Blog da Estante Virtual

29.10.2010

No Dia Nacional do Livro, uma cruzadinha literária para você se divertir

luana blogou @ 1:02 pm / veja outros posts sobre Estante Virtual

Nesta sexta-feira, 29 de outubro, comemoramos o Dia Nacional do Livro. A data se deve à transferência da Real Biblioteca Portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1810, dois anos depois da chegada da família real ao Brasil. Mais tarde, todo aquele acervo daria origem a atual Biblioteca Nacional.

Curiosidades sobre o livro

Para quem gosta de curiosidades, o livro tem, aproximadamente, seis mil anos de história. Mas, antes de o papel ser “inventado”, ele tinha uma aparência bem diferente da que conhecemos hoje. Os sumérios, por exemplo, guardavam suas histórias em tijolos de barro. Confessemos: livro pouco portátil. Já os indianos escreviam seus livros em folhas de palmeiras. Tudo bem, resolvia em parte o problema da portabilidade, mas e quando as folhas secavam?! Foram os egípcios que, finalmente, desenvolveram a tecnologia do papiro – precursor do papel.

E séculos depois (mais precisamente no século II) surgia na China o papel tal qual o conhecemos. A técnica baseava-se no cozimento de fibras do líber (interior da casca de árvores como amoreiras, figueiras e outras) que, posteriormente, eram misturadas com água até transformarem-se em uma pasta. Apesar da importância da invenção, ela levou muito tempo até chegar ao Ocidente. Segundo dados históricos, somente em 1442, foi impresso o primeiro livro em uma prensa (a tal prensa de Gutemberg!)

Cruzadinha Literária

Nessa linha de curiosidades acerca do livro, a Estante Virtual, em homenagem ao Dia Nacional do Livro, preparou uma cruzadinha literária. Clique na imagem abaixo, imprima a brincadeira e boa diversão! As respostas, vocês conferem no próximo post (01 de novembro).

Vertical:

20.10.2010

Qualificações dos leitores é garantia de segurança e qualidade da Estante Virtual

luana blogou @ 3:49 pm / veja outros posts sobre Estante Virtual

Certamente você já recorreu à opinião de amigos e familiares antes de efetuar uma compra. No ambiente virtual não é diferente. Em julho de 2009, um estudo realizado pelo Ibope/Nielsen revelou que o boca-a-boca online é um dos mais eficientes indicadores de confiança e orientadores no comércio eletrônico. Segundo a pesquisa, 70% dos consumidores confiam fielmente na opinião dos outros internautas.

Pensando nisso, a Estante Virtual dispõe de um mecanismo de qualificações que oferece mais segurança aos leitores do portal. A cada compra efetuada no site, o leitor pode deixar seu depoimento sobre a transação. “A ferramenta é uma forma de demonstrar o sério comprometimento dos sebos e livreiros que integram a Estante. É uma comprovação de que a compra pelo site é segura e serve como convite aos novos leitores”, explica André Garcia, diretor e idealizador da Estante Virtual.

Para registrar a qualificação, o processo é rápido e simples. Alguns dias após a compra, o leitor recebe um e-mail solicitando que classifique o atendimento do sebo ou livreiro vendedor como: ótimo, bom, regular, ruim e insatisfatório. O leitor também pode deixar um comentário, narrando fatos importantes da experiência de comprar livros pela Estante Virtual. Todas as qualificações recebidas nas últimas vinte e quatro horas podem ser conferidas na home do portal.

É através dessa ferramenta que a equipe do portal acompanha a qualidade do atendimento de cada livreiro. Por isso, contamos com a sua ajuda. Na próxima aquisição de um livro, registre sua qualificação. Conte-nos como foi comprar na Estante Virtual. Sua opinião é muito importante para todos nós!

14.10.2010

Dia do Professor – paixão pelo livro em sala de aula

agostinho blogou @ 5:41 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

A comemoração do Dia do Professor tem origem em 1827, com um decreto de D. Pedro I, que a instituiu como uma forma de democratizar a educação no Brasil. Mas somente em 1947, em uma escola de São Paulo, os professores decidiram comemorar a data de fato, realizando uma confraternização com pais e aluno para evitar a estafa de um período letivo muito grande. Eles escolheram o dia 15 de outubro, e desde então essa data foi considerada verdadeiramente o Dia do Professor.

Esses mestres que tanto fazem pela educação enfrentam grandes desafios, em especial os professores de Literatura Brasileira, que têm a missão de ensinar mais de 500 anos de literatura em pouquíssimo tempo e ainda concorrendo com vídeo-games, players de música e outros apetrechos que distanciam os jovens do bom livro.

Para ajudar os professores nesse dia especial, pedimos algumas dicas para Gustavo Bernardo, professor de Teoria da Literatura na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autor de diversos ensaios como Educação pelo Argumento (2000) e A dúvida de Flusser (2002); e de muitas ficções, como Pedro Pedra (1985), Lúcia (1999) e A Filha do Escritor (2008).

Para Gustavo, a principal ferramenta para trabalhar  literatura com os jovens é o próprio professor: “É preciso que o professor goste de ler, leia muito e passe claramente seu exemplo para os alunos. O exemplo é mais forte do que qualquer metodologia”. A intenção, nesse caso, é fazer com que os alunos tenham a mesma paixão pela leitura que seu mestre.

Porém, não é apenas o professor de literatura que deve mostrar isso a seus alunos. Segundo Gustavo Bernardo, “todos os professores, de todas as disciplinas, devem ser exemplos de bons leitores, e de leitores de ficção”.

Os pais também têm um papel importante para a formação de seus filhos. “Melhor ainda se o exemplo (da leitura) parte de casa, isto é, se os pais gostam de ler, lêem sempre e falam de suas leituras para os filhos”, afirma o professor.

E se, mesmo assim, os alunos ainda não pegarem o gosto pela leitura?

Nesse caso, é preciso rever alguns conceitos. Para Gustavo, “o professor de literatura deve abandonar a preocupação de enquadrar autores e obras num estilo de época, sob pena de não ensinar literatura mas sim (má) história. O ensino de literatura é o ensino das singularidades, não das regularidades.” Como exemplo, o autor cita Machado de Assis, um escritor engraçado e instigante, mas que acaba se tornando chato se o professor teimar em ensinar isso para o aluno enquadrando-o no realismo. “Machado é machadiano, assim como Shakespeare é shakespeareano”, explica Gustavo Bernardo.

Se a sua paixão pela literatura surgiu do exemplo de algum professor,  faça uma homenagem a ele contando aqui a sua história!

06.10.2010

O livro ideal

luana blogou @ 4:57 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

Crianças lendo “A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde”. Assim, o romancista francês Emile Herzog caracterizava o ato de ler um livro. Segundo os especialistas, de fato, a “conversa” gerada entre leitor e obra pode trazer inúmeros benefícios ao desenvolvimento humano. E eles podem ser, ainda maiores, quando quem lê é uma criança.

“Através da leitura, ou até mesmo da escuta de histórias e de poemas, a criança pode exercer sua própria imaginação, elaborar situações vivenciadas em sua vida, representar seu mundo e reelaborar ansiedades”, garante Gláucia de Souza, escritora e especialista em literatura infantil. Os livros, ainda, incrementam o vocabulário da criança, melhoram seu raciocínio lógico, estimulam a criatividade e ajudam a escrever melhor.

Crianças leem pouco

Mesmo diante de tantos benefícios, a média de livros lidos pelos baixinhos brasileiros esta longe da ideal. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2008, os brasileiros leem, em média, cinco livros por ano. Considerando os dados da pesquisa, podemos concluir que, pelo menos em 7 meses do ano, as crianças ficam sem nada para ler. As justificativas para a falta de hábito da leitura são inúmeras. Dentre as principais: o elevado preço das obras e a escolha errada do livro.

O primeiro argumento é facilmente contornado com os milhares de livros infantis à venda na Estante Virtual por preços bem abaixo das livrarias convencionais. E para ensinar como escolher o livro ideal para a criança, pedimos ajuda para a professora de português e mestre em educação, Gláucia Souza. Lápis e papel na mão, anote essas dicas!

1ª dica: a classificação etária dos livros é, apenas, uma orientação. Não uma regra!

“No caso das poesias, uma criança pode gostar de um poema classificado como adulto em função da sonoridade dele. Para a criança, o que primeiramente chama a atenção é o vínculo da poesia com a musicalidade. Há vários livros que não foram escritos, necessariamente, para jovens e adolescentes mas que, há gerações, os encantam. É o caso de Robinson Crusoe, de Defoe e As viagens de Gulliver, de Swift”, justifica Gláucia.

2ª dica: ao presentear a criança com um livro, leve em conta seus gostos pessoais.

“O importante é que familiares e professores estejam atentos ao que a criança anda lendo para que possam avaliar seu gosto pessoal e orientá-la em novas e diferentes leituras”, adverte a especialista.

3ª dica: no caso de bebês e crianças menores, as cores e o material do livro podem ser mais importantes que seu conteúdo.

“Um livro de plástico ou que tenha um suporte de diferentes materiais (pedaços de tecido, partes de espuma e outros) pode chamar a atenção de crianças menores em função de sua curiosidade táctil. Mas vale lembrar que, nem sempre, essa curiosidade é privilégio de crianças menores”. Por isso, não há nada de errado se uma criança maior quiser comprar um livro desses.

4ª dica: os pais podem ajudar na escolha do livro da criança mas devem permitir que a criança escolha seu próprio livro.

Não adianta obrigar a criança a ler um clássico se, na segunda página, ela não entendeu nada e quer desistir da leitura. O livro infantil precisa ter uma linguagem simples e prender a atenção da criança. “Os adultos podem sugerir e facilitar o acesso a livros que julguem interessantes para a criança. Mas a criança deve ser sempre incentivada a escolher seu próprio livro. As famílias devem estar atentas aos interesses da criança e ao seu grau de maturidade”.

Participação no processo

Vale lembrar que os pais têm grande influência na criação do hábito de leitura em seus filhos. E seus papéis vão muito além da simples compra de um acervo de livros para a criança. Participar do processo de leitura, enquanto, o filho ainda é um baixinho pode ajudar a despertar o gosto pela leitura. “Desde bem pequenos, os pais já podem ler para seus filhos, permitindo o acesso aos livros e às revistas. O mais importante é que os pais tenham, eles próprios, interesse pela leitura e permitam que seus filhos presenciem momentos em que eles leem. É mais fácil tornar-se leitor se vemos outras pessoas lendo e conversando sobre suas leituras”, enfatiza a mestre em letras. Logo, a forma mais natural de fazer a criança gostar de ler é dando o exemplo dentro de casa!

Além de ler para a criança, a família também pode levá-la a rodas de leitura, bibliotecas e feiras de livros.  “Trocar ideias sobre livros lidos,  partilhar sugestões e ler em voz alta pode aproximar pais e filhos, aprofundando laços de afeto e promovendo um mútuo conhecimento”, garante Gláucia.

Para dar uma mãozinha extra na escolha do livro que você vai dar de presente ao pimpolho neste Dia das Crianças (12 de outubro), a Estante Virtual divulga a lista dos 10 livros infantis premiados de 2000 a 2009 pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Faça sua escolha e boa leitura!

Livros Infantis

2000 – Ludi na Revolta da Vacina: uma odisséia no Rio Antigo, de Luciana Sandroni.

2001 – Chica e João, de Nelson Cruz.

2002 – Mania de Explicação, de Adriana Falcão

2003 – A Princesinha Medrosa, de Odilon Moraes

2004 – O Segredo da Chuva, de Daniel Munduruku

2005 – Pedro e Lua, de Odilon Moraes

2006 – Murucututu, a Coruja Grande da Noite, de Marcos Bagno

2007 – O Menino, o Cachorro, de Simone Bibian

2008 – O jogo de Amarelinha, de Graziela Bozano Hetzel

2009 – O Guarda-Chuva do Vovô, de Carolina Moreyra


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