha Medeiros

 

Comer, rezar
e amar
Elizabeth Gilbert

 

Amor Líquido
Zygmunt Bauman

Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor Ame e dê Vexame O Diário de Bridget Jones Manual da Paquera Sebastiana quebra o galho do homem solteiro e Sebastiana quebra o galho da mulher independente
 

Por que os homens
fazem sexo e as
mulheres fazem
amor

Allan e Barbara Pease

 

Ame e dê
vexame

Roberto Freire

 

O diário de
Bridget Jones

Helen Fielding

 

Manual da
Paquera
Peta Heskell

 

Sebastiana quebra o
galho do homem solteiro / Sebastiana quebra o galho
da mulher independente
Nenzinha M. Salles

Confira as indicações de livros para ler acompanhado e compartilhe com os casais conhecidos.

Você ainda pode visitar a página da Estante Virtual no Facebook e indicar uma dessas leituras para sua rede de amigos, marcando o perfil deles nas capas dos livros.

06.06.2011

Abrindo um sebo (2)

luana blogou @ 2:13 pm / veja outros posts sobre Sebos e livreiros

No post anterior, você viu algumas dicas de livreiros quanto à escolha do acervo e da localização da loja e conheceu as características que são necessárias para se empreender no comércio de livros seminovos e usados. Neste post, você confere a continuação da matéria Abrindo um Sebo e aprende como criar um diferencial competitivo para a sua loja.

“Hoje em dia, em qualquer campo de trabalho, ganha quem se destaca. Por isso, aqui no sebo Viajantes do Tempo, possuímos um sistema de encomendas. O cliente solicita um livro que não dispomos em estoque, encomendamos com os fornecedores e, em até 5 dias úteis, o livro já está nas mãos do cliente”, revela o livreiro Pietro Augusto Zanetti. Além desse serviço, a loja também realiza a higienização de cd’s e dvd’s e está em fase de implementação de um programa de fidelidade. “Acredito que este projeto seja um diferencial considerável para quem gosta de aproveitar promoções e compra livros com frequência”, justifica o empreendedor.

Já a professora e livreira Léa Valentim Bandeira aposta em atividades culturais dentro do sebo Livros, Café e Cia para criar valor para sua loja. “Ainda que o fato de ser a única livraria da minha cidade seja um diferencial por si só, sebo remete à cultura diversificada, por isso, ofereço também aulas de música (violão e canto), reforço escolar e realizo visitação de crianças ao meu sebo. Estar aberto à cultura é um dos diferenciais mais importantes para quem vende livros”, afirma a livreira.

Sebo, lugar de livros arrumados

Hoje, livreiros de todo o mundo têm comprovado que a estrutura de uma loja de livros seminovos e usados não exige sofisticação, mas requer uma boa organização para que o cliente encontre com rapidez o que procura. “Essa associação foi nossa principal preocupação desde o início. Por isso, investimos em decoração, pinturas, pôsteres, banners, quadros e até mesmo figuras de ação em miniaturas. A idéia era criar um novo conceito de sebo: inovador e organizado”, afirma Pietro. Léa também aposta na nova “cara” dos sebos. “Independentemente de se trabalhar com livros seminovos e usados, manter o ambiente limpo e arrumado é fundamental para tornar o ambiente atraente, agradável e reter o leitor mais tempo na loja”.

Para manter tudo organizado, Pietro investe na categorização das estantes. “Disponho os livros e os dvd’s em ordem alfabética separados por categorias. Já os cd’s e lp’s ficam em uma bancada classificados por gênero. Além disso, é fundamental ter tudo cadastrado em um sistema informatizado, pois agiliza a busca por títulos e ainda aumenta o controle de tudo que entra e sai no estoque da loja”, conta o livreiro. Também é preciso deixar o caminho livre para a passagem dos clientes e investir no som ambiente. “É sempre legal deixar um lp rolando na vitrola. Além de divertido, chama a atenção das pessoas que passam na rua”, revela Pietro.

Outra boa dica para criar um diferencial estratégico e competitivo é manter espaços para os clientes na loja. Uma mesa com cadeira é uma solução simples e que pode acomodar bem o leitor e fazer com que ele permaneça mais tempo no sebo. A criação de outros espaços para exposições e mostras culturais também pode ser considerado. De acordo com o Sebrae, para uma estrutura mínima de venda de dois mil itens, estima-se ser necessária uma área de 50m².

Excelência no atendimento

Elencado pelos livreiros como o diferencial mais importante está o atendimento. Resultado de um relacionamento de longo prazo com o cliente, o atendimento é o que, na maioria das vezes, gera a indicação de novos clientes. “Quando o livreiro tem um conhecimento amplo sobre leitura e uma conversa agradável, os clientes voltam”, garante Léa. Para Pietro, o importante é não ser invasivo e deixar o cliente à vontade. “Oito em 10 pessoas não curtem serem abordadas pelos vendedores com perguntas clichês do tipo: ‘posso ajudar’. Então, sempre procuro deixar o cliente à vontade para fazer as perguntas que quiser, folhear livros e até trocar a música que está tocando na loja. Tudo isso para que ele se sinta acolhido”, argumenta o livreiro.

Amor pela profissão

Mas para investir no comércio de livros seminovos e usados, Léa afirma que o quesito básico é o amor pelos livros. “Para empreender nessa área é preciso gostar da leitura ou do objeto livro. Conheci livreiros que não são grandes leitores mas amam os livros pelo que eles podem oferecer às pessoas”, argumenta ela que acredita que a experiência no ramo é algo que se adquire com o tempo. “Como é impossível ler todos os livros da sua loja, é importante ler o maior número possível de contracapas, prefácios e juntar todas as informações capazes de auxiliar os mais variados clientes. O restante é conseqüência do tempo”.

Para Pietro, a ousadia preenche o perfil de um empreendedor no ramo de sebos e livrarias. “Ter ousadia, visão estratégica e de mercado, dinamismo e criatividade são fundamentais para um empreendimento de sucesso”. Mas ele é cauteloso: “além disso, é preciso se ter em mente que não se atinge o sucesso sem trabalho árduo, sem superar barreiras e sem errar algumas vezes. Manter sempre o pensamento positivo ajuda, mas não basta só isso. Você realmente tem que conhecer o ramo do negócio”.

Se você tem outras dicas para quem vai abrir um sebo, não deixe de compartilhá-las comentando este post.

Aguarde, em breve, dicas de livreiros sobre as melhores práticas para venda de livros seminovos e usados na internet.

02.06.2011

Abrindo um sebo (1)

luana blogou @ 3:39 pm / veja outros posts sobre Sebos e livreiros

Os primeiros sebos surgiram na Europa, ainda por volta do século XVI, quando os mercadores começaram a vender documentos importantes a pesquisadores da época. Mas, séculos depois, os sebos se popularizaram e tornaram-se conhecidos por disponibilizar uma oferta mais ampla de autores e títulos que as livrarias tradicionais e a preços bem mais acessíveis ao bolso da população. Hoje, além disso, os sebos brasileiros se organizaram, ampliaram seus acervos com a aquisição de livros seminovos e novos e se modernizaram, passando a vender livros também pela internet desde a criação da Estante Virtual. Como qualquer empreendimento, a venda de livros seminovos e usados pode ser uma atividade muito lucrativa, mas requer dedicação e desenvoltura para lidar com os desafios inerentes à qualquer atividade comercial.

Há muitos anos Léa Valentim Bandeira alimentava o sonho de abrir um sebo em sua cidade. “Aqui em Paty de Alferes (RJ) não existe nenhuma livraria. Temos uma boa biblioteca pública mas o único local que vende livros é uma papelaria evangélica”, explica a livreira de 48 anos e também professora do Ensino Fundamental. Com um acervo inicial de 500 livros de sua biblioteca pessoal, Léa alugou uma casa com dois quartos e deu início à construção de seu sonho: o Livros, Café e Cia. “As pessoas gostaram da ideia e foram me ajudando com doações. Hoje, seis meses após a abertura do sebo, possuo um acervo de 8.000 livros”, revela a empreendedora.

Já a ideia de montar a livraria Viajantes do Tempo, localizado no bairro Tucuruvi, em São Paulo (SP), surgiu da vontade do jovem livreiro Pietro Augusto Zanetti, 20 anos, de mudar o conceito de sebo como lugar bagunçado e de livros ultrapassados. “O sebo Viajantes do Tempo iniciou suas atividades em abril de 2010 com uma quantia aproximada de 1.000 livros, 200 cd’s, 1.000 dvd’s e 2.000 lp’s. Após um ano de existência, praticamente quadruplicamos esse estoque”, revela Pietro.

O dia-a-dia no sebo

As rotinas diárias de um sebo variam muito de acordo com o tamanho do empreendimento, do quanto é investido em suas atividade e do lucro que se deseja obter. Mas, em tese, as tarefas básicas são as mesmas: limpar e organizar. “O cadastramento de produtos é algo frequente. Ocorre quase todos os dias já que sempre chegam livros de editoras e distribuidoras”, explica Pietro. Por isso, para um sebo funcionar com rendimento total Léa acredita que é preciso, no mínimo, duas pessoas trabalhando na loja. “Enquanto uma cuida das tarefas administrativas, financeiras e de controle de estoque, como o cadastramento dos livros, a outra volta esforços no atendimento ao público”, afirma a livreira. 

A escolha do acervo

Ter bons títulos à disposição dos leitores é um dos principais quesitos para o sucesso e a permanência do empreendimento. Em um sebo, vender bem é o mesmo que comprar bem. “Em geral, o que deve ser observado é o tipo de público da região na qual a loja está localizada. Se há escolas por perto, por exemplo, títulos que constem nas listas de vestibulares como O Cortiço, de Aluísio Azevedo e Vidas Secas, de Graciliano Ramos são fundamentais”, exemplifica Pietro. Foi pesquisando os hábitos de leitura da população local que Léa decidiu investir nos livros sobre religião. “É importante observar a preferência local. Os livros que mais saem na loja são os religiosos: evangélicos e espíritas”, revela.

Mas conseguir bons fornecedores não é fácil. “A procura é cansativa. Sempre existem vendedores oferecendo lotes de livros, cd’s, lp’s, gibis e dvd’s, mas o preço muitas vezes não vale a pena. O segredo, então, é procurar bastante, garimpar mesmo”, enfatiza Pietro. Para isso, além de anúncios nos jornais e parcerias com editoras e distribuidoras, os sebos vão sempre encontrando outras formas de ampliar seus acervos. “Além dos cartõezinhos que distribuo, o boca-a-boca é o que mais me ajuda a conseguir livros novos para o acervo da loja”, conta Léa.

O importante, então, é que o livreiro tenha sensibilidade para identificar livros que terão fácil revenda. Para minimizar os riscos financeiros e evitar o encalhe de estoque, uma opção usada em alguns sebos é a compra por consignação. Nesta modalidade, as pessoas deixam seus livros na loja e caso o produto seja vendido, o ex-dono do livro é remunerado com um percentual sobre a venda.

A decisão pelo ponto

Além da escolha do acervo, a localização da loja também é determinante para o sucesso do negócio. Portanto, além de determinar o perfil dos consumidores locais, é preciso considerar a densidade populacional da região, a concorrência, os fatores de acesso e locomoção, a proximidade com os fornecedores e a segurança do local. “Regiões em que existem muitas escolas e grande circulação de pessoas são mais vantajosas”, garante Pietro. Léa concorda: “livros precisam de exposição. Por isso, o melhor local para abertura de um sebo é onde o trânsito de pedestres é intenso”. Mas apostar no volume de clientes em potencial não é suficiente. “É importante observar também o desenvolvimento socioeconômico da região, assim como alguns facilitadores: estacionamento, caixas-eletrônicos, bancos e supermercados próximos. Tudo isso chama o público de outras regiões para a loja”, enfatiza Pietro. Lojas próximas a universidades, centros de ensino, centros culturais e locais onde ocorrem feiras podem representar um grande diferencial estratégico.

No caso de Léa, apesar da loja estar no centro da cidade, o local é de difícil acesso. “Como meu sebo fica em um beco, estou providenciando placas de sinalização a serem colocadas em lugares estratégicos para divulgação da loja”, revela a livreira. Para evitar esses desafios, antes de escolher a localização da sua loja, realize algumas pesquisa de mercado para avaliar a demanda do lugar e também a concorrência. A prefeitura, o IBGE e associações de bairro podem ser fontes valiosas para obter informações do mercado-alvo. Alguns detalhes também devem ser observados no imóvel que dará lugar à loja. Verifique se ele atende a todas as necessidades operacionais do negócio, se oferece serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet. Se é um local de fácil acesso e conta com serviços de transporte coletivo nas redondezas. Se o imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos públicos municipais. E se todas as contas do imóvel se encontram em dia.

Gostou? Então não deixe de comentar esse post. E aguarde a segunda parte da matéria “Abrindo um sebo”. Nela iremos dar dicas para criar um diferencial competitivo para seu sebo.

01.06.2011

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luana blogou @ 1:26 pm / veja outros posts sobre Estante Virtual

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