Blog da Estante Virtual

29.09.2010

A nova era dos marcadores de livros

luana blogou @ 5:12 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

Eles eram de papel. De formato retangular e tinham, no máximo, uma ilustração. Mas com a tecnologia, eles também se modernizaram. Além da utilidade inegável de permitir que os leitores não se percam entre as páginas de uma obra literária, os marcadores de livro ganharam versões divertidas, bonitas e muito mais eficientes. Alguns ganharam até novas funcionalidades!

Com os modelos emborrachados abaixo, será difícil não se lembrar, exatamente, em que parágrafo você parou na leitura do livro. Melhor ainda, é que eles são laváveis e de longa duração.

Fonte: Like Cool / Shinn Park

Além de colorir seu livro, os marcadores também podem se tornar verdadeiros adornos de estante. Os P-hook Bookmarks lembram uma tesoura. Seu sistema de gancho garante a marcação das páginas e facilita a retirada do exemplar em uma estante lotada de livros – tudo sem machucar as lombadas! Afinal, você já sabe que esta atitude é fundamental para a preservação do livro.

Fonte: Black Ink Boston

Se você é um leitor ávido por obras de suspense e livros de culinária, saiba que eles já ganharam marcadores temáticos. Os bookmarkers “sangrentos”, do designer japonês Kyouei, são uma ótima opção para as séries de terror. Já os cookbook markers – marcadores em forma de biscoitinhos – são ideais para sinalizar a receita da próxima refeição. Hum…eles dão água na boca!

Fonte: Designboom Shop / Delight

A opção de criar marcadores temáticos de acordo com o assunto dos livros também foi a inspiração do artista e designer Igor Udushlivy. Em suas mãos, cada sucesso da literatura ganhou um marcador personalizado e divertido.

Fonte: Behance

Mas como alguns livros são capazes de despertar um misto de emoções, até mesmo contraditórias,  que tal marcar cada página de acordo com os sentimentos que a leitura foi capaz de trazer à tona?

Fonte: Gizmodiva

E, agora, a grande revolução! Os marcadores de livros realmente ganharam novas funcionalidades. O da esquerda é um projeto da designer Valentina Trimani. Ele, ainda, não está a venda no mercado. Mas vai dizer que a ideia não é boa?!  O Leaf Light é um marcador fino, parecido com os tradicionais, mas que te ajuda a ler no escuro. É recarregável, sem fio e com ajuste de brilho! Os da direita são os marcadores adaptados com cronômetros. Só assim, você vai saber se anda dedicando tempo suficiente à leitura!

Fonte: Light Leafs / Mark My Time

Gostou? Então, não perca tempo! Escolha seu marcador de livro preferido e boa leitura!

22.09.2010

Entre as páginas de um livro, achados misturam histórias reais à ficção

luana blogou @ 6:06 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades e Sebos e livreiros

Um professor quarentão do Ensino Médio e uma aluna vivem um romance proibido em plena década de 40. A história, digna de Vladimir Nabokov, não foi registrada pela literatura mas sobreviveu em uma correspondência guardada entre as páginas de um livro. Como o casal, inúmeros personagens involuntários são revelados, diariamente, em cartas, fotos, poemas e outros registros encontrados dentro de exemplares antigos comprados por sebos e livreiros para a revenda.

Luiz Alberto Corrêa, que mantém o Sebo do Luiz na Universidade Federal de Santa Catarina, foi quem descobriu o romance proibido descrito acima. “As cartas mostram que eles tinham um relacionamento, embora, a menina demonstrasse culpa e medo por ainda ser muito jovem. O caso durou até ela mudar para outra cidade e enviar uma nova carta terminando o namoro”, revela o livreiro.

Juntamente com as mensagens entre o professor e a aluna, Luiz guarda uma série de achados como: declarações de amor, fotos comoventes de namorados e crianças, flores e folhas secas, entre outros. Objetos que para alguns poderiam parecer sem valor, para ele trazem muita simbologia. “Essa é a parte mais comovente do trabalho de um livreiro. Os livros vão além da leitura e de seus enredos. Guardo todos esses registros pelo significado que têm e porque, um dia, quem sabe, alguém poderá vir buscá-los. Eles não são meus. Sou apenas seu guardião”, explica Luiz que até pretende iniciar uma busca pelos donos dos pertences na internet.

Eduardo Sarno, do sebo baiano Graúna Bons Livros Usados, também guarda seus achados mais valiosos: mensagens assinadas por pessoas de renome. Uma delas é o escritor Érico Veríssimo que, em um pedaço de papel, agradece a uma leitora pelos elogios recebidos. “Tenho também autógrafos e indicações de amigos de pessoas importantes para cargos”, conta ele, que pretende expor os documentos em um blog. Ao contrário de Luiz, Sarno não procura os proprietários originais dos objetos por acreditar que não haveria interesse em reavê-los. Mas, antes de encerrar a entrevista, demonstra o interesse em aumentar a coleção: “aceito todo tipo de doações de documentos encontrados em livros por outros livreiros”.

Em nosso Fórum, outro livreiros contam suas histórias. E, você? Já encontrou algum achado interessante entre as páginas de um livro? Então, não deixe de nos contar essa história, comentando este post.

14.09.2010

Literatura popular em versos

luana blogou @ 2:25 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores

Você sabe o que é o Cordel?

“Se você me perguntou
A resposta vou lhe dar
O cordel é poesia
Da cultura popular
Também chamado livreto
Dependendo do lugar”

José Walter Pires / Recanto das Letras

Como Walter Pires defende em seus versos, a literatura de cordel é um tipo de poesia popular. De origem portuguesa (século XII), o cordel ganhou esse nome devido à prática de pendurar os escritos rimados em cordas – os chamados cordéis. Com a colonização, a tradição de escrever versos sobre fatos do cotidiano foi trazida para o Brasil. E as produções literárias populares, logo, caíram no gosto dos brasileiros.

O Nordeste foi a primeira região a adotar e popularizar a cultura dos cordéis. Na região, os folhetos ganharam ilustrações em xilogravuras e até mesmo recitais. Acompanhados por uma viola, os cordelistas recitam os versos em melodia. As temáticas são as mais variadas possíveis: de episódios históricos a críticas políticas e sociais. Não há limites para a imaginação. A criatividade já expandiu fronteiras e conquistou leitores em estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. No lar dos cariocas, a literatura de cordel ganhou até uma Academia Brasileira.

Os cordéis são vendidos em feiras culturais e, também na Estante Virtual. Além dos livros que falam da temática em si, muitas obras ganharam suas versões em cordel. Alguns exemplos são:  A Megera Domada, de William Shakespeare; Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis; Nosso Lar, de Chico Xavier; O Corcunda de Notre-Dame, de Victor Hugo; O Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels; Alice no País das Maravilhas, de Carrol Lewis; O Alienista, de Machado de Assis e até mesmo toda a História do Brasil, de Mark Curran.

Os fãs e defensores da literatura popular acreditam que os folhetos ajudam a fortalecer as identidades locais e tradições regionais. Ao serem lidos em sessões públicas, os cordéis ajudam na disseminação de hábitos de leitura. O teor muitas vezes crítico de seus versos possuem um caráter didático e educativo.

Você também é fã dos cordéis? Então, não deixe de manifestar sua opinião, comentando este post.

09.09.2010

Jornais não perecíveis

luana blogou @ 3:30 pm / veja outros posts sobre Livros e Autores e Sebos e livreiros

Para aqueles que gostam de se manter informados sobre todos os acontecimentos do dia, a data não poderia passar em branco. Nesta sexta-feira, 10 de setembro, comemoramos a fundação do primeiro jornal impresso no Brasil – o Gazeta do Rio de Janeiro. De cunho oficial, ele era redigido pela própria Corte Portuguesa quando, em 1808, desembarcou no país.

Há um ditado corrente entre os profissionais da imprensa de que o jornal é o produto mais perecível do mundo – com validade de apenas um dia. Para um grupo de leitores, contudo, as publicações antigas têm valor inestimável, já que eles fazem questão de ter em mãos a notícia original! E, com freqüência, tornam-se colecionadores e público fiel de sebos que vendem os periódicos antigos.

Sandro Praça dono do primeiro sebo de Vitória, no Espírito Santo, o  Sebo Livraria Café Praça, tem à venda diversas edições do jornal O Pasquim, lançado no fim da década de 60 – e a coleção completa da revista Cinemin – que fazia críticas cinematográficas na década de 80. O livreiro conta que historiadores, professores universitários, estudantes e apaixonados por histórias são seus principais clientes. E, apesar de a era digital proporcionar inúmeras facilidades aos que estão em busca de informações antigas, Sandro acredita que sempre vai haver a procura pelo jornal impresso: “no futuro, veremos que nada substituirá o papel”. Mas é preciso cuidado para que ele se conserve por gerações. “Para vender jornal, é preciso ter atenção redobrada porque o papel sofre uma erosão grande e estraga rápido”, ressalta.

Desde que se lembra, os jornais também fazem parte da vida de Reginaldo dos Santos. Ele trabalhou por anos no banco de dados da Folha de São Paulo e lá, percebeu que muitos leitores compravam edições antigas da publicação porque haviam sido personagens de matérias ou estavam lutando na justiça por alguma causa documentada no períodico. Foi então que Reginaldo teve a ideia de abrir um negócio próprio. Ele fez uma assinatura do jornal e montou o Sebo Outono Azul. Hoje, comercializa também O Estado de São Paulo, Agora e Notícias Populares. As edições mais antigas que Reginaldo tem são de 1998 e 1999 e o preço varia entre R$15 e R$25.

Julio York, dono da Livraria Cadmo, tem mais de mil jornais em um acervo cheio de edições de periódicos como O Pasquim, O Movimento e Opinião. De acordo com o livreiro e professor de Filosofia, as edições mais antigas são da década de 70 e têm um valor histórico muito grande para pesquisadores e colecionadores. Como a clientela é segmentada, ele garante que os leitores são fiéis mas exigentes: “é preciso guardar os jornais embalados para a melhor conservação. Tendo o produto em boa qualidade, o cliente volta a comprar”.

Se você também é um colecionador de jornais antigos, compartilhe sua paixão com a gente. Comente este post, contando que relíquias do jornalismo estão guardadas com você?

02.09.2010

Com imaginação, obras literárias viram inspiração para a moda

luana blogou @ 6:19 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades

A foto acima parece registrar a imagem de uma organizada estante de livros. Certo? Errado! Sobre as prateleiras estão, na verdade, dezenas de bolsas! A ideia criativa partiu da mente da parisiense Olympia Le-Tan. Inspirada por seu pai – amante da literatura e exímio colecionador de obras literárias – Olympia desenhou as 21 bolsas-livro que compõem sua linha You Can’t Judge a Book by Its Cover (você não deve julgar um livro por sua capa). E não é que a novidade virou moda – literalmente! Tendo como temática os clássicos literários, as peças são bordadas à mão e forradas com tecido. Cult!

Outras mentes criativas tiveram ideias semelhantes. Confira!

Crédito: It´s Knuttz e Curbly

Crédito: Femme Sud

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